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INVESTIGAÇÃO ORGANIZA BANCO DE DADOS CONTRA O CRIME ORGANIZADO

Perito afirma que mais de 800 bancos receberam dólares enviados pelo Banestado
Além de Luiz Francisco de Souza, o delegado da Polícia Federal (PF) José Francisco Castilho Neto e o perito da Polícia Federal Renato Rodrigues Barbosa também falaram à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). Barbosa disse que mais de 800 bancos receberam os dólares enviados pelo Banestado e que tudo está sendo rastreado para constar nas denúncias oferecidas. Já o delegado Castilho diz que a investigação tem permitido criar o maior banco de dados contra o crime organizado e financeiro, um “verdadeiro cadastro do crime organizado”.
Em outro depoimento, o ex-gerente de câmbio do Banestado, Eraldo Ferreira, contou na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembléia como funcionava o esquema de remessa de dinheiro via doleiros.
Ferreira, que fazia as operações junto com outro gerente, abria contas correntes em nome dos depositantes, de terceiros ou nomes fictícios, na agência de Nova Iorque. As pessoas entregavam os dólares e recebiam um recibo. Os dólares eram entregues por ele no mesmo dia a um doleiro, que fazia a remessa do crédito para Nova Iorque, mas ficava com o dinheiro para vender no mercado negro.
Ferreira e o outro gerente recebiam comissões sobre os valores, mas em 1995 houve uma diferença entre o montante depositado e o que constava nas contas de US$ 60 mil. Ferreira fez uma retirada em nome de um dos clientes para aplicar no mercado negro e saldar o débito, foi descoberto e demitido por justa causa. Antes disso, o gerente fez uma carta, em 6 de agosto de 1996, para o secretário de Estado da Fazenda na época, Miguel Salomão, informando o que ocorria. A carta foi entregue pelo filho de Salomão, Fábio, que trabalhava com Ferreira. “Na época o saldo das contas era de US$ 6 bilhões.” A mesma carta foi enviada para o vice-presidente do Banestado na época, Walmor Pícolo, mas Ferreira não obteve resposta.
Fonte Gazeta do Povo

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INVESTIGAÇÃO ORGANIZA BANCO DE DADOS CONTRA O CRIME ORGANIZADO

Perito afirma que mais de 800 bancos receberam dólares enviados pelo Banestado

Além de Luiz Francisco de Souza, o delegado da Polícia Federal (PF) José Francisco Castilho Neto e o perito da Polícia Federal Renato Rodrigues Barbosa também falaram à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). Barbosa disse que mais de 800 bancos receberam os dólares enviados pelo Banestado e que tudo está sendo rastreado para constar nas denúncias oferecidas. Já o delegado Castilho diz que a investigação tem permitido criar o maior banco de dados contra o crime organizado e financeiro, um “verdadeiro cadastro do crime organizado”.

Em outro depoimento, o ex-gerente de câmbio do Banestado, Eraldo Ferreira, contou na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembléia como funcionava o esquema de remessa de dinheiro via doleiros.

Ferreira, que fazia as operações junto com outro gerente, abria contas correntes em nome dos depositantes, de terceiros ou nomes fictícios, na agência de Nova Iorque. As pessoas entregavam os dólares e recebiam um recibo. Os dólares eram entregues por ele no mesmo dia a um doleiro, que fazia a remessa do crédito para Nova Iorque, mas ficava com o dinheiro para vender no mercado negro.

Ferreira e o outro gerente recebiam comissões sobre os valores, mas em 1995 houve uma diferença entre o montante depositado e o que constava nas contas de US$ 60 mil. Ferreira fez uma retirada em nome de um dos clientes para aplicar no mercado negro e saldar o débito, foi descoberto e demitido por justa causa. Antes disso, o gerente fez uma carta, em 6 de agosto de 1996, para o secretário de Estado da Fazenda na época, Miguel Salomão, informando o que ocorria. A carta foi entregue pelo filho de Salomão, Fábio, que trabalhava com Ferreira. “Na época o saldo das contas era de US$ 6 bilhões.” A mesma carta foi enviada para o vice-presidente do Banestado na época, Walmor Pícolo, mas Ferreira não obteve resposta.

Fonte Gazeta do Povo

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