Provisões cresceram 86% em relação ao ano passado, o que diminuiu os resultados no ano
Emílson Alonso ficará responsável pelas operações no Brasil. (Arnaldo Alves)
A inadimplência foi a grande inimiga dos resultados do HSBC Bank Brasil, banco cuja a operação brasileira é comandada de Curitiba. O lucro da instituição financeira foi de R$ 113,3 milhões nos primeiros seis meses do ano, ficando praticamente estável em relação ao mesmo período do ano passado, quando a instituição teve resultado positivo de R$ 112,1 milhões. O principal executivo do banco, Emilson Alonso, que assumirá o cargo de Chief Operating Officer (CEO) em setembro, afirma que o resultado não surpreendeu os acionistas, pois, esperando um ano difícil, o banco fez previsões de resultado “realistas”.
O resultado bruto da operação financeira, de R$ 1,01 bilhão, mostrou uma evolução de 60% em relação aos R$ 269 milhões de 2002. Porém, as provisões em razão da inadimplência, que haviam somado R$ 205 milhões no primeiro semestre ano passado, ficaram em R$ 381 milhões no mesmo período de 2003 – um crescimento de 86%. “O desemprego e a queda na renda das pessoas fez com que as provisões ficassem mais acentuadas”, comenta Alonso.
O executivo lembra que o aumento na inadimplência é um preço que o banco teve de pagar para ganhar mercado no país. “Crescemos 31% no cartão de crédito, atingindo 1,25 milhão de unidades. E conquistamos 60 mil novos clientes neste primeiro semestre”, frisa. Ele afirma que o resultado de julho é mais promissor em relação à inadimplência. “Esperamos queda na taxa de juros e mais dinheiro no mercado neste segundo semestre, graças à liberação das restituições do imposto de renda e do 13.º salário.”
O retorno sobre o capital ficou em 17% neste ano, contra os 19,5% do primeiro semestre do ano passado. Para garantir um rendimento satisfatório aos acionistas, Alonso explica que esse porcentual precisa ficar acima dos 20%. Ele adianta, porém, que o planejamento do banco para o segundo semestre prevê um resultado acima deste patamar. “Temos uma campanha de marketing engatilhada para o dia 24 de agosto, que vai trabalhar a marca e novos produtos”, informa.
Atendimento
O executivo voltou a afirmar que haverá mais funcionários nas agências do HSBC a partir de agosto. Ao lado de outros cinco diretores do banco, Alonso percorreu o país e detectou que há falta de pessoal de atendimento em várias agências. Mas ele disse que o processo de contratação não pode ser tão rápido quanto se imagina. “No Nordeste, tenho problemas para encontrar candidatos com a qualificação para o trabalho. Terei de fazer um mutirão de contratações na região”, diz.
A operação brasileira representa 70% dos lucros do HSBC na América do Sul, mas contribui com apenas 0,7% para os resultados mundiais. Em relação ao mesmo período do ano passado, o lucro do HSBC no mundo cresceu mais de 32%, passando US$ 3,68 bilhões para US$ 4,87 bilhões. A contribuição das regiões para o lucro foi a seguinte: Europa (34,7%), Hong Kong (26,8%), América do Norte (26,6%), Ásia (10,9%) e América do Sul (1%).
Fernando Scheller
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Por Mhais• 5 de agosto de 2003• 15:06• Sem categoria
INADIMPLÊNCIA PREJUDICA LUCRO DO HSBC
Provisões cresceram 86% em relação ao ano passado, o que diminuiu os resultados no ano
Emílson Alonso ficará responsável pelas operações no Brasil. (Arnaldo Alves)
A inadimplência foi a grande inimiga dos resultados do HSBC Bank Brasil, banco cuja a operação brasileira é comandada de Curitiba. O lucro da instituição financeira foi de R$ 113,3 milhões nos primeiros seis meses do ano, ficando praticamente estável em relação ao mesmo período do ano passado, quando a instituição teve resultado positivo de R$ 112,1 milhões. O principal executivo do banco, Emilson Alonso, que assumirá o cargo de Chief Operating Officer (CEO) em setembro, afirma que o resultado não surpreendeu os acionistas, pois, esperando um ano difícil, o banco fez previsões de resultado “realistas”.
O resultado bruto da operação financeira, de R$ 1,01 bilhão, mostrou uma evolução de 60% em relação aos R$ 269 milhões de 2002. Porém, as provisões em razão da inadimplência, que haviam somado R$ 205 milhões no primeiro semestre ano passado, ficaram em R$ 381 milhões no mesmo período de 2003 – um crescimento de 86%. “O desemprego e a queda na renda das pessoas fez com que as provisões ficassem mais acentuadas”, comenta Alonso.
O executivo lembra que o aumento na inadimplência é um preço que o banco teve de pagar para ganhar mercado no país. “Crescemos 31% no cartão de crédito, atingindo 1,25 milhão de unidades. E conquistamos 60 mil novos clientes neste primeiro semestre”, frisa. Ele afirma que o resultado de julho é mais promissor em relação à inadimplência. “Esperamos queda na taxa de juros e mais dinheiro no mercado neste segundo semestre, graças à liberação das restituições do imposto de renda e do 13.º salário.”
O retorno sobre o capital ficou em 17% neste ano, contra os 19,5% do primeiro semestre do ano passado. Para garantir um rendimento satisfatório aos acionistas, Alonso explica que esse porcentual precisa ficar acima dos 20%. Ele adianta, porém, que o planejamento do banco para o segundo semestre prevê um resultado acima deste patamar. “Temos uma campanha de marketing engatilhada para o dia 24 de agosto, que vai trabalhar a marca e novos produtos”, informa.
Atendimento
O executivo voltou a afirmar que haverá mais funcionários nas agências do HSBC a partir de agosto. Ao lado de outros cinco diretores do banco, Alonso percorreu o país e detectou que há falta de pessoal de atendimento em várias agências. Mas ele disse que o processo de contratação não pode ser tão rápido quanto se imagina. “No Nordeste, tenho problemas para encontrar candidatos com a qualificação para o trabalho. Terei de fazer um mutirão de contratações na região”, diz.
A operação brasileira representa 70% dos lucros do HSBC na América do Sul, mas contribui com apenas 0,7% para os resultados mundiais. Em relação ao mesmo período do ano passado, o lucro do HSBC no mundo cresceu mais de 32%, passando US$ 3,68 bilhões para US$ 4,87 bilhões. A contribuição das regiões para o lucro foi a seguinte: Europa (34,7%), Hong Kong (26,8%), América do Norte (26,6%), Ásia (10,9%) e América do Sul (1%).
Fernando Scheller
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