Em depoimento à CPI do Banestado, nesta quinta-feira (24), o procurador da República Carlos Fernando dos Santos Lima revelou que o Banco Rural também era utilizado pelo esquema montado em Foz do Iguaçu (PR) para a evasão de divisas por meio de contas de não residentes, chamadas de CC-5.
Embora não tivesse autorização especial do Banco Central para operar com as transportadoras de valores, disse o procurador, o Rural entrou no “esquema criminoso” quando começou a abrigar contas de “laranjas”. “O Banco Rural não esteve envolvido enquanto o esquema foi apenas do trânsito de valores por carros-fortes”, esclareceu.
Santos Lima afirmou que a estrutura inicial para evadir divisas por meio de carros-fortes que transitavam com os reais pela Ponte da Amizade, em Foz do Iguaçu, era “relativamente simples” e envolvia cassinos, casas de câmbio e bancos com agências na região. Segundo o procurador, havia ramificações inexpressivas para outros pontos do país, como Belo Horizonte, mas a operação estava concentrada naquela fronteira.
Com o início das investigações pelo Ministério Público da União, em abril de 1997, e o pedido de fiscalização sobre os valores transportados por carros-fortes, apontou o procurador, o esquema foi se sofisticando. Ele contou que o trânsito de valores em espécie diminuiu e o “esquema começou a se valer dos laranjas nas operações com as contas CC-5”.
Santos Lima lamentou que o Ministério Público esteja sempre correndo atrás do ilícito. “Estamos hoje falando de um esquema de contas de laranjas que já não existe mais”, afirmou o procurador, que trabalhou em Foz do Iguaçu de 1995 a 1997, sendo depois transferido para a capital paranaense. Ele disse que atualmente as operações são muito mais sofisticadas e já foram detectadas em Blumenau (SC) e em Curitiba (PR).
Jornal do Senado
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Por Mhais• 24 de julho de 2003• 16:05• Sem categoria
PROCURADOR DIZ QUE BANCO RURAL TAMBÉM FOI USADO PARA A EVASÃO DE DIVISAS
Em depoimento à CPI do Banestado, nesta quinta-feira (24), o procurador da República Carlos Fernando dos Santos Lima revelou que o Banco Rural também era utilizado pelo esquema montado em Foz do Iguaçu (PR) para a evasão de divisas por meio de contas de não residentes, chamadas de CC-5.
Embora não tivesse autorização especial do Banco Central para operar com as transportadoras de valores, disse o procurador, o Rural entrou no “esquema criminoso” quando começou a abrigar contas de “laranjas”. “O Banco Rural não esteve envolvido enquanto o esquema foi apenas do trânsito de valores por carros-fortes”, esclareceu.
Santos Lima afirmou que a estrutura inicial para evadir divisas por meio de carros-fortes que transitavam com os reais pela Ponte da Amizade, em Foz do Iguaçu, era “relativamente simples” e envolvia cassinos, casas de câmbio e bancos com agências na região. Segundo o procurador, havia ramificações inexpressivas para outros pontos do país, como Belo Horizonte, mas a operação estava concentrada naquela fronteira.
Com o início das investigações pelo Ministério Público da União, em abril de 1997, e o pedido de fiscalização sobre os valores transportados por carros-fortes, apontou o procurador, o esquema foi se sofisticando. Ele contou que o trânsito de valores em espécie diminuiu e o “esquema começou a se valer dos laranjas nas operações com as contas CC-5”.
Santos Lima lamentou que o Ministério Público esteja sempre correndo atrás do ilícito. “Estamos hoje falando de um esquema de contas de laranjas que já não existe mais”, afirmou o procurador, que trabalhou em Foz do Iguaçu de 1995 a 1997, sendo depois transferido para a capital paranaense. Ele disse que atualmente as operações são muito mais sofisticadas e já foram detectadas em Blumenau (SC) e em Curitiba (PR).
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