Uma equipe da Polícia Federal foi enviada em 2001 para a cidade de Nova York com o objetivo de investigar remessas de cerca de US$ 30 bilhões para contas do Banestado (Banco do Estado do Paraná) no exterior, feitas por meio das contas CC-5.
As primeiras informações apontavam que um grupo de doleiros atuavam como operadores dessas contas. O dinheiro foi enviado para outros bancos nos EUA e, depois, para paraísos fiscais –como acontece em esquemas de lavagem de dinheiro. Segundo a PF, há suspeita também de que o dinheiro seja, em parte, proveniente do tráfico.
A investigação deu origem a um pedido de CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) no Senado. Sob orientação do Planalto, o líder do governo na Casa, Aloizio Mercadante (PT-SP), articulou o fim da CPI. O argumento é o de que a CPI poderia atrapalhar a discussão e votação das reformas tributária e da Previdência.
Há também preocupação do impacto que as investigações possam ter sobre a circulação de capital, já que irá passar pelas movimentações via CC-5 –contas que servem para que empresas multinacionais e firmas brasileiras com interesses no exterior transfiram dinheiro para fora do país, também utilizadas para o envio de dinheiro a brasileiros que moram no exterior.
No entanto, o presidente da Câmara dos Deputados, João Paulo Cunha (PT-SP), decidiu abrir caminho uma CPI sobre o caso. Diante da decisão do colégio de líderes, de instalar uma comissão na Câmara, o Senado recuou e decidiu reabrir também a CPI, que agora será mista: com 16 deputados e 16 senadores.
Envolvidos
O relatório da PF aponto também o envolvimento de políticos no esquema, além de grandes empresários e personalidades –artistas e jogadores de futebol. Entre eles, estaria o presidente do PFL, senador Jorge Bornhausen (SC), que nega participação no esquema.
Delegado da PF que presidiu o inquérito do Banestado entre julho de 2002 e março de 2003, Antônio Carlos de Carvalho disse à comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara que movimentações mapeadas pela PF apontam envio ilegal por parte de seis políticos, um ex-caixa de campanhas eleitorais e um ex-funcionário da Prefeitura de São Paulo, além de artistas conhecidos.
Outro delegado da PF, Paulo Cauby Batista, foi preso no dia 17 de junho no Ceará, acusado de passar informações sigilosas ap doleiro Alexandre Diógenes Ferreira Gomes, o “Alex”, investigado no caso do Banestado.
da Folha Online
da Folha de S.Paulo
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Por Mhais• 24 de julho de 2003• 17:57• Sem categoria
ENTENDA O CASO DO BANESTADO
Uma equipe da Polícia Federal foi enviada em 2001 para a cidade de Nova York com o objetivo de investigar remessas de cerca de US$ 30 bilhões para contas do Banestado (Banco do Estado do Paraná) no exterior, feitas por meio das contas CC-5.
As primeiras informações apontavam que um grupo de doleiros atuavam como operadores dessas contas. O dinheiro foi enviado para outros bancos nos EUA e, depois, para paraísos fiscais –como acontece em esquemas de lavagem de dinheiro. Segundo a PF, há suspeita também de que o dinheiro seja, em parte, proveniente do tráfico.
A investigação deu origem a um pedido de CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) no Senado. Sob orientação do Planalto, o líder do governo na Casa, Aloizio Mercadante (PT-SP), articulou o fim da CPI. O argumento é o de que a CPI poderia atrapalhar a discussão e votação das reformas tributária e da Previdência.
Há também preocupação do impacto que as investigações possam ter sobre a circulação de capital, já que irá passar pelas movimentações via CC-5 –contas que servem para que empresas multinacionais e firmas brasileiras com interesses no exterior transfiram dinheiro para fora do país, também utilizadas para o envio de dinheiro a brasileiros que moram no exterior.
No entanto, o presidente da Câmara dos Deputados, João Paulo Cunha (PT-SP), decidiu abrir caminho uma CPI sobre o caso. Diante da decisão do colégio de líderes, de instalar uma comissão na Câmara, o Senado recuou e decidiu reabrir também a CPI, que agora será mista: com 16 deputados e 16 senadores.
Envolvidos
O relatório da PF aponto também o envolvimento de políticos no esquema, além de grandes empresários e personalidades –artistas e jogadores de futebol. Entre eles, estaria o presidente do PFL, senador Jorge Bornhausen (SC), que nega participação no esquema.
Delegado da PF que presidiu o inquérito do Banestado entre julho de 2002 e março de 2003, Antônio Carlos de Carvalho disse à comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara que movimentações mapeadas pela PF apontam envio ilegal por parte de seis políticos, um ex-caixa de campanhas eleitorais e um ex-funcionário da Prefeitura de São Paulo, além de artistas conhecidos.
Outro delegado da PF, Paulo Cauby Batista, foi preso no dia 17 de junho no Ceará, acusado de passar informações sigilosas ap doleiro Alexandre Diógenes Ferreira Gomes, o “Alex”, investigado no caso do Banestado.
da Folha Online
da Folha de S.Paulo
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