Brasília, 24/7/2003 (Agência Brasil – ABr) – A redução da taxa básica de juros (Selic) em 1,5 ponto percentual não foi surpresa para o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, que já esperava uma postura conservadora do Banco Central. Mas ele está contando com uma trajetória de queda da Selic também para as cinco próximas reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom), para dar início ao “círculo virtuoso de desenvolvimento”.
No mesmo instante em que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central anunciava a redução da Selic de 26% para 24,5%, Furlan dizia a empresários na Confederação Nacional da Indústria (CNI) que “não existe país desenvolvido com taxa de juros no nível que estamos hoje”.O ministro enfatizou o “sacrifício extraordinário” feito pelo governo nos primeiros seis meses para sair da crise de confiança iniciada em setembro do ano passado e disse que agora há possibilidade do governo buscar o crescimento sustentado. “Nós fizemos um sacrifício extraordinário nesses últimos seis meses. Acho que todos vocês de uma forma ou de outra participaram, sofreram com isso, ajudaram”, disse ele aos empresários.
Ao tratar da importância das reformas previdenciária e tributária, Furlan convocou a todos a dar sua cota de sacrifícios para que o Brasil possa crescer com sustentabilidade. Sem endereçar a mensagem, o ministro rogou àqueles que matem privilégios a abrir mão em benefício da coletividade. “Se quisermos manter privilégios que foram conseguidos através de lobbies, através de justas pressões ao longo da história, mas que hoje jogam em detrimento da maioria, nós não vamos ser um país grande, de primeiro mundo”.
Ao deixar a CNI, o ministro afirmou que “ninguém esperava de um órgão que é sempre caracterizado como conservador uma ação que não estivesse de acordo com a tradição”, mas que a redução da Selic sinaliza a tendência de queda nas próximas cinco reuniões do Copom que ainda restam neste ano. “Ainda tem muito chão pela frente e certamente as premissas para um círculo virtuoso de desenvolvimento vão sendo construídas para que nós tenhamos em 2004 aquilo que o presidente já avisou”, disse o ministro, referindo-se ao “espetáculo do crescimento” prometido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Furlan foi à CNI para assinar um acordo de cooperação técnica de aopoio ao projeto de Telecentros de Informação e Negócios do Fórum Permanente de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte.
Edla Lula
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Por Mhais• 24 de julho de 2003• 14:52• Sem categoria
FURLAN ACREDITA EM NOVAS REDUÇÕES DA SELIC NOS PRÓXIMOS MESES
Brasília, 24/7/2003 (Agência Brasil – ABr) – A redução da taxa básica de juros (Selic) em 1,5 ponto percentual não foi surpresa para o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, que já esperava uma postura conservadora do Banco Central. Mas ele está contando com uma trajetória de queda da Selic também para as cinco próximas reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom), para dar início ao “círculo virtuoso de desenvolvimento”.
No mesmo instante em que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central anunciava a redução da Selic de 26% para 24,5%, Furlan dizia a empresários na Confederação Nacional da Indústria (CNI) que “não existe país desenvolvido com taxa de juros no nível que estamos hoje”.O ministro enfatizou o “sacrifício extraordinário” feito pelo governo nos primeiros seis meses para sair da crise de confiança iniciada em setembro do ano passado e disse que agora há possibilidade do governo buscar o crescimento sustentado. “Nós fizemos um sacrifício extraordinário nesses últimos seis meses. Acho que todos vocês de uma forma ou de outra participaram, sofreram com isso, ajudaram”, disse ele aos empresários.
Ao tratar da importância das reformas previdenciária e tributária, Furlan convocou a todos a dar sua cota de sacrifícios para que o Brasil possa crescer com sustentabilidade. Sem endereçar a mensagem, o ministro rogou àqueles que matem privilégios a abrir mão em benefício da coletividade. “Se quisermos manter privilégios que foram conseguidos através de lobbies, através de justas pressões ao longo da história, mas que hoje jogam em detrimento da maioria, nós não vamos ser um país grande, de primeiro mundo”.
Ao deixar a CNI, o ministro afirmou que “ninguém esperava de um órgão que é sempre caracterizado como conservador uma ação que não estivesse de acordo com a tradição”, mas que a redução da Selic sinaliza a tendência de queda nas próximas cinco reuniões do Copom que ainda restam neste ano. “Ainda tem muito chão pela frente e certamente as premissas para um círculo virtuoso de desenvolvimento vão sendo construídas para que nós tenhamos em 2004 aquilo que o presidente já avisou”, disse o ministro, referindo-se ao “espetáculo do crescimento” prometido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Furlan foi à CNI para assinar um acordo de cooperação técnica de aopoio ao projeto de Telecentros de Informação e Negócios do Fórum Permanente de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte.
Edla Lula
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