NA CONSTRUÇÃO DA CIDADANIA
Rio, 22/7/2003 (Agência Brasil – ABr) – Os passos dado pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, incluindo a criação da Secretaria Especial de Promoção da Igualdade Racial, constituem um grande avanço no sentido da construção da cidadania e da eliminação da discriminação no país. A avaliação positiva foi feita pela coordenadora nas Américas da Rede Internacional de Jovens contra o Racismo, Zakiya Carr Johnson, que está no país com o Law Group, constituído por advogados americanos, que estudam ações afirmativas em educação e cotas para afrodescendentes nas universidades.
A rede foi criada pela Organização das Nações Unidas (ONU) na Conferência Mundial contra o Racismo, em Durban, África do Sul.
Zakiya Carr, que iniciou seu trabalho contra o racismo na Colômbia, aos 15 anos, disse ver muitas semelhanças entre o racismo praticado nos Estados Unidos e na América do Sul. Segundo Zakiya, nos Estados Unidos, onde a luta pela igualdade de direitos tem muitos anos,
o acesso dos negros à universidade ainda é muito limitado, apesar dos afro-americanos terem conseguido muito espaço nas áreas da educação e política.
No caso do Brasil, ela disse que embora haja no governo ministras afro-descendentes, a população negra não chegou a ter representatividade e integração em termos de discriminação racial. “A situação se agrava quando o país tem uma porcentagem tão grande de pessoas negras sem poder aquisitivo e sem acesso à educação formal”, afirmou.
Mestranda em Relações Internacionais pela Universidade de Syracuse, Zakiya Carr acredita que o estabelecimento de cotas para negros nas universidades brasileiras, tal como ocorreu nos Estados Unidos, ajudará no processo de igualdade racial, “porém não é suficiente”.
Os integrantes do Law Group participaram de painel sobre os casos de racismo da Universidade de Michigan, na Universidade Candido Mendes, no Rio.
Alana Gandra
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Por Mhais• 22 de julho de 2003• 17:26• Sem categoria
ESTUDIOSA DO RACISMO DIZ QUE GOVERNO LULA TEM AVANÇADO
NA CONSTRUÇÃO DA CIDADANIA
Rio, 22/7/2003 (Agência Brasil – ABr) – Os passos dado pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, incluindo a criação da Secretaria Especial de Promoção da Igualdade Racial, constituem um grande avanço no sentido da construção da cidadania e da eliminação da discriminação no país. A avaliação positiva foi feita pela coordenadora nas Américas da Rede Internacional de Jovens contra o Racismo, Zakiya Carr Johnson, que está no país com o Law Group, constituído por advogados americanos, que estudam ações afirmativas em educação e cotas para afrodescendentes nas universidades.
A rede foi criada pela Organização das Nações Unidas (ONU) na Conferência Mundial contra o Racismo, em Durban, África do Sul.
Zakiya Carr, que iniciou seu trabalho contra o racismo na Colômbia, aos 15 anos, disse ver muitas semelhanças entre o racismo praticado nos Estados Unidos e na América do Sul. Segundo Zakiya, nos Estados Unidos, onde a luta pela igualdade de direitos tem muitos anos,
o acesso dos negros à universidade ainda é muito limitado, apesar dos afro-americanos terem conseguido muito espaço nas áreas da educação e política.
No caso do Brasil, ela disse que embora haja no governo ministras afro-descendentes, a população negra não chegou a ter representatividade e integração em termos de discriminação racial. “A situação se agrava quando o país tem uma porcentagem tão grande de pessoas negras sem poder aquisitivo e sem acesso à educação formal”, afirmou.
Mestranda em Relações Internacionais pela Universidade de Syracuse, Zakiya Carr acredita que o estabelecimento de cotas para negros nas universidades brasileiras, tal como ocorreu nos Estados Unidos, ajudará no processo de igualdade racial, “porém não é suficiente”.
Os integrantes do Law Group participaram de painel sobre os casos de racismo da Universidade de Michigan, na Universidade Candido Mendes, no Rio.
Alana Gandra
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