O lucro líquido do Banespa, banco do grupo Santander Central Hispano, caiu no primeiro semestre deste ano. O resultado, divulgado ontem, diminuiu de R$ 1,240 bilhão registrado no primeiro semestre de 2002 para R$ 1,067 bilhão no mesmo período deste ano, um encolhimento de 13,9%.
O lucro por ação foi de R$ 0,02756 e o patrimônio líquido atingiu R$ 4,253 bilhões. Nenhum executivo do banco pronunciou-se sobre o desempenho semestral.
Outro banco divulgou balanço semestral ontem. O Banco Santos, voltado ao “midle market”, registrou lucro líquido de R$ 45,2 milhões, com rentabilidade anualizada de 19,5% sobre o patrimônio líquido final.
Edemar Cid Ferreira, presidente do banco, declarou-se “entusiasmado” com o resultado e acredita que, no segundo semestre, tanto o desempenho do banco quanto o da economia brasileira serão melhores.
Ferreira afirmou que a queda do limite para depósito compulsório à vista, considerada pela maioria dos banqueiros como um dos empecilhos à liberação de mais crédito a empresas e consumidores, não atrapalha o Banco Santos, cujo foco é diferenciado. O executivo avalia, porém, que no caso dos compulsórios a prazo uma queda será benéfica: “Quanto mais os compulsórios forem reduzidos, melhor para o país. Mas o Banco Central é que deve dosar isso”, afirma.
Otimista, Ferreira acredita que os juros seguirão em queda nos próximos meses e que a aprovação das reformas ajudará a economia do país a andar. No primeiro semestre, com a estagnação econômica, o Banco Santos cresceu devido à sua versatilidade. Segundo o diretor-superintendente do banco, Mário Martinelli, a especialização da instituição “compensa a queda de atividade no país”.
No semestre, o patrimônio líquido do Santos chegou a R$ 486,1 milhões, um crescimento de 33,5% em comparação aos últimos doze meses. Os ativos totais somaram R$ 6,003 bilhões e os ativos de crédito R$ 2,319 bilhões – crescimento de 35,1% nos últimos doze meses.
No período, o total de provisões foi de 5,1% do total de ativos de crédito – R$ 119,8 milhões. A elevação do índice de provisionamento, segundo o banco, deve-se ao fato da política econômica conservadora em função da deterioração das condições econômicas do país.
Patrícia Fortunato, De São Paulo
Fonte: Valor Econômico
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