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MAGNO MALTA COBRA MUDANÇAS NOS TRABALHOS DA CPI DO BANESTADO

O senador Magno Malta (PL-ES) manifestou sua preocupação, durante a reunião desta quinta-feira (7) da CPI do Banestado, com o fato de as pessoas suspeitas, acusadas e até comprovadamente culpadas do crime de corrupção de evasão de divisas estarem livres e sem punição. Em sua opinião, a CPI deveria priorizar a convocação dessas pessoas para evitar a burocratização dos trabalhos e a perda do foco das investigações.

– Se nós não tivermos essa visão e não desburocratizarmos o andamento das apurações, escolhendo três ou quatro focos, eu temo que, ao final, os verdadeiros culpados fiquem impunes e os investigadores, como o delegado da Polícia Federal José Castilho Neto e o procurador da República Luiz Francisco de Souza acabem ficando como bandidos – argumentou o parlamentar.

Essa também foi a tônica da fala do senador Pedro Simon (PMDB-RS), que apresentou requerimento solicitando a participação na CPI, a título de auxílio, do delegado Castilho e do perito da Polícia Federal (PF) Renato Barbosa, que também acompanhou as investigações das ocorrências de desvio de dinheiro via contas CC-5 de Foz do Iguaçu.

– O trabalho desses investigadores foi muito importante e de lá para cá nada foi feito. Eu tenho a opinião que, de maneira geral, a Polícia Federal, a Procuradoria Geral da República, o Banco Central e a Receita Federal só investigaram, e mesmo assim sem grande interesse, já que a cada dois meses um procurador ou delegado à frente dos levantamentos era substituído. Depois disso não se avançou. Existem provas fantásticas de que carros-fortes passavam pela fronteira sem qualquer tipo de fiscalização – disse Simon.

Outro parlamentar que se disse incomodado com o excesso de temas que vêm sendo tratados pela CPI foi o deputado Dr. Hélio (PDT-SP), que apelou para que a CPI defina um foco para trabalhar com mais agilidade.

– Parece que CPI do Banestado está pegando carona nas CPIs estaduais. As CPIs têm documentação, mas a quantidade grande de informações faz com que seja difícil chegar a conclusões sobre todas elas – ponderou. Ele lamentou que o sentimento na sociedade é que “a CPI não vai dar em nada”. O deputado pediu que o Ministério da Justiça, a Polícia Federal e o Ministério Público ajudem a CPI para que ela possa chegar a resultados efetivos.

– Como foi usado esse dinheiro roubado do país? Tem sonegação fiscal, ligação com narcotraficante, mau uso político, propinas na aquisição de empresas na privatização… Temos vários focos para encontrar esses US$ 32 bilhões que saíram do país – observou Dr. Hélio.

Já a senadora Serys Slhessarenko (PT-MT) considerou que a CPI do Banestado tem tempo hábil e informações suficientes para chegar a conclusões que esclareçam os mecanismos de lavagem de dinheiro no Brasil.

– Pode haver gente querendo que ela não dê certo. Mas a CPI tem tempo, ela pode ser prorrogada e já existe muito material disponível. Precisamos parar com essa história de que se não prender, não é CPI. Essa não é a sua função principal – disse. Ela reclamou, porém, da falta de cobertura da imprensa à comissão e pediu ainda a convocação do ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho.

Fonte Jornal do Senado

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MAGNO MALTA COBRA MUDANÇAS NOS TRABALHOS DA CPI DO BANESTADO

O senador Magno Malta (PL-ES) manifestou sua preocupação, durante a reunião desta quinta-feira (7) da CPI do Banestado, com o fato de as pessoas suspeitas, acusadas e até comprovadamente culpadas do crime de corrupção de evasão de divisas estarem livres e sem punição. Em sua opinião, a CPI deveria priorizar a convocação dessas pessoas para evitar a burocratização dos trabalhos e a perda do foco das investigações.
– Se nós não tivermos essa visão e não desburocratizarmos o andamento das apurações, escolhendo três ou quatro focos, eu temo que, ao final, os verdadeiros culpados fiquem impunes e os investigadores, como o delegado da Polícia Federal José Castilho Neto e o procurador da República Luiz Francisco de Souza acabem ficando como bandidos – argumentou o parlamentar.
Essa também foi a tônica da fala do senador Pedro Simon (PMDB-RS), que apresentou requerimento solicitando a participação na CPI, a título de auxílio, do delegado Castilho e do perito da Polícia Federal (PF) Renato Barbosa, que também acompanhou as investigações das ocorrências de desvio de dinheiro via contas CC-5 de Foz do Iguaçu.
– O trabalho desses investigadores foi muito importante e de lá para cá nada foi feito. Eu tenho a opinião que, de maneira geral, a Polícia Federal, a Procuradoria Geral da República, o Banco Central e a Receita Federal só investigaram, e mesmo assim sem grande interesse, já que a cada dois meses um procurador ou delegado à frente dos levantamentos era substituído. Depois disso não se avançou. Existem provas fantásticas de que carros-fortes passavam pela fronteira sem qualquer tipo de fiscalização – disse Simon.
Outro parlamentar que se disse incomodado com o excesso de temas que vêm sendo tratados pela CPI foi o deputado Dr. Hélio (PDT-SP), que apelou para que a CPI defina um foco para trabalhar com mais agilidade.
– Parece que CPI do Banestado está pegando carona nas CPIs estaduais. As CPIs têm documentação, mas a quantidade grande de informações faz com que seja difícil chegar a conclusões sobre todas elas – ponderou. Ele lamentou que o sentimento na sociedade é que “a CPI não vai dar em nada”. O deputado pediu que o Ministério da Justiça, a Polícia Federal e o Ministério Público ajudem a CPI para que ela possa chegar a resultados efetivos.
– Como foi usado esse dinheiro roubado do país? Tem sonegação fiscal, ligação com narcotraficante, mau uso político, propinas na aquisição de empresas na privatização… Temos vários focos para encontrar esses US$ 32 bilhões que saíram do país – observou Dr. Hélio.
Já a senadora Serys Slhessarenko (PT-MT) considerou que a CPI do Banestado tem tempo hábil e informações suficientes para chegar a conclusões que esclareçam os mecanismos de lavagem de dinheiro no Brasil.
– Pode haver gente querendo que ela não dê certo. Mas a CPI tem tempo, ela pode ser prorrogada e já existe muito material disponível. Precisamos parar com essa história de que se não prender, não é CPI. Essa não é a sua função principal – disse. Ela reclamou, porém, da falta de cobertura da imprensa à comissão e pediu ainda a convocação do ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho.
Fonte Jornal do Senado

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