da Folha de S.Paulo, em Brasília
Em café da manhã com senadores da base aliada (PT, PSB, PL e PTB), além de PMDB e PPS, o ministro José Dirceu (Casa Civil) disse, segundo participantes, que o projeto de reforma da Previdência que tramita na Câmara não é a sua proposta nem a do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Logo em seguida, Dirceu destacou seu principal ponto de discordância com as alterações feitas à proposta original: a introdução da paridade (garantia aos servidores inativos dos mesmos reajustes concedidos aos da ativa). Segundo Dirceu, com a manutenção da paridade, jamais será dado um aumento justo aos ativos.
Dirceu, assim como o ministro Ricardo Berzoini (Previdência), participou das reuniões de líderes aliados na Câmara que patrocinaram as mudanças no texto.
O ministro discutiu as alterações com os líderes da oposição (PFL e PSDB). É certo, porém, que sempre manifestou contrariedade com a inclusão da paridade.
O projeto acordado na Câmara desagradou também a Lula. Na reunião com os governadores, disse que ele era ruim para o governo. Na avaliação do presidente, a articulação política do governo errou na negociação.
Lula, antes de viajar para a Europa, autorizara a abertura das negociações a partir de uma proposta apresentada pelo Judiciário. Recomendou que os Estados fossem ouvidos, o que não ocorreu.
José Dirceu expôs suas divergências sobre o projeto quando detalhava aos senadores as principais frentes em que o governo vem atuando, tratativas que, segundo ele, seriam agravadas pelas restrições orçamentárias.
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Por Mhais• 24 de julho de 2003• 09:51• Sem categoria
DIRCEU DIZ QUE PROPOSTA HOJE NA CÂMARA NÃO É A SUA NEM A DE LULA
da Folha de S.Paulo, em Brasília
Em café da manhã com senadores da base aliada (PT, PSB, PL e PTB), além de PMDB e PPS, o ministro José Dirceu (Casa Civil) disse, segundo participantes, que o projeto de reforma da Previdência que tramita na Câmara não é a sua proposta nem a do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Logo em seguida, Dirceu destacou seu principal ponto de discordância com as alterações feitas à proposta original: a introdução da paridade (garantia aos servidores inativos dos mesmos reajustes concedidos aos da ativa). Segundo Dirceu, com a manutenção da paridade, jamais será dado um aumento justo aos ativos.
Dirceu, assim como o ministro Ricardo Berzoini (Previdência), participou das reuniões de líderes aliados na Câmara que patrocinaram as mudanças no texto.
O ministro discutiu as alterações com os líderes da oposição (PFL e PSDB). É certo, porém, que sempre manifestou contrariedade com a inclusão da paridade.
O projeto acordado na Câmara desagradou também a Lula. Na reunião com os governadores, disse que ele era ruim para o governo. Na avaliação do presidente, a articulação política do governo errou na negociação.
Lula, antes de viajar para a Europa, autorizara a abertura das negociações a partir de uma proposta apresentada pelo Judiciário. Recomendou que os Estados fossem ouvidos, o que não ocorreu.
José Dirceu expôs suas divergências sobre o projeto quando detalhava aos senadores as principais frentes em que o governo vem atuando, tratativas que, segundo ele, seriam agravadas pelas restrições orçamentárias.
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