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ITAÚ BBA E BICBANCO CONSEGUEM MAIS US$ 110 MILHÕES NO MERCADO EXTERNO

O Itaú BBA e o BicBanco fecharam captações externas no valor de US$ 110 milhões. Segundo rumores do mercado, a Ipiranga teria contratado a Bear Stearns para preparar o lançamento de bônus internacionais. Mas os especialistas acreditam que, com as férias no hemisfério norte, o mercado internacional já começa a perder sua força, que só deve ser retomada no final de agosto.

Tanto a captação do Itaú BBA quanto a do BicBanco foram realizadas por meio de agências no exterior, em Nassau e em Cayman, respectivamente.

O Itaú BBA lançou inicialmente US$ 50 milhões e acabou captando US$ 100 milhões. “Fiquei bastante satisfeito. Pagamos o menor rendimento sugerido ao investidor”, informa Paolo Pellegrini, diretor do Itaú BBA. O rendimento foi de 4,80% ao ano. Os bônus, de vencimento em dois anos, têm cláusula de “dolar constraint”, que prevê o pagamento em reais no caso da impossibilidade de realizar a conversão de moedas.

Os líderes Itaú S/A e Standard Bank venderam os títulos a mais de 45 investidores, segundo informa Paulo Soares, diretor-sênior de tesouraria internacional do Itaú S/A. “Foi uma colocação muito pulverizada”, diz ele. Segundo Fábio Solferini, presidente do Banco Standard de Investimentos, a demanda superou a oferta, sobrando compradores para o mercado secundário.

Os recursos obtidos serão utilizados para repasse aos clientes do Itaú BBA no exterior e como capital de giro para a agência em Nassau, segundo Pellegrini. Já o BicBanco pretende ingressar com os US$ 10 milhões captados para repasse em operações de crédito em reais. “Vamos trazer o dinheiro ao Brasil aos poucos e fazer hedge assim que ingressarmos com os dólares”, disse Paulo Celso del Ciampo, diretor internacional do BicBanco.

Segundo ele, o BicBanco não capta no exterior desde junho de 2000. No início deste ano, montou um programa de US$ 100 milhões que inclui notas de curto prazo e certificados de depósito. “Esperamos os bancos grandes irem a mercado primeiro, baixarem juros e alongarem prazos”, explicou Ciampo.

A estratégia é lançar pequenas parcelas em torno de US$ 10 milhões, como a fechada anteontem à noite. A demanda foi um pouco maior, mas “ajustamos o volume para ficarmos com um rendimento em 6,5% ao ano, no meio da faixa proposta aos investidores”, disse. “Apesar de o mercado externo estar mais volátil, os juros pagos pelos emissores brasileiros continuam caindo”, disse Samy Podlubny, diretor da BCP Securities, que liderou a captação do BicBanco.

Cristiane Perini Lucchesi, De São Paulo
Fonte: Valor Econômico

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ITAÚ BBA E BICBANCO CONSEGUEM MAIS US$ 110 MILHÕES NO MERCADO EXTERNO

O Itaú BBA e o BicBanco fecharam captações externas no valor de US$ 110 milhões. Segundo rumores do mercado, a Ipiranga teria contratado a Bear Stearns para preparar o lançamento de bônus internacionais. Mas os especialistas acreditam que, com as férias no hemisfério norte, o mercado internacional já começa a perder sua força, que só deve ser retomada no final de agosto.
Tanto a captação do Itaú BBA quanto a do BicBanco foram realizadas por meio de agências no exterior, em Nassau e em Cayman, respectivamente.
O Itaú BBA lançou inicialmente US$ 50 milhões e acabou captando US$ 100 milhões. “Fiquei bastante satisfeito. Pagamos o menor rendimento sugerido ao investidor”, informa Paolo Pellegrini, diretor do Itaú BBA. O rendimento foi de 4,80% ao ano. Os bônus, de vencimento em dois anos, têm cláusula de “dolar constraint”, que prevê o pagamento em reais no caso da impossibilidade de realizar a conversão de moedas.
Os líderes Itaú S/A e Standard Bank venderam os títulos a mais de 45 investidores, segundo informa Paulo Soares, diretor-sênior de tesouraria internacional do Itaú S/A. “Foi uma colocação muito pulverizada”, diz ele. Segundo Fábio Solferini, presidente do Banco Standard de Investimentos, a demanda superou a oferta, sobrando compradores para o mercado secundário.
Os recursos obtidos serão utilizados para repasse aos clientes do Itaú BBA no exterior e como capital de giro para a agência em Nassau, segundo Pellegrini. Já o BicBanco pretende ingressar com os US$ 10 milhões captados para repasse em operações de crédito em reais. “Vamos trazer o dinheiro ao Brasil aos poucos e fazer hedge assim que ingressarmos com os dólares”, disse Paulo Celso del Ciampo, diretor internacional do BicBanco.
Segundo ele, o BicBanco não capta no exterior desde junho de 2000. No início deste ano, montou um programa de US$ 100 milhões que inclui notas de curto prazo e certificados de depósito. “Esperamos os bancos grandes irem a mercado primeiro, baixarem juros e alongarem prazos”, explicou Ciampo.
A estratégia é lançar pequenas parcelas em torno de US$ 10 milhões, como a fechada anteontem à noite. A demanda foi um pouco maior, mas “ajustamos o volume para ficarmos com um rendimento em 6,5% ao ano, no meio da faixa proposta aos investidores”, disse. “Apesar de o mercado externo estar mais volátil, os juros pagos pelos emissores brasileiros continuam caindo”, disse Samy Podlubny, diretor da BCP Securities, que liderou a captação do BicBanco.
Cristiane Perini Lucchesi, De São Paulo
Fonte: Valor Econômico

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