fetec@fetecpr.com.br | (41) 3322-9885 | (41) 3324-5636

Por 11:48 Notícias

PROCURADORES DO PR DEPÕEM NA CPI DO BANESTADO

Hoje pela manhã, os procuradores da República do estado do Paraná, Carlos Fernando dos Santos Lima, Robson Martins e Rodrigo Ramos da Silva, membros da força-tarefa que investiga a evasão de dinheiro através das contas CC-5 na cidade de Foz do Iguaçu, no Paraná, prestaram depoimentos aos integrantes da CPI mista do Banestado.
O primeiro a falar foi Carlos Fernando, procurador que atua desde o começo das investigações sobre o esquema ilegal de envio de dinheiro ao exterior, que ressaltou a realidade da cidade paranaense. “É preciso que os parlamentares saibam que a cidade de Foz do Iguaçu registra muitas ocorrências de ilícitos e fraudes para lavagem de dinheiro e de evasão de divisas e que esses fatos já aconteciam antes do ano em que as investigações foram iniciadas (1997)”.
De acordo com o procurador, o esquema utilizado para evadir o dinheiro do Brasil era simples. Conta ele que pessoas, neste caso mais conhecidas como “laranjas”, efetuavam o deposito em reais ao exterior, que eram transformados em dólares e enviados ao exterior por carros-forte ou contas correntes. Para Carlos, o valor total de evasão em Foz do Iguaçu é de aproximadamente R$ 24 bilhões, desses, oito ou nove foram para na agência Banestado de Nova York.
Além dessas denúncias, Carlos Fernando disse que o atual esquema apurado pela força-tarefa e pela CPI provavelmente não existam mais, pois, acredita, “já desenvolveram e estão desenvolvendo outro métodos para retirar dinheiro do país.
Segundo o procurador, a força-tarefa deve entregar no prazo de 40 dias o relatório com as conclusões sobre as investigações, onde devem aparecer entre 100 e 200 nomes de envolvidos nos esquemas fraudulentos.
Contrariando o depoimento do ex-presidente do Banco Central (BC), Gustavo Franco, o segundo procurador da República a prestar o depoimento, Rodrigo Ramos da Silva, falou para os integrantes da CPI que o Banco Central “teve seu papel” nos procedimentos de envio ilegal de verbas, pois concedeu autorizações especiais que facilitaram o crescimento das remessas.
“A pretexto de atender uma demanda da globalização e de atender uma necessidade dos mercados externos, o BC produziu uma releitura de legislações sobre procedimentos de remessas de valores que acabaram produzindo uma evasão como nunca se viu antes do ano de 1992 (ano de início das mudanças na legislação). Por conta de um hermetismo e de um linguajar econômico abriu-se demais o veículo de saída das divisas, sem que o Congresso tomasse conhecimento disso”, conclui Rodrigo.
Último a prestar depoimento, o procurador Robson Martins, afirmou que a falta de uma disciplina de integração dos órgãos de fiscalização gerou dificuldades nas investigações, e se essa integração ocorre é por boa vontade dos funcionários, disse Robson sugerindo a regulamentação dessa união no processo investigativo.
Fonte: Davi Macedo – FETEC-PR, com informações da Agência Senado

Por 11:48 Sem categoria

PROCURADORES DO PR DEPÕEM NA CPI DO BANESTADO

Hoje pela manhã, os procuradores da República do estado do Paraná, Carlos Fernando dos Santos Lima, Robson Martins e Rodrigo Ramos da Silva, membros da força-tarefa que investiga a evasão de dinheiro através das contas CC-5 na cidade de Foz do Iguaçu, no Paraná, prestaram depoimentos aos integrantes da CPI mista do Banestado.

O primeiro a falar foi Carlos Fernando, procurador que atua desde o começo das investigações sobre o esquema ilegal de envio de dinheiro ao exterior, que ressaltou a realidade da cidade paranaense. “É preciso que os parlamentares saibam que a cidade de Foz do Iguaçu registra muitas ocorrências de ilícitos e fraudes para lavagem de dinheiro e de evasão de divisas e que esses fatos já aconteciam antes do ano em que as investigações foram iniciadas (1997)”.

De acordo com o procurador, o esquema utilizado para evadir o dinheiro do Brasil era simples. Conta ele que pessoas, neste caso mais conhecidas como “laranjas”, efetuavam o deposito em reais ao exterior, que eram transformados em dólares e enviados ao exterior por carros-forte ou contas correntes. Para Carlos, o valor total de evasão em Foz do Iguaçu é de aproximadamente R$ 24 bilhões, desses, oito ou nove foram para na agência Banestado de Nova York.

Além dessas denúncias, Carlos Fernando disse que o atual esquema apurado pela força-tarefa e pela CPI provavelmente não existam mais, pois, acredita, “já desenvolveram e estão desenvolvendo outro métodos para retirar dinheiro do país.

Segundo o procurador, a força-tarefa deve entregar no prazo de 40 dias o relatório com as conclusões sobre as investigações, onde devem aparecer entre 100 e 200 nomes de envolvidos nos esquemas fraudulentos.

Contrariando o depoimento do ex-presidente do Banco Central (BC), Gustavo Franco, o segundo procurador da República a prestar o depoimento, Rodrigo Ramos da Silva, falou para os integrantes da CPI que o Banco Central “teve seu papel” nos procedimentos de envio ilegal de verbas, pois concedeu autorizações especiais que facilitaram o crescimento das remessas.

“A pretexto de atender uma demanda da globalização e de atender uma necessidade dos mercados externos, o BC produziu uma releitura de legislações sobre procedimentos de remessas de valores que acabaram produzindo uma evasão como nunca se viu antes do ano de 1992 (ano de início das mudanças na legislação). Por conta de um hermetismo e de um linguajar econômico abriu-se demais o veículo de saída das divisas, sem que o Congresso tomasse conhecimento disso”, conclui Rodrigo.

Último a prestar depoimento, o procurador Robson Martins, afirmou que a falta de uma disciplina de integração dos órgãos de fiscalização gerou dificuldades nas investigações, e se essa integração ocorre é por boa vontade dos funcionários, disse Robson sugerindo a regulamentação dessa união no processo investigativo.

Fonte: Davi Macedo – FETEC-PR, com informações da Agência Senado

Close