Os parlamentares que compõe a CPI mista do Banestado ouviram, durante a sessão de hoje, o depoimento do procurador da República Luiz Francisco de Souza, integrante da “Operação Macuco”, promovida pela Polícia Federal para investigar o envio ilegal de verbas ao exterior, via contas CC-5.
Logo no início o procurador gerou polêmica ao negar-se a fazer o juramento solicitado pelo deputado Rodrigo Maia (PFL-RJ), porque, segundo ele, não é investigado ou suspeito de qualquer remessa de dinheiro ilegal para o exterior. Em seguida, Luiz Francisco declarou que estava ali para colaborar e que revelará, em reunião secreta, os nomes daqueles que possuem contas correntes no exterior e tiveram participação no esquema ilegal.
Ainda na sessão aberta, o procurador disse que enviou, através de uma carta, várias sugestões à CPI para os trabalhos da Polícia Federal. De acordo com ele, a resposta de alguns senadores foi que “se ele quisesse atuar como senador, que se candidatasse ao cargo”.
Segundo o procurador, é possível localizar com facilidade, junto à Receita Federal, cerca de 250 nomes de servidores públicos envolvidos no esquema ilícito. “Se a CPI fizer isso, já terá cumprido um grande tarefa ao país”, ressaltou Luis Francisco.
Ontem os parlamentares da CPI ouviram o depoimento do delgado da Polícia Federal José Castilho Neto, que contou sobre a sua participação nas investigações da Polícia Federal e que foram movimentados US$ 124 bi em contas CC-5, na década de 90.
Ainda na sessão de ontem, a CPI recebeu o primeiro lote de documentos com nomes dos responsáveis pela remessa ilegal de valores ao exterior. A maioria são de doleiros, laranjas e donos de casas de câmbio em Foz do Iguaçu. Os documentos vieram do Paraná e serão analisados pelos assessores do senado, os resultados irão ajudar a planejar as próximas etapas das investigações. Faltam chegar os inquéritos policiais que estão em São Paulo, no Rio de Janeiro e no Mato Grosso.
Davi Macedo – FETEC-PR
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Por Mhais• 30 de julho de 2003• 11:55• Sem categoria
PROCURADOR REVELA NOMES DE ENVOLVIDOS NO CASO BANESTADO
Os parlamentares que compõe a CPI mista do Banestado ouviram, durante a sessão de hoje, o depoimento do procurador da República Luiz Francisco de Souza, integrante da “Operação Macuco”, promovida pela Polícia Federal para investigar o envio ilegal de verbas ao exterior, via contas CC-5.
Logo no início o procurador gerou polêmica ao negar-se a fazer o juramento solicitado pelo deputado Rodrigo Maia (PFL-RJ), porque, segundo ele, não é investigado ou suspeito de qualquer remessa de dinheiro ilegal para o exterior. Em seguida, Luiz Francisco declarou que estava ali para colaborar e que revelará, em reunião secreta, os nomes daqueles que possuem contas correntes no exterior e tiveram participação no esquema ilegal.
Ainda na sessão aberta, o procurador disse que enviou, através de uma carta, várias sugestões à CPI para os trabalhos da Polícia Federal. De acordo com ele, a resposta de alguns senadores foi que “se ele quisesse atuar como senador, que se candidatasse ao cargo”.
Segundo o procurador, é possível localizar com facilidade, junto à Receita Federal, cerca de 250 nomes de servidores públicos envolvidos no esquema ilícito. “Se a CPI fizer isso, já terá cumprido um grande tarefa ao país”, ressaltou Luis Francisco.
Ontem os parlamentares da CPI ouviram o depoimento do delgado da Polícia Federal José Castilho Neto, que contou sobre a sua participação nas investigações da Polícia Federal e que foram movimentados US$ 124 bi em contas CC-5, na década de 90.
Ainda na sessão de ontem, a CPI recebeu o primeiro lote de documentos com nomes dos responsáveis pela remessa ilegal de valores ao exterior. A maioria são de doleiros, laranjas e donos de casas de câmbio em Foz do Iguaçu. Os documentos vieram do Paraná e serão analisados pelos assessores do senado, os resultados irão ajudar a planejar as próximas etapas das investigações. Faltam chegar os inquéritos policiais que estão em São Paulo, no Rio de Janeiro e no Mato Grosso.
Davi Macedo – FETEC-PR
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