Prefeitos do Paraná ameaçam paralisar todos os serviços municipais nesta terça-feira para chamar a atenção do governo estadual e federal para as dificuldades financeiras dos municípios. O presidente da Associação dos Municípios do Paraná (AMP), Joarez Lima Henrichs (PFL), afirmou que espera a adesão de quase todas as prefeituras no chamado “Dia de Protesto”. Curitiba, no entanto, não vai participar da mobilização.
No interior, a previsão de Henrichs é que 290 dos 399 municípios suspendam os serviços por um dia. Esse número é baseado no total de prefeitos que estavam dispostos a decretar moratória no pagamento das contas públicas, como água, luz, telefone e da dívida fundada com INSS, FGTS e PIS-Pasep. A medida foi descartada durante reunião de prefeitos, na sexta-feira, em Barracão.
Uma das causas da crise financeira é a queda do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), principal fonte de recursos de 90% das prefeituras. O FPM é repassado mensalmente pelo governo federal de acordo com a população de cada município. O problema é que entre os meses de maio e junho, o volume de recursos diminuiu 43%.
Segundo Hernrichs, se o estado não sinalizar com uma proposta em 30 dias, os prefeitos podem retomar a idéia de moratória, o que representaria um calote à União e ao estado de cerca de R$ 40 milhões.
Gazeta do Povo
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Por Mhais• 28 de julho de 2003• 11:44• Sem categoria
PREFEITURAS DO PR AMEAÇAM FECHAR AS PORTAS AMANHÃ
Prefeitos do Paraná ameaçam paralisar todos os serviços municipais nesta terça-feira para chamar a atenção do governo estadual e federal para as dificuldades financeiras dos municípios. O presidente da Associação dos Municípios do Paraná (AMP), Joarez Lima Henrichs (PFL), afirmou que espera a adesão de quase todas as prefeituras no chamado “Dia de Protesto”. Curitiba, no entanto, não vai participar da mobilização.
No interior, a previsão de Henrichs é que 290 dos 399 municípios suspendam os serviços por um dia. Esse número é baseado no total de prefeitos que estavam dispostos a decretar moratória no pagamento das contas públicas, como água, luz, telefone e da dívida fundada com INSS, FGTS e PIS-Pasep. A medida foi descartada durante reunião de prefeitos, na sexta-feira, em Barracão.
Uma das causas da crise financeira é a queda do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), principal fonte de recursos de 90% das prefeituras. O FPM é repassado mensalmente pelo governo federal de acordo com a população de cada município. O problema é que entre os meses de maio e junho, o volume de recursos diminuiu 43%.
Segundo Hernrichs, se o estado não sinalizar com uma proposta em 30 dias, os prefeitos podem retomar a idéia de moratória, o que representaria um calote à União e ao estado de cerca de R$ 40 milhões.
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