fetec@fetecpr.com.br | (41) 3322-9885 | (41) 3324-5636

Por 09:49 Notícias

MERCADO APOSTA EM QUEDA DE 1,5 PONTO NOS JUROS, DIZ PESQUISA FOLHANEWS

DENYSE GODOY
da Folha Online
O Banco Central deve mesmo fazer uma significativa redução da Selic, a taxa básica de juros da economia, na próxima semana, quando se reúne o Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central), segundo avaliação de 30 especialistas do mercado financeiro ouvidos em pesquisa mensal do FolhaNews, a agência de notícias econômicas e políticas da Folha de S.Paulo.
Embora os economistas enumerem sem relutância os motivos que justificariam o corte, o notório conservadorismo do BC na condução da política monetária contém o otimismo. Dos 30 especialistas ouvidos pelo FolhaNews, treze apostam em uma diminuição de 1,5 ponto percentual da Selic, que já foi reduzida no mês passado em 0,5 ponto, para 26% ao ano.
Nove analistas prevêem um corte de 1 ponto percentual. Seis analistas acreditam que a redução será de dois pontos percentuais e apenas dois, de meio ponto percentual.
“Uma coisa é o que nós gostaríamos que acontecesse e outra o que achamos que o BC vai fazer. Há espaço para uma queda forte, mas creio que a autoridade monetária vai reduzir os juros em 1 ponto percentual”, afirma Fernando Coelho, analista da ABM Consulting.
Odair Abate, economista-chefe do banco Lloyds TSB, defende redução de 1,5 ponto a 2 pontos. “Os últimos indicadores de inflação divulgados deixam evidente a necessidade de forte redução”, diz.
Em junho o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), medido pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), registrou registrou deflação de 0,15% –a primeira desde novembro de 1998.
Andrei Spacov, economista do Unibanco, acrescenta que o desaquecimento da atividade econômica é outro fator que motivaria a redução. “A baixa das vendas do varejo, a diminuição da atividade industrial e o aumento do desemprego são sinais claros da necessidade de um corte”, diz.
O analista diz não descartar a possibilidade de também haver uma redução do depósito compulsório dos bancos, revertendo o aumento de fevereiro. Atualmente, os bancos são obrigados a recolherem ao BC 60% dos depósitos à vista. Há cinco meses, essa parcela, que era de 45%, foi elevada.
“Acredito que a inflação está voltando a patamares confortáveis, com tendência a convergir para a meta de 2004”, afirma Carlos Kawall, economista do Citibank. “Os riscos do desaquecimento da economia são maiores do que os riscos de a inflação voltar a subir.” A meta de inflação para o ano que vem, segundo foi acertado com o FMI (Fundo Monetário Internacional), é de 5,5%.
Segundo especialistas, os efeitos da política monetária demoram cerca de seis meses para serem sentidos. “Mas não se pode dizer que não vai haver efeito nenhum até lá. Uma retomada ampla certamente demora mais, porém a recuperação do consumo é relativamente rápida”, explica Kawall.
Apesar de todos esses fatores, na opinião de Luiz Antônio Vaz das Neves, diretor da corretora Planner, “a tendência é de que o governo seja um pouco mais conservador”. Por isso o analista acredita que a redução será de 1 ponto percentual.
“O mercado já está considerando um corte de 1,2 ponto. Basta observar que os contratos de juros futuros relativos a agosto negociados na BM&F estão em 24,83%”, lembra Luciano Damatto, analista da corretora Souza Barros.
* * *
Leia a seguir a avaliação dos economistas, analistas e instituições financeiras consultadas na pesquisa mensal de juros do FolhaNews
Alexandre Maia, economista da GAP Asset Management – queda de 2 pontos na taxa Selic.
Alexandre Bassoli, economista-chefe do HSBC Banco – 1,5 ponto.
Alessandro Malagutti, analista da corretora Comex – 1 ponto.
Álvaro Bandeira, diretor da corretora Ágora Sênior – 1 ponto.
Andrei Spacov, economista do Unibanco – 1,5 ponto.
Antenor Ramos Leão, consultor da Domínio DTVM – 1 ponto.
Banco Espírito Santo – 0,5 ponto.
BankBoston – 1,5 ponto.
Carlos Kawall, economista-chefe do Citibank – 1,5 ponto.
Cristiano Oliveira, economista-chefe do banco Schahin – 2 pontos.
Durval Corrêa, analista da corretora Finambrás – 1 ponto.
Eduardo de Faria Carvalho, economista-chefe do Banco Safra – 2 pontos.
Everton Pinheiro Gonçalves, economista-chefe do Banco BNL – 2 pontos.
Fernando Coelho, analista da ABM Consulting – 1 ponto.
Fernando Ferreira, diretor da Global Invest – 2 pontos.
Gustavo Alcântara, analista do banco Prosper – 1,5 ponto.
Ivo Góes de Bessa, analista da corretora Levycam – 1 ponto.
João Medeiros, diretor da corretora Pioneer – 1,5 ponto.
José Henrique Triques, analista da corretora Socopa – 1,5 ponto.
José Roberto Carreira, gerente da Novação Corretora – 0,5 ponto.
LCA Consultores – 2 pontos.
Luciano Damatto, analista da corretora Souza Barros – 1,5 ponto.
Luiz Antônio Vaz Neves, diretor da corretora Planner – 1 ponto.
Mário Paiva, analista da corretora Liquidez – 1 ponto.
Miriam Tavares, diretora da corretora AGK – 1,5 ponto.
Mônica Oliveira, economista do Banco Brascan – 1,5 ponto.
Newton Rosa economista-chefe da Sul América Investimentos – 1,5 ponto.
Odair Abate, economista-chefe do banco Lloyds TSB – 1,5 ponto.
Ricardo Fontes, administrador de fundos da Quality Asset – 1,5 ponto.
Roberto Padovani, analista da consultoria Tendências – 1 ponto.

Por 09:49 Sem categoria

MERCADO APOSTA EM QUEDA DE 1,5 PONTO NOS JUROS, DIZ PESQUISA FOLHANEWS

DENYSE GODOY
da Folha Online

O Banco Central deve mesmo fazer uma significativa redução da Selic, a taxa básica de juros da economia, na próxima semana, quando se reúne o Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central), segundo avaliação de 30 especialistas do mercado financeiro ouvidos em pesquisa mensal do FolhaNews, a agência de notícias econômicas e políticas da Folha de S.Paulo.

Embora os economistas enumerem sem relutância os motivos que justificariam o corte, o notório conservadorismo do BC na condução da política monetária contém o otimismo. Dos 30 especialistas ouvidos pelo FolhaNews, treze apostam em uma diminuição de 1,5 ponto percentual da Selic, que já foi reduzida no mês passado em 0,5 ponto, para 26% ao ano.

Nove analistas prevêem um corte de 1 ponto percentual. Seis analistas acreditam que a redução será de dois pontos percentuais e apenas dois, de meio ponto percentual.

“Uma coisa é o que nós gostaríamos que acontecesse e outra o que achamos que o BC vai fazer. Há espaço para uma queda forte, mas creio que a autoridade monetária vai reduzir os juros em 1 ponto percentual”, afirma Fernando Coelho, analista da ABM Consulting.

Odair Abate, economista-chefe do banco Lloyds TSB, defende redução de 1,5 ponto a 2 pontos. “Os últimos indicadores de inflação divulgados deixam evidente a necessidade de forte redução”, diz.

Em junho o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), medido pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), registrou registrou deflação de 0,15% –a primeira desde novembro de 1998.

Andrei Spacov, economista do Unibanco, acrescenta que o desaquecimento da atividade econômica é outro fator que motivaria a redução. “A baixa das vendas do varejo, a diminuição da atividade industrial e o aumento do desemprego são sinais claros da necessidade de um corte”, diz.

O analista diz não descartar a possibilidade de também haver uma redução do depósito compulsório dos bancos, revertendo o aumento de fevereiro. Atualmente, os bancos são obrigados a recolherem ao BC 60% dos depósitos à vista. Há cinco meses, essa parcela, que era de 45%, foi elevada.

“Acredito que a inflação está voltando a patamares confortáveis, com tendência a convergir para a meta de 2004”, afirma Carlos Kawall, economista do Citibank. “Os riscos do desaquecimento da economia são maiores do que os riscos de a inflação voltar a subir.” A meta de inflação para o ano que vem, segundo foi acertado com o FMI (Fundo Monetário Internacional), é de 5,5%.

Segundo especialistas, os efeitos da política monetária demoram cerca de seis meses para serem sentidos. “Mas não se pode dizer que não vai haver efeito nenhum até lá. Uma retomada ampla certamente demora mais, porém a recuperação do consumo é relativamente rápida”, explica Kawall.

Apesar de todos esses fatores, na opinião de Luiz Antônio Vaz das Neves, diretor da corretora Planner, “a tendência é de que o governo seja um pouco mais conservador”. Por isso o analista acredita que a redução será de 1 ponto percentual.

“O mercado já está considerando um corte de 1,2 ponto. Basta observar que os contratos de juros futuros relativos a agosto negociados na BM&F estão em 24,83%”, lembra Luciano Damatto, analista da corretora Souza Barros.

* * *

Leia a seguir a avaliação dos economistas, analistas e instituições financeiras consultadas na pesquisa mensal de juros do FolhaNews

Alexandre Maia, economista da GAP Asset Management – queda de 2 pontos na taxa Selic.
Alexandre Bassoli, economista-chefe do HSBC Banco – 1,5 ponto.
Alessandro Malagutti, analista da corretora Comex – 1 ponto.
Álvaro Bandeira, diretor da corretora Ágora Sênior – 1 ponto.
Andrei Spacov, economista do Unibanco – 1,5 ponto.
Antenor Ramos Leão, consultor da Domínio DTVM – 1 ponto.
Banco Espírito Santo – 0,5 ponto.
BankBoston – 1,5 ponto.
Carlos Kawall, economista-chefe do Citibank – 1,5 ponto.
Cristiano Oliveira, economista-chefe do banco Schahin – 2 pontos.
Durval Corrêa, analista da corretora Finambrás – 1 ponto.
Eduardo de Faria Carvalho, economista-chefe do Banco Safra – 2 pontos.
Everton Pinheiro Gonçalves, economista-chefe do Banco BNL – 2 pontos.
Fernando Coelho, analista da ABM Consulting – 1 ponto.
Fernando Ferreira, diretor da Global Invest – 2 pontos.
Gustavo Alcântara, analista do banco Prosper – 1,5 ponto.
Ivo Góes de Bessa, analista da corretora Levycam – 1 ponto.
João Medeiros, diretor da corretora Pioneer – 1,5 ponto.
José Henrique Triques, analista da corretora Socopa – 1,5 ponto.
José Roberto Carreira, gerente da Novação Corretora – 0,5 ponto.
LCA Consultores – 2 pontos.
Luciano Damatto, analista da corretora Souza Barros – 1,5 ponto.
Luiz Antônio Vaz Neves, diretor da corretora Planner – 1 ponto.
Mário Paiva, analista da corretora Liquidez – 1 ponto.
Miriam Tavares, diretora da corretora AGK – 1,5 ponto.
Mônica Oliveira, economista do Banco Brascan – 1,5 ponto.
Newton Rosa economista-chefe da Sul América Investimentos – 1,5 ponto.
Odair Abate, economista-chefe do banco Lloyds TSB – 1,5 ponto.
Ricardo Fontes, administrador de fundos da Quality Asset – 1,5 ponto.
Roberto Padovani, analista da consultoria Tendências – 1 ponto.

Close