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MEIRELLES AFIRMA QUE BC NÃO TEVE POSTURA CONSERVADORA

Meirelles afirma que BC não teve postura conservadora ao reduzir a Selic para 24,5%
São Paulo, 28/7/2003 (Agência Brasil – ABr) – O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, reagiu hoje aos ataques segundo os quais o Comitê de Política Monetária (Copom) teria tido uma postura conservadora ao determinar uma queda de apenas 1,5 ponto percentual na Taxa Básica de Juros, a Selic, reduzindo-a de 26% para 24,5%. Em discurso perante uma platéia formada por executivos e empresários do ramo imobiliário, na sede do Secovi, o Sindicato da Habitação, defendeu que “foi justamente a política monetária que permitiu debelar o risco de descontrole inflacionário que pairava sobre o País na virada do ano. Esta é uma vitória que está se consolidando”.
Ele enfatizou que “muitos acusavam o Banco Central de ter um comportamento assimétrico: de agir sem hesitação quando eleva os juros e de ter um comportamento demasiadamente cometido na hora de reduzí-los. Nada mais equivocado. O Banco Central não está mais à vontade ao elevar do que ao reduzir os juros. O Banco Central está comprometido, isto sim, em tomar as decisões corretas visando a convergência para as metas de inflação e não em buscar aplausos no curto prazo”.
De acordo com Meirelles, a resposta a um choque “que, notória e subitamente – se abate sobre a economia à posição de equilíbrio deve ser forte e decidida”. Ele complementou dizendo que “se o choque tende a elevar a inflação, então a resposta adequada é um aumento rápido dos juros, seguido de uma reversão relativamente mais lenta. Da mesma forma, a um choque inesperado que ameaçasse tornar a taxa de inflação baixa demais em relação ao objetivo de política monetária, o adequado seria responder com um corte rápido de juros, que só gradualmente tornariam a subir”.
eirelles evitou fazer qualquer análise mais aprofundada sobre a tendência da próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), a ser realizada nos dois 19 e 20 de agosto, justificando que a ata desta última decisão só será divulgada na próxima quinta-feira e evidentemente qualquer prognóstico seu viria causar turbulência no mercado. Mas assegurou que os instrumentos de política monetária estão voltados para chegar a uma gradual redução da taxa de risco Brasil.
Indagado por um dos participantes do encontro se a redução do depósito compulsório e a aprovação da lei de falências e concordatas são suficientes para fazer baixar o spread bancário, afirmou que os dois elementos são necessários, mas não suficientes.
Marli Moreira

Por 17:08 Sem categoria

MEIRELLES AFIRMA QUE BC NÃO TEVE POSTURA CONSERVADORA

Meirelles afirma que BC não teve postura conservadora ao reduzir a Selic para 24,5%

São Paulo, 28/7/2003 (Agência Brasil – ABr) – O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, reagiu hoje aos ataques segundo os quais o Comitê de Política Monetária (Copom) teria tido uma postura conservadora ao determinar uma queda de apenas 1,5 ponto percentual na Taxa Básica de Juros, a Selic, reduzindo-a de 26% para 24,5%. Em discurso perante uma platéia formada por executivos e empresários do ramo imobiliário, na sede do Secovi, o Sindicato da Habitação, defendeu que “foi justamente a política monetária que permitiu debelar o risco de descontrole inflacionário que pairava sobre o País na virada do ano. Esta é uma vitória que está se consolidando”.

Ele enfatizou que “muitos acusavam o Banco Central de ter um comportamento assimétrico: de agir sem hesitação quando eleva os juros e de ter um comportamento demasiadamente cometido na hora de reduzí-los. Nada mais equivocado. O Banco Central não está mais à vontade ao elevar do que ao reduzir os juros. O Banco Central está comprometido, isto sim, em tomar as decisões corretas visando a convergência para as metas de inflação e não em buscar aplausos no curto prazo”.

De acordo com Meirelles, a resposta a um choque “que, notória e subitamente – se abate sobre a economia à posição de equilíbrio deve ser forte e decidida”. Ele complementou dizendo que “se o choque tende a elevar a inflação, então a resposta adequada é um aumento rápido dos juros, seguido de uma reversão relativamente mais lenta. Da mesma forma, a um choque inesperado que ameaçasse tornar a taxa de inflação baixa demais em relação ao objetivo de política monetária, o adequado seria responder com um corte rápido de juros, que só gradualmente tornariam a subir”.

eirelles evitou fazer qualquer análise mais aprofundada sobre a tendência da próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), a ser realizada nos dois 19 e 20 de agosto, justificando que a ata desta última decisão só será divulgada na próxima quinta-feira e evidentemente qualquer prognóstico seu viria causar turbulência no mercado. Mas assegurou que os instrumentos de política monetária estão voltados para chegar a uma gradual redução da taxa de risco Brasil.

Indagado por um dos participantes do encontro se a redução do depósito compulsório e a aprovação da lei de falências e concordatas são suficientes para fazer baixar o spread bancário, afirmou que os dois elementos são necessários, mas não suficientes.

Marli Moreira

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