O Banco do Brasil (BB) já aumentou em R$ 2 bilhões as operações de microcrédito neste ano, informou o presidente da instituição, Cássio Casseb. Cerca de 60% são empréstimos do Programa de Financiamento à Agricultura Familiar (Pronaf). Mais R$ 2 bilhões serão alocados ao microcrédito com a implantação do programa que destina para essa finalidade 2% dos depósitos à vista dos bancos, aprovado quinta-feira pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Casseb participou, ontem, do seminário Como Financiar o Crescimento, organizado pelo Valor e patrocinado pela Federação Brasileira das Associações de Bancos (Febraban) e Confederação Nacional da Indústria (CNI).
O novo programa de microcrédito será desenvolvido pelo banco que o BB vai criar, como sua subsidiária integral, cujo nome pode ser definido nesta semana. As alternativas estão sendo testadas em várias regiões do país e vão ser avaliadas pela diretoria na quinta-feira, informou seu futuro presidente, Ivan Guimarães, antecipando que as palavras “micro” e “finanças” não têm sido bem aceitas, mas o termo “popular”, sim.
O novo banco começa com uma operação piloto, em 15 de agosto, com a oferta de conta corrente para beneficiários do INSS. A expectativa é abrir 250 mil contas por mês, disse Casseb. O potencial, porém, segundo Guimarães, é de 55 milhões de clientes, que formam o universo de trabalhadores informais que não têm conta corrente.
Essa clientela poderá ter conta corrente, movimentada por cartão, com no máximo R$ 1 mil, e se candidatar a créditos de até R$ 500,00 por operação, com taxa de 2% ao mês. O novo banco só vai operar através de correspondentes bancários para reduzir os custos. O sistema de agentes, utilizado pelas empresas tradicionais de microcrédito, é muito caro para se fazer em larga escala, na avaliação de Guimarães. “Nós queremos fazer algo massivo. Só na agricultura familiar temos 900 mil clientes”. Já o microcrédito tradicional atende 220 mil clientes e tem uma carteira que não chega a R$ 200 milhões.
Casseb disse que o microcrédito não vai contaminar os resultados do BB. “Nessa área, o nome do jogo é custo”, disse. Casseb informou que, nos cinco primeiros meses do ano, o BB aumentou em 1,1 milhão a base de clientes – “são dois Sudameris”, comparou – para 15,6 milhões de pessoas físicas, e ampliou a administração de recursos de R$ 73 bilhões para R$ 85 bilhões. Atingiu R$ 209 bilhões em ativos e R$ 69 bilhões em crédito. (MCC)
Fonte: Valor Econômico
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Por Mhais• 29 de julho de 2003• 09:33• Sem categoria
BB DOBRA OS RECURSOS À BAIXA RENDA
O Banco do Brasil (BB) já aumentou em R$ 2 bilhões as operações de microcrédito neste ano, informou o presidente da instituição, Cássio Casseb. Cerca de 60% são empréstimos do Programa de Financiamento à Agricultura Familiar (Pronaf). Mais R$ 2 bilhões serão alocados ao microcrédito com a implantação do programa que destina para essa finalidade 2% dos depósitos à vista dos bancos, aprovado quinta-feira pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Casseb participou, ontem, do seminário Como Financiar o Crescimento, organizado pelo Valor e patrocinado pela Federação Brasileira das Associações de Bancos (Febraban) e Confederação Nacional da Indústria (CNI).
O novo programa de microcrédito será desenvolvido pelo banco que o BB vai criar, como sua subsidiária integral, cujo nome pode ser definido nesta semana. As alternativas estão sendo testadas em várias regiões do país e vão ser avaliadas pela diretoria na quinta-feira, informou seu futuro presidente, Ivan Guimarães, antecipando que as palavras “micro” e “finanças” não têm sido bem aceitas, mas o termo “popular”, sim.
O novo banco começa com uma operação piloto, em 15 de agosto, com a oferta de conta corrente para beneficiários do INSS. A expectativa é abrir 250 mil contas por mês, disse Casseb. O potencial, porém, segundo Guimarães, é de 55 milhões de clientes, que formam o universo de trabalhadores informais que não têm conta corrente.
Essa clientela poderá ter conta corrente, movimentada por cartão, com no máximo R$ 1 mil, e se candidatar a créditos de até R$ 500,00 por operação, com taxa de 2% ao mês. O novo banco só vai operar através de correspondentes bancários para reduzir os custos. O sistema de agentes, utilizado pelas empresas tradicionais de microcrédito, é muito caro para se fazer em larga escala, na avaliação de Guimarães. “Nós queremos fazer algo massivo. Só na agricultura familiar temos 900 mil clientes”. Já o microcrédito tradicional atende 220 mil clientes e tem uma carteira que não chega a R$ 200 milhões.
Casseb disse que o microcrédito não vai contaminar os resultados do BB. “Nessa área, o nome do jogo é custo”, disse. Casseb informou que, nos cinco primeiros meses do ano, o BB aumentou em 1,1 milhão a base de clientes – “são dois Sudameris”, comparou – para 15,6 milhões de pessoas físicas, e ampliou a administração de recursos de R$ 73 bilhões para R$ 85 bilhões. Atingiu R$ 209 bilhões em ativos e R$ 69 bilhões em crédito. (MCC)
Fonte: Valor Econômico
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