Arrocho nos gastos governamentais vai se transformar em investimento nos próximos meses, com destaque para a área social. Outro objetivo é criar ambiente melhor para atrair mais dinheiro estrangeiro
O governo será o principal motor da economia neste segundo semestre . Pelas contas do economista Carlos Guzzo, diretor de Mercados de Risco do Banco BES Investimentos, a União terá entre R$ 20 bilhões e R$ 23 bilhões para despejar em obras e projetos sociais até dezembro. Esse dinheiro se refere ao excesso de superávit primário (receitas menos despesas, sem incluir gastos com juros da dívida) acumulado este ano, para dar um choque de credibilidade junto aos investidores.
Segundo Guzzo, o governo está consciente de que, a despeito do corte na taxa básica de juros , precisa agir para atrair investimentos privados. Sem investimentos, não há como garantir a retomada consistente do crescimento econômico. ‘‘O governo sairá na frente e gastará o que arrochou nos primeiros meses do ano’’, diz. Ele lembra que os gastos do governo tem importância estratégica para impulsionar o Produto Interno Bruto (PIB) do país, já que outras condicionantes para o crescimento, como o consumo, estão negativos.
A liberação dos excedentes do superávit primário já havia sido aventada pelo chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Altamir Lopes, como ressaltou o Correio há um mês. Nos cálculos dele, entre janeiro e maio, a economia de recursos pelo setor público chegou a R$ 36,980 bilhões, R$ 2.480 bilhões além da meta firmada com o Fundo Monetário Internacional (FMI) para junho. Ou seja, o combinado com o Fundo foi cumprido com um mês de antecedência.
Os recursos do governo para reativar a economia serão direcionados, especialmente, para obras de infra-estrutura (estradas e rodovias), saneamento básico e habitação. Também será canalizado dinheiro — quase R$ 5 bilhões — para operações de microcrédito, favorecendo as famílias de baixa a renda com empréstimos a juros de até 2% ao mês. As regras definitivas para o microcrédito, por sinal, serão aprovadas ainda nesta semana pelo Conselho Monetário Nacional .
Vicente Nunes
Da equipe do Correio
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Por Mhais• 23 de julho de 2003• 18:44• Sem categoria
POLÍTICA ECONÔMICA R$ 23 BI EM OBRAS E PROJETOS
Arrocho nos gastos governamentais vai se transformar em investimento nos próximos meses, com destaque para a área social. Outro objetivo é criar ambiente melhor para atrair mais dinheiro estrangeiro
O governo será o principal motor da economia neste segundo semestre . Pelas contas do economista Carlos Guzzo, diretor de Mercados de Risco do Banco BES Investimentos, a União terá entre R$ 20 bilhões e R$ 23 bilhões para despejar em obras e projetos sociais até dezembro. Esse dinheiro se refere ao excesso de superávit primário (receitas menos despesas, sem incluir gastos com juros da dívida) acumulado este ano, para dar um choque de credibilidade junto aos investidores.
Segundo Guzzo, o governo está consciente de que, a despeito do corte na taxa básica de juros , precisa agir para atrair investimentos privados. Sem investimentos, não há como garantir a retomada consistente do crescimento econômico. ‘‘O governo sairá na frente e gastará o que arrochou nos primeiros meses do ano’’, diz. Ele lembra que os gastos do governo tem importância estratégica para impulsionar o Produto Interno Bruto (PIB) do país, já que outras condicionantes para o crescimento, como o consumo, estão negativos.
A liberação dos excedentes do superávit primário já havia sido aventada pelo chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Altamir Lopes, como ressaltou o Correio há um mês. Nos cálculos dele, entre janeiro e maio, a economia de recursos pelo setor público chegou a R$ 36,980 bilhões, R$ 2.480 bilhões além da meta firmada com o Fundo Monetário Internacional (FMI) para junho. Ou seja, o combinado com o Fundo foi cumprido com um mês de antecedência.
Os recursos do governo para reativar a economia serão direcionados, especialmente, para obras de infra-estrutura (estradas e rodovias), saneamento básico e habitação. Também será canalizado dinheiro — quase R$ 5 bilhões — para operações de microcrédito, favorecendo as famílias de baixa a renda com empréstimos a juros de até 2% ao mês. As regras definitivas para o microcrédito, por sinal, serão aprovadas ainda nesta semana pelo Conselho Monetário Nacional .
Vicente Nunes
Da equipe do Correio
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