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Por 13:25 Notícias

RECADO AO JUDICIÁRIO

Presidente critica ‘‘comodismo’’ daqueles que se opõem às mudanças previdenciárias, durante lançamento do Fórum Nacional do Trabalho. Luiz Marinho, da CUT e aliado do governo, cobra alterações na proposta
Esperava-se que os presidentes da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e do Supremo Tribunal Federal (STF), Maurício Corrêa, aproveitassem a solenidade de lançamento do Fórum Nacional do Trabalho (FNT), ontem no Palácio do Planalto, para discutir mudanças na reforma da Previdência que pudessem acalmar os ânimos de juízes, promotores e demais servidores públicos. Eles chegaram a ficar frente à frente, mas sequer se cumprimentaram. Enquanto Lula discursava, Corrêa puxava conversa com o ministro Márcio Thomaz Bastos, da Justiça. Mesmo assim, não perdeu a fala do presidente que, mais uma vez, deu seu recado sobre a necessidade de se aprovar as reformas. Corrêa saiu da cerimônia sem falar com Lula.
Em seu discurso, Lula criticou o ‘‘comodismo’’ dos que não querem as reformas. Falando de improviso, o presidente disse que todos sabem, ‘‘mesmo os que preferem a comodidade de não fazer nada’’, que é preciso mudar. Em tom irônico, afirmou que as reformas ‘‘mexem muito com a nossa comodidade’’ e concluiu: ‘‘É melhor ficar tudo como está. Para que mudar?’’. Segundo ele, ‘‘isso não vale apenas para a questão sindical, vale para a questão da Previdência. Mas todos nós sabemos que temos de mudar’’.
Na platéia, além de Corrêa, estavam outros críticos da reforma previdenciária, como o presidente interino do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Vantuil Abdala, e o presidente da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), Grijalbo Coutinho. Os três se opõem à redução de vencimentos de juízes (ativos e inativos) por meio do subteto contida na reforma. Também estavam na solenidade o presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, e empresários como Armando Monteiro Neto, da Confederação Nacional da Indústria (CNI).
Apelo da CUT
Maior ponto de discórdia entre os poderes, a reforma da Previdência não era assunto principal da solenidade. O Fórum vai discutir, na verdade, outras duas reformas: a sindical e trabalhista. Mas a mudança previdenciária acabou marcando os pronunciamentos. Antes de Lula, discursaram o presidente da Confederação Nacional do Comércio (CNC), Antonio Oliveira, o ministro do Trabalho, Jaques Wagner, e o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Luiz Marinho, que aproveitou a chance para falar sobre a reforma da Previdência.
‘‘Sei que não é o momento adequado, mas não posso deixar de registrar aqui o meu apelo para que o relatório da Previdência aprovado na comissão da Câmara sofra mudanças antes de ir a votação em plenário’’, disse Marinho. Ele cobrou ‘‘muita sensibilidade’’ de Lula e do ministro da Previdência, Ricardo Berzoini, para a necessidade de mudanças na proposta.
O recado era para Lula e os demais ministros que assistiam à solenidade. Entre eles, Berzoini, que antes do começo do evento já havia falado sobre a reforma criticando os integrantes do Judiciário. ‘‘Fico imaginando se ministros e senadores fizerem greve também. Acredito que essas funções — que são inerentes aos poderes de uma democracia — não tem o direito de fazer greve’’, afirmou. ‘‘Mobilizações de setores altamente incluídos e muito bem-remunerados perante à opinião pública não tem legitimidade.’’
Lula foi mais ameno. Diante da provocação pública de Marinho, sorriu. Foi acompanhado pelo vice-presidente José Alencar, também presente no palco com as demais autoridades. O presidente sabia que a última palavra seria a dele. Ao começar a falar, Lula parecia mais do que tranqüilo. Dessa vez, não trouxe nem discurso escrito para dar apoio à sua fala improvisada. Fez tudo de improviso mesmo, como prefere, aliás. Lembrou fatos históricos, dos tabus que teve de quebrar dentro do sindicato, principalmente quando propunha mudanças, e voltou a defender a reforma previdenciária.
Mais tarde, em entrevista, o presidente da CUT esclareceu que a central sindical apóia a idéia de fazer a reforma da previdência, mas não a mudança que foi aprovada pela comissão especial. ‘‘O relatório aprovado na comissão é altamente prejudicial, especialmente para o baixo poder aquisitivo. E a nossa sugestão é que se mude exatamente para trazer proteção ao baixo poder aquisitivo.’’ Segundo ele, a CUT não confunde seu papel em relação ao governo, pois apesar de a central apoiar o governo Lula, não abrirá mão de criticá-lo quando necessário.
Fonte Correio Braziliense

Por 13:25 Sem categoria

RECADO AO JUDICIÁRIO

Presidente critica ‘‘comodismo’’ daqueles que se opõem às mudanças previdenciárias, durante lançamento do Fórum Nacional do Trabalho. Luiz Marinho, da CUT e aliado do governo, cobra alterações na proposta

Esperava-se que os presidentes da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e do Supremo Tribunal Federal (STF), Maurício Corrêa, aproveitassem a solenidade de lançamento do Fórum Nacional do Trabalho (FNT), ontem no Palácio do Planalto, para discutir mudanças na reforma da Previdência que pudessem acalmar os ânimos de juízes, promotores e demais servidores públicos. Eles chegaram a ficar frente à frente, mas sequer se cumprimentaram. Enquanto Lula discursava, Corrêa puxava conversa com o ministro Márcio Thomaz Bastos, da Justiça. Mesmo assim, não perdeu a fala do presidente que, mais uma vez, deu seu recado sobre a necessidade de se aprovar as reformas. Corrêa saiu da cerimônia sem falar com Lula.

Em seu discurso, Lula criticou o ‘‘comodismo’’ dos que não querem as reformas. Falando de improviso, o presidente disse que todos sabem, ‘‘mesmo os que preferem a comodidade de não fazer nada’’, que é preciso mudar. Em tom irônico, afirmou que as reformas ‘‘mexem muito com a nossa comodidade’’ e concluiu: ‘‘É melhor ficar tudo como está. Para que mudar?’’. Segundo ele, ‘‘isso não vale apenas para a questão sindical, vale para a questão da Previdência. Mas todos nós sabemos que temos de mudar’’.

Na platéia, além de Corrêa, estavam outros críticos da reforma previdenciária, como o presidente interino do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Vantuil Abdala, e o presidente da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), Grijalbo Coutinho. Os três se opõem à redução de vencimentos de juízes (ativos e inativos) por meio do subteto contida na reforma. Também estavam na solenidade o presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, e empresários como Armando Monteiro Neto, da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Apelo da CUT
Maior ponto de discórdia entre os poderes, a reforma da Previdência não era assunto principal da solenidade. O Fórum vai discutir, na verdade, outras duas reformas: a sindical e trabalhista. Mas a mudança previdenciária acabou marcando os pronunciamentos. Antes de Lula, discursaram o presidente da Confederação Nacional do Comércio (CNC), Antonio Oliveira, o ministro do Trabalho, Jaques Wagner, e o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Luiz Marinho, que aproveitou a chance para falar sobre a reforma da Previdência.

‘‘Sei que não é o momento adequado, mas não posso deixar de registrar aqui o meu apelo para que o relatório da Previdência aprovado na comissão da Câmara sofra mudanças antes de ir a votação em plenário’’, disse Marinho. Ele cobrou ‘‘muita sensibilidade’’ de Lula e do ministro da Previdência, Ricardo Berzoini, para a necessidade de mudanças na proposta.

O recado era para Lula e os demais ministros que assistiam à solenidade. Entre eles, Berzoini, que antes do começo do evento já havia falado sobre a reforma criticando os integrantes do Judiciário. ‘‘Fico imaginando se ministros e senadores fizerem greve também. Acredito que essas funções — que são inerentes aos poderes de uma democracia — não tem o direito de fazer greve’’, afirmou. ‘‘Mobilizações de setores altamente incluídos e muito bem-remunerados perante à opinião pública não tem legitimidade.’’

Lula foi mais ameno. Diante da provocação pública de Marinho, sorriu. Foi acompanhado pelo vice-presidente José Alencar, também presente no palco com as demais autoridades. O presidente sabia que a última palavra seria a dele. Ao começar a falar, Lula parecia mais do que tranqüilo. Dessa vez, não trouxe nem discurso escrito para dar apoio à sua fala improvisada. Fez tudo de improviso mesmo, como prefere, aliás. Lembrou fatos históricos, dos tabus que teve de quebrar dentro do sindicato, principalmente quando propunha mudanças, e voltou a defender a reforma previdenciária.

Mais tarde, em entrevista, o presidente da CUT esclareceu que a central sindical apóia a idéia de fazer a reforma da previdência, mas não a mudança que foi aprovada pela comissão especial. ‘‘O relatório aprovado na comissão é altamente prejudicial, especialmente para o baixo poder aquisitivo. E a nossa sugestão é que se mude exatamente para trazer proteção ao baixo poder aquisitivo.’’ Segundo ele, a CUT não confunde seu papel em relação ao governo, pois apesar de a central apoiar o governo Lula, não abrirá mão de criticá-lo quando necessário.

Fonte Correio Braziliense

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