Brasília, 18/7/2003 (Agência Brasil – ABr) – A palavra de ordem, agora, é convencer, convencer e convencer. Gastar muita saliva, afiar a garganta e ter argumentos. A posição foi manifestada, há pouco, pelo presidente nacional do PT, José Genoino. Ele disse que o texto da reforma previdenciária apresentado ontem preserva a emenda da reforma nos dois pilares básicos que são a justiça social e o equilíbrio orçamentário.
Segundo Genoino, na negociação com o Congresso, o governo não foi arrogante – não negociou tudo que o Congresso queria; negociou com os governadores, mas nem tudo que queriam, além de negociar com o Judiciário e com a sociedade. Genoíno afirmou que se a reforma previdenciária fosse fácil, ela teria sido feita há muito tempo. Reconheceu que ela é difícil e complexa, mas garantiu que será feita neste ano.
O presidente do PT disse ainda que as mudanças propostas no relatório Pimentel precisam ser explicadas com dados e argumentos para que possam ser aprovadas. Na sua opinião, a reforma é boa para o país e para a sociedade. Genoino reconheceu que vai haver gente contrariada, mas que cabe à base aliada administrar democraticamente os conflitos. Alertou que não pode haver bate-boca: “não podemos radicalizar a relação dos poderes. Não podemos bater cabeça entre os poderes, que devem se entender de maneira harmoniosa, respeitando as diferenças e divergências”.
O presidente nacional do PT lembrou que essa questão tem de ser tratada com muita delicadeza e serenidade, pensando em primeiro lugar no país. É preciso, disse, “baixar a bola, porque nós precisamos jogar bem para o país. O país é que tem de ganhar esse jogo”. Ele considerou as críticas do Judiciário exageradas e desproporcionais politicamente.
Em relação à votação no PT, Genoino afirmou que o Diretório Nacional e a Executiva fecharam questão em torno das reformas Tributária e Previdenciária e que, na próxima semana, a bancada e a executiva voltam a se reunir. Segundo ele, depois do fechamento de questão, quem votar contra vai ter de explicar ao Diretório Nacional. “Se o Diretório Nacional fecha questão e um parlamentar vota contra, aí o parlamentar está escolhendo um caminho diferente do PT”, advertiu.
Iolando Lourenço
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Por Mhais• 18 de julho de 2003• 18:30• Sem categoria
GENOINO: PALAVRA DE ORDEM AGORA É CONVENCER, CONVENCER E CONVENCER
Brasília, 18/7/2003 (Agência Brasil – ABr) – A palavra de ordem, agora, é convencer, convencer e convencer. Gastar muita saliva, afiar a garganta e ter argumentos. A posição foi manifestada, há pouco, pelo presidente nacional do PT, José Genoino. Ele disse que o texto da reforma previdenciária apresentado ontem preserva a emenda da reforma nos dois pilares básicos que são a justiça social e o equilíbrio orçamentário.
Segundo Genoino, na negociação com o Congresso, o governo não foi arrogante – não negociou tudo que o Congresso queria; negociou com os governadores, mas nem tudo que queriam, além de negociar com o Judiciário e com a sociedade. Genoíno afirmou que se a reforma previdenciária fosse fácil, ela teria sido feita há muito tempo. Reconheceu que ela é difícil e complexa, mas garantiu que será feita neste ano.
O presidente do PT disse ainda que as mudanças propostas no relatório Pimentel precisam ser explicadas com dados e argumentos para que possam ser aprovadas. Na sua opinião, a reforma é boa para o país e para a sociedade. Genoino reconheceu que vai haver gente contrariada, mas que cabe à base aliada administrar democraticamente os conflitos. Alertou que não pode haver bate-boca: “não podemos radicalizar a relação dos poderes. Não podemos bater cabeça entre os poderes, que devem se entender de maneira harmoniosa, respeitando as diferenças e divergências”.
O presidente nacional do PT lembrou que essa questão tem de ser tratada com muita delicadeza e serenidade, pensando em primeiro lugar no país. É preciso, disse, “baixar a bola, porque nós precisamos jogar bem para o país. O país é que tem de ganhar esse jogo”. Ele considerou as críticas do Judiciário exageradas e desproporcionais politicamente.
Em relação à votação no PT, Genoino afirmou que o Diretório Nacional e a Executiva fecharam questão em torno das reformas Tributária e Previdenciária e que, na próxima semana, a bancada e a executiva voltam a se reunir. Segundo ele, depois do fechamento de questão, quem votar contra vai ter de explicar ao Diretório Nacional. “Se o Diretório Nacional fecha questão e um parlamentar vota contra, aí o parlamentar está escolhendo um caminho diferente do PT”, advertiu.
Iolando Lourenço
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