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LUCRO DO ITAÚ VAI A R$ 1,49 BILHÃO

A queda do dólar, o ganho com as aquisições, o crescimento da receita de serviços e a redução das despesas garantiram o aumento de 42,22% do lucro líquido do Banco Itaú Holding Financeira, de R$ 1,048 bilhão no primeiro semestre de 2002 para R$ 1,490 bilhão nos primeiros seis meses deste ano. O resultado teria sido 37% maior, atingindo os R$ 2 bilhões, não tivesse o banco amortizado de uma única vez o ágio de R$ 525 milhões pago na compra do Banco Fiat.
O patrimônio líquido cresceu 29,96% com as aquisições para R$ 10,771 bilhões mas, ainda assim, o retorno anualizado deu um salto de 26,9% para 29,6%. O Itaú já teve retorno maior em outros anos, como os 41,3% do terceiro trimestre de 2001 e os 34,2% do último trimestre do ano passado. Mas, o presidente da Itaú Holding, Roberto Setubal, se declarou bastante satisfeito com os resultados, que surpreenderam os analistas. Paul Tucker, da Merrill Lynch, informou que projetava um lucro líquido 6,5% menor do que os R$ 776 milhões obtidos no segundo trimestre.
Havia muita expectativa em relação ao desempenho do banco em um período de apreciação do real (o dólar caiu 18,7%), dado o exposure de aproximadamente US$ 2 bilhões em investimentos externos. Mas o Itaú consegui ganhar na baixa do dólar como já lucrou na alta. Prevendo o recuo da moeda norte-americana, assumiu uma posição vendida, que contribuiu com R$ 246 milhões para o resultado. O vice-presidente Silvio de Carvalho não detalhou como isso foi feito. Apenas esclareceu que o banco fez hedge no mercado de derivativos e internou recursos captados no exterior. O Bradesco, que divulgou o balanço do semestre na segunda-feira, não tomou essa providência e acabou perdendo R$ 150 milhões líquidos de provisões com a apreciação do real.
Mas, Setubal espera lucrar no segundo semestre com o aumento das operações de crédito. “O resto do ano deve melhorar do ponto de vista macroeconômico, os juros tendem a cair e deve haver uma retomada dos empréstimos”, afirmou Setubal prevendo também a redução de pelo menos 10 pontos percentuais do compulsório sobre depósitos à vista dos bancos.
O Itaú estima que o Produto Interno Bruto (PIB) vai variar 1,5% neste ano, a taxa básica de juro estará em 20% no final de dezembro e que suas operações de crédito vão aumentar 10% no segundo semestre, respondendo por praticamente todo o crescimento deste ano. No final de junho, a carteira de crédito do Itaú montava a R$ 38,354 bilhões ou R$ 44,586 bilhões incluindo avais e fianças. Em comparação com junho de 2002, houve um crescimento de 28%; mas, em comparação com os R$ 45,414 bilhões de dezembro e os R$ 46,4 bilhões de março, houve queda. O crescimento na comparação anual, disse Carvalho, é basicamente devido às aquisições (além do Fiat, o Banco BBA).
Apesar disso, não houve aumento nas provisões. As despesas com provisões ficaram praticamente estáveis em R$ 932,5 milhões, explicou Carvalho, em sinal da confiança na melhora do cenário no segundo semestre. Além das provisões mínimas exigidas pelas regras do Banco Central, de R$ 2,2 bilhões, o banco manteve o excedente de R$ 848 milhões, totalizando R$ 3,082 bilhões, ou 8% da carteira.
Influiu na redução da carteira a queda do dólar, uma vez que o câmbio corrige um terço das operações. Em conseqüência, a receita de crédito do banco despencou 63,65%. Também por causa do câmbio houve uma queda de 85% na receita de títulos e valores mobiliários. Mas, como as despesas também diminuíram, o resultado bruto da intermediação financeira aumentou em 54,28%. A margem financeira cresceu 39,48%.
Carvalho ponderou que outros negócios engrossaram os resultados. A área de seguros contribuiu com lucro líquido para R$ 292 milhões no semestre.
A receita de serviços cresceu 21,84% para R$ 2,449 bilhões. “Ganhamos com cartão de crédito e a administração de fundos cresceu com a compra do BBA”, disse Carvalho. O Itaú, informou, já calculou o impacto da ampliação da base de incidência do Imposto Sobre Serviços (ISS) nas suas contas a partir de 2004: o banco, que já paga anualmente R$ 140 milhões de ISS, terá um acréscimo de R$ 70 milhões. A forma de repasse do ônus está sendo discutida.
Maria Christina Carvalho, De São Paulo
Fonte: Valor Econômico

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LUCRO DO ITAÚ VAI A R$ 1,49 BILHÃO

A queda do dólar, o ganho com as aquisições, o crescimento da receita de serviços e a redução das despesas garantiram o aumento de 42,22% do lucro líquido do Banco Itaú Holding Financeira, de R$ 1,048 bilhão no primeiro semestre de 2002 para R$ 1,490 bilhão nos primeiros seis meses deste ano. O resultado teria sido 37% maior, atingindo os R$ 2 bilhões, não tivesse o banco amortizado de uma única vez o ágio de R$ 525 milhões pago na compra do Banco Fiat.

O patrimônio líquido cresceu 29,96% com as aquisições para R$ 10,771 bilhões mas, ainda assim, o retorno anualizado deu um salto de 26,9% para 29,6%. O Itaú já teve retorno maior em outros anos, como os 41,3% do terceiro trimestre de 2001 e os 34,2% do último trimestre do ano passado. Mas, o presidente da Itaú Holding, Roberto Setubal, se declarou bastante satisfeito com os resultados, que surpreenderam os analistas. Paul Tucker, da Merrill Lynch, informou que projetava um lucro líquido 6,5% menor do que os R$ 776 milhões obtidos no segundo trimestre.

Havia muita expectativa em relação ao desempenho do banco em um período de apreciação do real (o dólar caiu 18,7%), dado o exposure de aproximadamente US$ 2 bilhões em investimentos externos. Mas o Itaú consegui ganhar na baixa do dólar como já lucrou na alta. Prevendo o recuo da moeda norte-americana, assumiu uma posição vendida, que contribuiu com R$ 246 milhões para o resultado. O vice-presidente Silvio de Carvalho não detalhou como isso foi feito. Apenas esclareceu que o banco fez hedge no mercado de derivativos e internou recursos captados no exterior. O Bradesco, que divulgou o balanço do semestre na segunda-feira, não tomou essa providência e acabou perdendo R$ 150 milhões líquidos de provisões com a apreciação do real.

Mas, Setubal espera lucrar no segundo semestre com o aumento das operações de crédito. “O resto do ano deve melhorar do ponto de vista macroeconômico, os juros tendem a cair e deve haver uma retomada dos empréstimos”, afirmou Setubal prevendo também a redução de pelo menos 10 pontos percentuais do compulsório sobre depósitos à vista dos bancos.

O Itaú estima que o Produto Interno Bruto (PIB) vai variar 1,5% neste ano, a taxa básica de juro estará em 20% no final de dezembro e que suas operações de crédito vão aumentar 10% no segundo semestre, respondendo por praticamente todo o crescimento deste ano. No final de junho, a carteira de crédito do Itaú montava a R$ 38,354 bilhões ou R$ 44,586 bilhões incluindo avais e fianças. Em comparação com junho de 2002, houve um crescimento de 28%; mas, em comparação com os R$ 45,414 bilhões de dezembro e os R$ 46,4 bilhões de março, houve queda. O crescimento na comparação anual, disse Carvalho, é basicamente devido às aquisições (além do Fiat, o Banco BBA).

Apesar disso, não houve aumento nas provisões. As despesas com provisões ficaram praticamente estáveis em R$ 932,5 milhões, explicou Carvalho, em sinal da confiança na melhora do cenário no segundo semestre. Além das provisões mínimas exigidas pelas regras do Banco Central, de R$ 2,2 bilhões, o banco manteve o excedente de R$ 848 milhões, totalizando R$ 3,082 bilhões, ou 8% da carteira.

Influiu na redução da carteira a queda do dólar, uma vez que o câmbio corrige um terço das operações. Em conseqüência, a receita de crédito do banco despencou 63,65%. Também por causa do câmbio houve uma queda de 85% na receita de títulos e valores mobiliários. Mas, como as despesas também diminuíram, o resultado bruto da intermediação financeira aumentou em 54,28%. A margem financeira cresceu 39,48%.

Carvalho ponderou que outros negócios engrossaram os resultados. A área de seguros contribuiu com lucro líquido para R$ 292 milhões no semestre.

A receita de serviços cresceu 21,84% para R$ 2,449 bilhões. “Ganhamos com cartão de crédito e a administração de fundos cresceu com a compra do BBA”, disse Carvalho. O Itaú, informou, já calculou o impacto da ampliação da base de incidência do Imposto Sobre Serviços (ISS) nas suas contas a partir de 2004: o banco, que já paga anualmente R$ 140 milhões de ISS, terá um acréscimo de R$ 70 milhões. A forma de repasse do ônus está sendo discutida.

Maria Christina Carvalho, De São Paulo
Fonte: Valor Econômico

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