Continua vergonhosa a classificação do HSBC no ranking das instituições mais reclamadas do Banco Central (BC). Repetindo o resultado do mês de maio, o banco inglês permanece como a instituição financeira com o maior número de reclamações realizadas por seus clientes ao BC.
Com aproximadamente dois milhões de clientes, o HSBC atingiu, no mês de junho, o índice de 1,18, que corresponde ao número de reclamações divido pelo número de clientes e multiplicado por cem mil. Na segunda colocação vem o Banco do Brasil com índice de 0,99, e em terceiro lugar ficou o Unibanco com 0,77. O Bradesco aparece na quarta posição, com índice de 0,71, seguido pelo Santander Banespa, com 0,66.
Neste ano, já é a terceira vez que o HSBC lidera a lista do BC, nos meses de janeiro, maio e junho. Em fevereiro e abril o banco apareceu em segundo lugar e em março no terceira colocação.
Para Adilson Stuzata, presidente da Federação dos Bancários da CUT do Paraná (FETEC-PR) e coordenador da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do HSBC, esses péssimos resultados são o fruto da política de recursos humanos adotada pelo banco. “A precarização da mão-de-obra agrava esta situação. O HSBC demite o bancário qualificado e preenche esta vaga com um estagiário ou com um funcionário contratado pelo part-time”, conclui Stuzata.
A FETEC-PR e o Sindicato dos Bancários de Curitiba e região se reúnem hoje, às 14h, no Palácio Avenida, com representantes do HSBC para discutir questões locais. De acordo com Stuzata, o posicionamento do banco no ranking de reclamações do BC será abordado.
Fonte: Davi Macedo – FETEC-PR
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