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TRÊS BANCOS LIDERAM CORTE DE TAXAS E APOSTAM NA PROCURA POR EMPRÉSTIMO

Os três maiores bancos privados de capital nacional anunciaram a redução das taxas de juros para pessoas físicas e jurídicas a partir de hoje, em resposta à diminuição de 60% para 45% do recolhimento compulsório sobre depósitos à vista, anunciada sexta-feira.
O presidente do Bradesco, Márcio Cypriano, afirmou ao Valor que os recursos liberados “serão repassados integralmente na redução dos juros do crédito. Com um juro menor, esperamos estimular a demanda por crédito”. O Bradesco, que divulgou nesta semana um lucro líquido no primeiro semestre de R$ 1,027 bilhão, em um ano, só aumentou em 0,9% nominal a carteira de crédito. “Temos interesse em incentivar o crédito”, acrescentou.
A posição do Unibanco é a mesma. “Estamos fazendo um esforço grande para aumentar o crédito. Vamos fazer de tudo para a liberação do compulsório virar integralmente crédito. O ganho é maior no crédito do que em títulos públicos. Isso só não acontecerá se não houver tomador”, disse o diretor executivo de marketing e produtos do Unibanco, Rogério Braga.
Cypriano explicou que a redução do compulsório tem impacto direto no juro ao crédito, enquanto a diminuição da taxa básica tem efeito mais diluído, através do “spread” dos bancos. Como explicou o presidente da Federação Brasileira das Associações de Bancos (Febraban), Gabriel Jorge Ferreira, a redução do compulsório libera recursos captados a custo zero e barateia o mix do funding.
Os analistas têm dúvida se o compulsório liberado será convertido em crédito. “O objetivo do governo não será atingido. Boa parte do dinheiro irá para títulos públicos e dólar”, disse o consultor da Austin Asis, Erivelto Rodrigues.
“Os bancos falam que não há tomador. O que falta, na verdade, é tomador de boa qualidade, que apresente garantias reais”, disse Rodrigues, justificando assim porque o crédito não deslancha.
O presidente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), Miguel José Ribeiro de Oliveira, lembrou que existe hoje no sistema financeiro uma liquidez excedente de R$ 52 bilhões, que são rolados periodicamente pelo Banco Central (BC) e não vão para o crédito. Além disso, os bancos estão com boa folga no limite de alavancagem, que é de 11%. No Bradesco, o índice era de 19,68% em março; no Itaú, 18,5%, e no Unibanco, 14,9%. “Há tomador de crédito sim, mas o bancos cobram caro, exigem muita garantia e encurtaram os prazos”, afirmou Oliveira.
No Unibanco, a taxa mínima mensal do cheque especial para pessoa física e jurídica caiu abaixo dos 2% do microcrédito, de 2,3% para 1,9%, uma redução de 4,9 ponto percentual ao ano. O corte maior foi no desconto de duplicata, cuja taxa mínima diminuiu 1 ponto para 2,40% ao mês ou 12,7 pontos em um ano.
A taxa mínima mensal do cheque especial caiu no Bradesco 0,24 ponto para 3,48%; e a máxima, 0,6 ponto, para 8,7% ao mês. No Itaú, a mínima foi cortada em 0,15 ponto para 3,2% ao mês; e a máxima, em 0,45 ponto para 8,9% ao mês. A taxa mínima mensal do desconto de duplicata caiu 0,23 ponto no Bradesco para 2,52%; e 0,35 ponto no Itaú, para 2,95% ao mês.
Maria Christina Carvalho, De São Paulo
Fonte: Valor Econômico

Por 10:19 Sem categoria

TRÊS BANCOS LIDERAM CORTE DE TAXAS E APOSTAM NA PROCURA POR EMPRÉSTIMO

Os três maiores bancos privados de capital nacional anunciaram a redução das taxas de juros para pessoas físicas e jurídicas a partir de hoje, em resposta à diminuição de 60% para 45% do recolhimento compulsório sobre depósitos à vista, anunciada sexta-feira.

O presidente do Bradesco, Márcio Cypriano, afirmou ao Valor que os recursos liberados “serão repassados integralmente na redução dos juros do crédito. Com um juro menor, esperamos estimular a demanda por crédito”. O Bradesco, que divulgou nesta semana um lucro líquido no primeiro semestre de R$ 1,027 bilhão, em um ano, só aumentou em 0,9% nominal a carteira de crédito. “Temos interesse em incentivar o crédito”, acrescentou.

A posição do Unibanco é a mesma. “Estamos fazendo um esforço grande para aumentar o crédito. Vamos fazer de tudo para a liberação do compulsório virar integralmente crédito. O ganho é maior no crédito do que em títulos públicos. Isso só não acontecerá se não houver tomador”, disse o diretor executivo de marketing e produtos do Unibanco, Rogério Braga.

Cypriano explicou que a redução do compulsório tem impacto direto no juro ao crédito, enquanto a diminuição da taxa básica tem efeito mais diluído, através do “spread” dos bancos. Como explicou o presidente da Federação Brasileira das Associações de Bancos (Febraban), Gabriel Jorge Ferreira, a redução do compulsório libera recursos captados a custo zero e barateia o mix do funding.

Os analistas têm dúvida se o compulsório liberado será convertido em crédito. “O objetivo do governo não será atingido. Boa parte do dinheiro irá para títulos públicos e dólar”, disse o consultor da Austin Asis, Erivelto Rodrigues.

“Os bancos falam que não há tomador. O que falta, na verdade, é tomador de boa qualidade, que apresente garantias reais”, disse Rodrigues, justificando assim porque o crédito não deslancha.

O presidente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), Miguel José Ribeiro de Oliveira, lembrou que existe hoje no sistema financeiro uma liquidez excedente de R$ 52 bilhões, que são rolados periodicamente pelo Banco Central (BC) e não vão para o crédito. Além disso, os bancos estão com boa folga no limite de alavancagem, que é de 11%. No Bradesco, o índice era de 19,68% em março; no Itaú, 18,5%, e no Unibanco, 14,9%. “Há tomador de crédito sim, mas o bancos cobram caro, exigem muita garantia e encurtaram os prazos”, afirmou Oliveira.

No Unibanco, a taxa mínima mensal do cheque especial para pessoa física e jurídica caiu abaixo dos 2% do microcrédito, de 2,3% para 1,9%, uma redução de 4,9 ponto percentual ao ano. O corte maior foi no desconto de duplicata, cuja taxa mínima diminuiu 1 ponto para 2,40% ao mês ou 12,7 pontos em um ano.

A taxa mínima mensal do cheque especial caiu no Bradesco 0,24 ponto para 3,48%; e a máxima, 0,6 ponto, para 8,7% ao mês. No Itaú, a mínima foi cortada em 0,15 ponto para 3,2% ao mês; e a máxima, em 0,45 ponto para 8,9% ao mês. A taxa mínima mensal do desconto de duplicata caiu 0,23 ponto no Bradesco para 2,52%; e 0,35 ponto no Itaú, para 2,95% ao mês.

Maria Christina Carvalho, De São Paulo
Fonte: Valor Econômico

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