Os fundos de pensão querem criar mecanismos de proteção para poderem atender ao pedido do governo, que quer utilizar os recursos das entidades no financiamento de projetos de infra-estrutura.
Para dividirem parte de sua carteira de investimentos de quase R$ 200 bilhões com o governo federal, os fundos de pensão querem regras claras, garantias de retorno da aplicação e liquidez.
Entre as soluções propostas está a possibilidade dos fundos comprarem notas do Tesouro ou títulos emitidos pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Desta forma, os fundos comprariam esses títulos e investiriam indiretamente nos projetos que são chamados de “socialmente responsáveis”.
O secretário de Previdência Complementar, Adacir Reis, admitiu que que os projetos de infra-estrutura necessitam de financiamento privado. “As possibilidades de financiamento serão oferecidas para os fundos e para outros investidores que possam encontrar uma oportunidade nestes projetos”, afirmou hoje Reis em São Paulo.
No entanto, o presidente da Abrapp (Associação Brasileira das Entidades de Previdência Complementar), Fernando Pimentel, disse que os investimentos do setor se baseiam no trinômio rentabilidade-liquidez e segurança. “É preciso avaliar como entrar neste investimento, como ser remunerado e como sair dele.”
Pimentel afirmou que o setor não é contra a aplicação de seus recursos nos projetos de infra-estrutura do governo. “Se tivermos dois investimentos que garantam a mesma rentabilidade, liquidez e segurança e um deles seja socialmente responsável, ficaremos com este, afinal moramos no Brasil e queremos investir no país.”
Entretanto, as entidades precisam levar em conta o risco e a rentabilidade do investimento. “Cada plano tem um nível de risco que se pode admitir. O retorno do investimento também precisa ser atrativo”, disse Pimentel.
FABIANA FUTEMA
da Folha Online
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Por Mhais• 7 de agosto de 2003• 16:52• Sem categoria
FUNDOS QUEREM USAR BNDES PARA INVESTIR EM PROJETOS DE INFRA-ESTRUTURA
Os fundos de pensão querem criar mecanismos de proteção para poderem atender ao pedido do governo, que quer utilizar os recursos das entidades no financiamento de projetos de infra-estrutura.
Para dividirem parte de sua carteira de investimentos de quase R$ 200 bilhões com o governo federal, os fundos de pensão querem regras claras, garantias de retorno da aplicação e liquidez.
Entre as soluções propostas está a possibilidade dos fundos comprarem notas do Tesouro ou títulos emitidos pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Desta forma, os fundos comprariam esses títulos e investiriam indiretamente nos projetos que são chamados de “socialmente responsáveis”.
O secretário de Previdência Complementar, Adacir Reis, admitiu que que os projetos de infra-estrutura necessitam de financiamento privado. “As possibilidades de financiamento serão oferecidas para os fundos e para outros investidores que possam encontrar uma oportunidade nestes projetos”, afirmou hoje Reis em São Paulo.
No entanto, o presidente da Abrapp (Associação Brasileira das Entidades de Previdência Complementar), Fernando Pimentel, disse que os investimentos do setor se baseiam no trinômio rentabilidade-liquidez e segurança. “É preciso avaliar como entrar neste investimento, como ser remunerado e como sair dele.”
Pimentel afirmou que o setor não é contra a aplicação de seus recursos nos projetos de infra-estrutura do governo. “Se tivermos dois investimentos que garantam a mesma rentabilidade, liquidez e segurança e um deles seja socialmente responsável, ficaremos com este, afinal moramos no Brasil e queremos investir no país.”
Entretanto, as entidades precisam levar em conta o risco e a rentabilidade do investimento. “Cada plano tem um nível de risco que se pode admitir. O retorno do investimento também precisa ser atrativo”, disse Pimentel.
FABIANA FUTEMA
da Folha Online
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