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OPERAÇÕES COM CPRS DO BB AUMENTAM 12,6% ATÉ JULHO

As operações com Cédulas do Produto Rural (CPRs) avalizadas pelo Banco do Brasil movimentaram R$ 596 milhões entre janeiro e julho deste ano, com 12,8 mil contratos negociados no período. O valor apurado representa um crescimento de 12,6% em relação aos primeiros sete meses de 2002, cumpridos com R$ 529 milhões e 11,6 mil contratos realizados.
O melhor desempenho reflete a boa fase dos agronegócios, sobretudo, no segundo trimestre, para pecuária de corte e soja, afirma Victor Hugo, gerente da divisão da área de CPR do BB. Pela primeira vez, as operações com boi gordo e soja desbancaram o café, que liderou os negócios com esses papéis até o ano passado. Boi e soja representaram, juntos, 53% dos negócios. As operações com café representaram 18% das CPRs avalizadas pelo banco.
“Há poucas linhas de financiamento para os pecuaristas no mercado”, observa José Vicente Ferraz, diretor da FNP Consultoria. Segundo ele, o setor é carente de recursos para capital de giro e investimento em pastagens, daí a demanda por CPRs. A maior demanda para soja, diz Ferraz, reflete a expansão da área para o grão. “Mesmo mais capitalizados, os agricultores precisam levantar recursos para aumentar a área plantada”, diz.
Principal produto financiado por meio de CPRs até 2002, o café perdeu espaço em decorrência do desestímulo dos produtores. “O desempenho dos preços no primeiro semestre não estimulou investimentos nos cafezais”, constata Victor Hugo, do BB.
Mecanismo disponível de antecipação de financiamento, a CPR é negociada nas modalidades física, com compromisso de entrega futura da produção, e com liquidação financeira – esta última adotada, principalmente, pelos pecuaristas. Do total avalizado pelo banco até julho, 75% da oferta foi para a CPR financeira. No mesmo período do ano passado, esta modalidade abocanhou 68,2% das operações.
“A maior entrada dos pecuaristas justifica, em parte, a demanda por liquidação financeira”, diz Hugo. De acordo com ele, as operações com CPR física são mais solicitadas hoje pelos cafeicultores, que reduziram sua participação neste ano. “Outros produtos, como bebidas e hortaliças, por exemplo, também são atendidas mais pela modalidade financeira”, afirma.
A expectativa do banco é que as transações com as CPRs cresçam até 40% este ano, atingindo R$ 1,5 bilhão e superando o recorde do ano passado, quando foi alcançada a marca de R$ 1,06 bilhão. Para cumprir a meta, o BB aposta na maior demanda por parte dos agricultores no segundo semestre.
Mônica Scaramuzzo, De São Paulo
Fonte: Valor Econômico

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OPERAÇÕES COM CPRS DO BB AUMENTAM 12,6% ATÉ JULHO

As operações com Cédulas do Produto Rural (CPRs) avalizadas pelo Banco do Brasil movimentaram R$ 596 milhões entre janeiro e julho deste ano, com 12,8 mil contratos negociados no período. O valor apurado representa um crescimento de 12,6% em relação aos primeiros sete meses de 2002, cumpridos com R$ 529 milhões e 11,6 mil contratos realizados.

O melhor desempenho reflete a boa fase dos agronegócios, sobretudo, no segundo trimestre, para pecuária de corte e soja, afirma Victor Hugo, gerente da divisão da área de CPR do BB. Pela primeira vez, as operações com boi gordo e soja desbancaram o café, que liderou os negócios com esses papéis até o ano passado. Boi e soja representaram, juntos, 53% dos negócios. As operações com café representaram 18% das CPRs avalizadas pelo banco.

“Há poucas linhas de financiamento para os pecuaristas no mercado”, observa José Vicente Ferraz, diretor da FNP Consultoria. Segundo ele, o setor é carente de recursos para capital de giro e investimento em pastagens, daí a demanda por CPRs. A maior demanda para soja, diz Ferraz, reflete a expansão da área para o grão. “Mesmo mais capitalizados, os agricultores precisam levantar recursos para aumentar a área plantada”, diz.

Principal produto financiado por meio de CPRs até 2002, o café perdeu espaço em decorrência do desestímulo dos produtores. “O desempenho dos preços no primeiro semestre não estimulou investimentos nos cafezais”, constata Victor Hugo, do BB.

Mecanismo disponível de antecipação de financiamento, a CPR é negociada nas modalidades física, com compromisso de entrega futura da produção, e com liquidação financeira – esta última adotada, principalmente, pelos pecuaristas. Do total avalizado pelo banco até julho, 75% da oferta foi para a CPR financeira. No mesmo período do ano passado, esta modalidade abocanhou 68,2% das operações.

“A maior entrada dos pecuaristas justifica, em parte, a demanda por liquidação financeira”, diz Hugo. De acordo com ele, as operações com CPR física são mais solicitadas hoje pelos cafeicultores, que reduziram sua participação neste ano. “Outros produtos, como bebidas e hortaliças, por exemplo, também são atendidas mais pela modalidade financeira”, afirma.

A expectativa do banco é que as transações com as CPRs cresçam até 40% este ano, atingindo R$ 1,5 bilhão e superando o recorde do ano passado, quando foi alcançada a marca de R$ 1,06 bilhão. Para cumprir a meta, o BB aposta na maior demanda por parte dos agricultores no segundo semestre.

Mônica Scaramuzzo, De São Paulo
Fonte: Valor Econômico

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