Inconformado com o atual quadro recessivo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva exigiu da área econômica que encontre recursos para investimentos em infra-estrutura ainda este ano. Ele quer, sem comprometer a austeridade fiscal, que o Estado contribua para a retomada da atividade da economia o quanto antes.
A recomendação foi feita na reunião de segunda-feira, com 12 ministros, quando Guido Mantega, do Planejamento, apresentou o Programa Plurianual de Investimentos, que define em R$ 191,4 bilhões os recursos públicos e privados necessários para executar as obras prioritárias entre 2004 e 2007. Lula convocou nova reunião para hoje e pediu ao Planejamento que faça uma apresentação sobre o que, concretamente, pode ser feito este ano para gerar emprego, renda e, portanto, algum crescimento.
Esta é a grande preocupação do presidente – a estagnação econômica que faz recrudescer os movimentos sociais -, que já havia sido externada, com clareza e dureza, em reunião no dia 26 de julho. Lula convocou, naquele sábado, os ministros Mantega, Antonio Palocci (Fazenda), José Dirceu (Casa Civil), Luiz Gushiken (Assuntos Estratégicos) e o senador Aloísio Mercadante. Ele deixou claro seu descontentamento com o excesso de conservadorismo da área econômica, a tardia iniciativa do Copom em começar a reduzir os juros e a demora na decisão de iniciar investimentos públicos. Dada a franqueza da conversa, Gushiken teria tido a preocupação de também deixar claro que o núcleo do Planalto não poderia, de forma alguma, dar sinais de enfraquecimento de Palocci.
Claudia Safatle, De Brasília
Fonte: Valor Econômico
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Por Mhais• 13 de agosto de 2003• 09:20• Sem categoria
LULA MANDA MINISTÉRIO TOCAR OBRAS PÚBLICAS JÁ
Inconformado com o atual quadro recessivo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva exigiu da área econômica que encontre recursos para investimentos em infra-estrutura ainda este ano. Ele quer, sem comprometer a austeridade fiscal, que o Estado contribua para a retomada da atividade da economia o quanto antes.
A recomendação foi feita na reunião de segunda-feira, com 12 ministros, quando Guido Mantega, do Planejamento, apresentou o Programa Plurianual de Investimentos, que define em R$ 191,4 bilhões os recursos públicos e privados necessários para executar as obras prioritárias entre 2004 e 2007. Lula convocou nova reunião para hoje e pediu ao Planejamento que faça uma apresentação sobre o que, concretamente, pode ser feito este ano para gerar emprego, renda e, portanto, algum crescimento.
Esta é a grande preocupação do presidente – a estagnação econômica que faz recrudescer os movimentos sociais -, que já havia sido externada, com clareza e dureza, em reunião no dia 26 de julho. Lula convocou, naquele sábado, os ministros Mantega, Antonio Palocci (Fazenda), José Dirceu (Casa Civil), Luiz Gushiken (Assuntos Estratégicos) e o senador Aloísio Mercadante. Ele deixou claro seu descontentamento com o excesso de conservadorismo da área econômica, a tardia iniciativa do Copom em começar a reduzir os juros e a demora na decisão de iniciar investimentos públicos. Dada a franqueza da conversa, Gushiken teria tido a preocupação de também deixar claro que o núcleo do Planalto não poderia, de forma alguma, dar sinais de enfraquecimento de Palocci.
Claudia Safatle, De Brasília
Fonte: Valor Econômico
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