fetec@fetecpr.com.br | (41) 3322-9885 | (41) 3324-5636

Por 12:37 Sem categoria

DELEGADOS DA PF DEPÕEM NA CPI DO BANESTADO

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPI) do Banestado, que está investigando o envio ilícito de verbas ao exterior através das contas CC-5, ouviu hoje os delegados da Polícia Federal (PF), Euclides Rodrigues da Silva Filho e Paulo Roberto Falcão Ribeiro.

A sessão de hoje começou às 10h com o presidente da CPI, senador Antero Paes de Barros (PSDB-MT), relatando o encontro de ontem com o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos. Na oportunidade, os parlamentares pediram ao ministro que ressalte a importância do envolvimento do Itamaraty nas negociações com autoridades dos Estados Unidos ao Ministério das Relações Exteriores. Bastos disse aos integrantes da CPI que irá atender a solicitação.

O primeiro a falar foi o delegado Paulo Roberto Falcão Ribeiro que expôs à CPI que hoje existem mil inquéritos transcorrendo sobre o caso e mais mil aguardando instauração. Para o delegado há outros bancos, além do Banestado, que receberam dinheiro de contas CC-5 que precisam ser investigados. “Estamos falando em Banestado, mas há muito mais que isso”, afirmou Ribeiro.

Entre 1996 e 2000, ocorreram remessas ao exterior, através das contas CC-5, que chegaram ao valor aproximado de US$ 24 bi, desses entre US$ 10 e 12 bi são de responsabilidade do Banestado e entre US$ 10 e 12 são de outras instituições financeiras. Paulo Roberto citou os bancos Real, Araucária, Bemge, Rural e Banco do Brasil, ressaltando que nem todos este recursos são ilegais, sendo alguns provenientes de exportações. Segundo ele, o Banco Rural recebia contas CC-5, mas não estava incluído na autorização do Banco Central para receber dinheiro em espécie.

De acordo com o relatório do ministro do Tribunal de Contas da União, Adylson Motta, os bancos envolvidos no escândalo das lavagens de dinheiro através das CC-5 são o Banestado, Banco do Brasil, Banco Araucária, Bemge e Banco Real.

No outro depoimento do dia, o delegado Euclides Rodrigues da Silva Filho, também da Polícia Federal, afirmou que trabalhou nas investigações sobre as operações ilícitas durante dois anos no estado do Paraná. “O trabalho foi realizado a contento, tanto que os resultados estão aí, as equipes iniciais, até com mais celebridade, até porque tínhamos todos o caminho das pedras”, informou.

Euclides também contou à CPI sobre o início das investigações, que começaram quando o Banco Central encaminhou ao Ministério Público ofício sobre as operações ilegais. Então o Ministério Público acionou à Polícia Federal, iniciando um inquérito. Segundo ele, em março de 1988 a Divisão de Repressão ao Crime Organizado o acionou para conduzir o trabalho que estava sendo realizado em Foz do Iguaçu. Naquela época, conta Euclides, haviam 25 correntistas sendo acusados pelas operações ilícitas. “Como o trabalho era grande e complexo, a Polícia Federal, o Ministério Público e a Receita Federal decidiram atuar em conjunto”, afirmou o delegado. Dezessete pessoas, que eram consideradas as maiores responsáveis pelas operações, foram indiciadas por formação de quadrilha, crime financeiro e crime contra a ordem tributária. Eram eles, laranjas, agenciadores, contadores, gerentes e diretores de banco, doleiros e proprietários de casa de câmbio nacional e internacional. “Quando deixei o trabalho tínhamos aproximadamente 300 inquéritos”. Cerca de setenta por cento deles foram enviados ao Ministério Público, disse Euclides ao final de sua exposição, chegando à conclusão que, quando se encerrassem os trabalhos, haveriam aproximadamente dois mil inquéritos sobre a evasão de dinheiro para o exterior.

Fonte: Imprensa FETEC-PR, com informações da agência Senado.

Por 12:37 Notícias

DELEGADOS DA PF DEPÕEM NA CPI DO BANESTADO

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPI) do Banestado, que está investigando o envio ilícito de verbas ao exterior através das contas CC-5, ouviu hoje os delegados da Polícia Federal (PF), Euclides Rodrigues da Silva Filho e Paulo Roberto Falcão Ribeiro.
A sessão de hoje começou às 10h com o presidente da CPI, senador Antero Paes de Barros (PSDB-MT), relatando o encontro de ontem com o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos. Na oportunidade, os parlamentares pediram ao ministro que ressalte a importância do envolvimento do Itamaraty nas negociações com autoridades dos Estados Unidos ao Ministério das Relações Exteriores. Bastos disse aos integrantes da CPI que irá atender a solicitação.
O primeiro a falar foi o delegado Paulo Roberto Falcão Ribeiro que expôs à CPI que hoje existem mil inquéritos transcorrendo sobre o caso e mais mil aguardando instauração. Para o delegado há outros bancos, além do Banestado, que receberam dinheiro de contas CC-5 que precisam ser investigados. “Estamos falando em Banestado, mas há muito mais que isso”, afirmou Ribeiro.
Entre 1996 e 2000, ocorreram remessas ao exterior, através das contas CC-5, que chegaram ao valor aproximado de US$ 24 bi, desses entre US$ 10 e 12 bi são de responsabilidade do Banestado e entre US$ 10 e 12 são de outras instituições financeiras. Paulo Roberto citou os bancos Real, Araucária, Bemge, Rural e Banco do Brasil, ressaltando que nem todos este recursos são ilegais, sendo alguns provenientes de exportações. Segundo ele, o Banco Rural recebia contas CC-5, mas não estava incluído na autorização do Banco Central para receber dinheiro em espécie.
De acordo com o relatório do ministro do Tribunal de Contas da União, Adylson Motta, os bancos envolvidos no escândalo das lavagens de dinheiro através das CC-5 são o Banestado, Banco do Brasil, Banco Araucária, Bemge e Banco Real.
No outro depoimento do dia, o delegado Euclides Rodrigues da Silva Filho, também da Polícia Federal, afirmou que trabalhou nas investigações sobre as operações ilícitas durante dois anos no estado do Paraná. “O trabalho foi realizado a contento, tanto que os resultados estão aí, as equipes iniciais, até com mais celebridade, até porque tínhamos todos o caminho das pedras”, informou.
Euclides também contou à CPI sobre o início das investigações, que começaram quando o Banco Central encaminhou ao Ministério Público ofício sobre as operações ilegais. Então o Ministério Público acionou à Polícia Federal, iniciando um inquérito. Segundo ele, em março de 1988 a Divisão de Repressão ao Crime Organizado o acionou para conduzir o trabalho que estava sendo realizado em Foz do Iguaçu. Naquela época, conta Euclides, haviam 25 correntistas sendo acusados pelas operações ilícitas. “Como o trabalho era grande e complexo, a Polícia Federal, o Ministério Público e a Receita Federal decidiram atuar em conjunto”, afirmou o delegado. Dezessete pessoas, que eram consideradas as maiores responsáveis pelas operações, foram indiciadas por formação de quadrilha, crime financeiro e crime contra a ordem tributária. Eram eles, laranjas, agenciadores, contadores, gerentes e diretores de banco, doleiros e proprietários de casa de câmbio nacional e internacional. “Quando deixei o trabalho tínhamos aproximadamente 300 inquéritos”. Cerca de setenta por cento deles foram enviados ao Ministério Público, disse Euclides ao final de sua exposição, chegando à conclusão que, quando se encerrassem os trabalhos, haveriam aproximadamente dois mil inquéritos sobre a evasão de dinheiro para o exterior.
Fonte: Imprensa FETEC-PR, com informações da agência Senado.

Close