O Banco do Brasil e a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) assinaram ontem um acordo de cooperação técnica para facilitar e, com isso, estimular as exportações de micro e pequenas empresas.
Agregando o suporte logístico prestado pelos Correios, o banco ganha condições de oferecer a este segmento do empresariado um ” pacote completo ” de serviços e produtos de apoio à exportação, disse o vice-presidente de negócios Internacionais do BB, Rossano Maranhão Pinto.
O foco são as exportações de até US$ 10 mil e peso máximo de 30 quilos. A parceria une, em um mesmo pacote, três conjuntos de serviços e produtos separadamente já disponíveis, que agora juntos tendem a produzir um efeito muito maior na disposição dos micro e pequenos empresários de buscar o mercado externo.
O primeiro deles é o ” Exporta Fácil ” , dos Correios. Além de cuidar de todo o transporte da carga, desde a origem até seu destino final em outro país, a ECT faz o desembaraço aduaneiro da mercadoria, desburocratizando e barateando as pequenas exportações, destacou o presidente da estatal, Airton Dipp.
O Balcão de Comércio Exterior, oferecido na Sala Virtual de Negócios Internacionais do BB, por sua vez, permite ao exportador tomar crédito para exportação (ACC/ACE) e fechar o câmbio via internet – sem, portanto, sair do seu escritório nem se preocupar com os trâmites burocráticos da operação.
A terceira perna do pacote viabilizado pela parceria é o Programa de Geração de Negócios Internacionais (PGNI) do BB, criado em 1999. Voltado a empresas que querem começar a exportar ou ampliar negócios no exterior – mas que não têm estrutura suficiente para isso -, o PGNI engloba treinamento em comércio exterior para os empresários, consultoria, exposição virtual das mercadorias em sites especializados em diversos países e, ainda, a busca de potenciais compradores no exterior (prospecção).
Até então, o PGNI atendia apenas empresas de médio e pequeno porte. A parceria firmada ontem com os Correios torna possível a extensão desse programa para as microempresas, que são as que mais dependem de apoio logístico de baixo custo para vender sua mercadorias fora do país.
Maranhão e Dipp destacaram que, com o convênio e a capilaridade das duas estatais – ambas com agências espalhadas em todo o Brasil -, empresas localizadas em qualquer lugar do país ganham uma ferramenta completa para buscar o mercado externo, pois envolve todas as fases da exportação.
Maranhão destacou que, ao contrário do que muitas delas imaginam, as microempresas têm sim condições de exportar se buscarem o apoio do BB. Ele deu como exemplo uma pequena confecção de Fortaleza, que nunca tinha exportado e que, por intermédio do Balcão de Comércio Exterior, recentemente vendeu US$ 1,5 mil em calças jeans para a Espanha.
” Nosso objetivo é aumentar o fluxo de vendas da micro e pequenas empresas e desconcentrar a pauta de exportações ” , afirmou. Airton Dipp acrescentou que, atualmente, só 5% das vendas externas brasileiras vêm deste segmento.
Mônica Izaguirre, De Brasília
Fonte: Valor Econômico
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Por Mhais• 11 de agosto de 2003• 10:16• Sem categoria
BB FECHA CONVÊNIO COM OS CORREIOS PARA EXPORTAÇÕES
O Banco do Brasil e a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) assinaram ontem um acordo de cooperação técnica para facilitar e, com isso, estimular as exportações de micro e pequenas empresas.
Agregando o suporte logístico prestado pelos Correios, o banco ganha condições de oferecer a este segmento do empresariado um ” pacote completo ” de serviços e produtos de apoio à exportação, disse o vice-presidente de negócios Internacionais do BB, Rossano Maranhão Pinto.
O foco são as exportações de até US$ 10 mil e peso máximo de 30 quilos. A parceria une, em um mesmo pacote, três conjuntos de serviços e produtos separadamente já disponíveis, que agora juntos tendem a produzir um efeito muito maior na disposição dos micro e pequenos empresários de buscar o mercado externo.
O primeiro deles é o ” Exporta Fácil ” , dos Correios. Além de cuidar de todo o transporte da carga, desde a origem até seu destino final em outro país, a ECT faz o desembaraço aduaneiro da mercadoria, desburocratizando e barateando as pequenas exportações, destacou o presidente da estatal, Airton Dipp.
O Balcão de Comércio Exterior, oferecido na Sala Virtual de Negócios Internacionais do BB, por sua vez, permite ao exportador tomar crédito para exportação (ACC/ACE) e fechar o câmbio via internet – sem, portanto, sair do seu escritório nem se preocupar com os trâmites burocráticos da operação.
A terceira perna do pacote viabilizado pela parceria é o Programa de Geração de Negócios Internacionais (PGNI) do BB, criado em 1999. Voltado a empresas que querem começar a exportar ou ampliar negócios no exterior – mas que não têm estrutura suficiente para isso -, o PGNI engloba treinamento em comércio exterior para os empresários, consultoria, exposição virtual das mercadorias em sites especializados em diversos países e, ainda, a busca de potenciais compradores no exterior (prospecção).
Até então, o PGNI atendia apenas empresas de médio e pequeno porte. A parceria firmada ontem com os Correios torna possível a extensão desse programa para as microempresas, que são as que mais dependem de apoio logístico de baixo custo para vender sua mercadorias fora do país.
Maranhão e Dipp destacaram que, com o convênio e a capilaridade das duas estatais – ambas com agências espalhadas em todo o Brasil -, empresas localizadas em qualquer lugar do país ganham uma ferramenta completa para buscar o mercado externo, pois envolve todas as fases da exportação.
Maranhão destacou que, ao contrário do que muitas delas imaginam, as microempresas têm sim condições de exportar se buscarem o apoio do BB. Ele deu como exemplo uma pequena confecção de Fortaleza, que nunca tinha exportado e que, por intermédio do Balcão de Comércio Exterior, recentemente vendeu US$ 1,5 mil em calças jeans para a Espanha.
” Nosso objetivo é aumentar o fluxo de vendas da micro e pequenas empresas e desconcentrar a pauta de exportações ” , afirmou. Airton Dipp acrescentou que, atualmente, só 5% das vendas externas brasileiras vêm deste segmento.
Mônica Izaguirre, De Brasília
Fonte: Valor Econômico
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