Um seleto grupo de companhias abertas já consegue obter rentabilidade melhor que a dos bancos. Empresas como a fabricante de cigarros Souza Cruz, a cervejaria AmBev, a produtora de papel Klabin, a Confab, que atua na área de tubos para dutos, e a mineradora Vale do Rio Doce deram retorno sobre o patrimônio que vai de 26% a 53%. É verdade que seus resultados não refletem o que ocorre no conjunto das companhias. A média de rentabilidade de 111 empresas com ações em Bolsa ficou em 7,85%, enquanto a média de 17 bancos que já haviam divulgado o balanço até a tarde de ontem ficou em 22%.
Os dados foram elaborados pelo Valor Data e mostram a rentabilidade patrimonial no período de um ano, exatamente quando a economia do país registrou crescimento de apenas 2,2%, segundo o índice do PIB anualizado até junho.
Os dados de algumas empresas variaram muito acima da média. A química Ciquine, que foi comprada recentemente pela Elekeiroz, e a Petroflex são exemplos. A primeira fechou o balanço do segundo trimestre com patrimônio líquido de R$ 47,4 milhões. Nos quatro trimestres anteriores a empresa tinha patrimônio a descoberto. Com o lucro de R$ 40,9 milhões obtido no segundo trimestre, alcançou rentabilidade de 86%. A Petroflex, que teve lucro no trimestre de R$ 50 milhões, viu a rentabilidade do seu patrimônio de R$ 171 milhões passar dos 29%.
Fatores conjunturais como a valorização do câmbio de abril a junho e a elevação das exportações deram um empurrão aos números, mas há casos de quem se beneficiou de ganhos extraordinários. A Klabin, que vendeu a Riocell para a Aracruz por cerca de US$ 570 milhões, teve rentabilidade de 50%.
Maurício Capela e Nelson Rocco, De São Paulo
Fonte: Valor Econômico
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Por Mhais• 15 de agosto de 2003• 09:29• Sem categoria
ELITE DE EMPRESAS JÁ BATE BANCOS EM RENTABILIDADE
Um seleto grupo de companhias abertas já consegue obter rentabilidade melhor que a dos bancos. Empresas como a fabricante de cigarros Souza Cruz, a cervejaria AmBev, a produtora de papel Klabin, a Confab, que atua na área de tubos para dutos, e a mineradora Vale do Rio Doce deram retorno sobre o patrimônio que vai de 26% a 53%. É verdade que seus resultados não refletem o que ocorre no conjunto das companhias. A média de rentabilidade de 111 empresas com ações em Bolsa ficou em 7,85%, enquanto a média de 17 bancos que já haviam divulgado o balanço até a tarde de ontem ficou em 22%.
Os dados foram elaborados pelo Valor Data e mostram a rentabilidade patrimonial no período de um ano, exatamente quando a economia do país registrou crescimento de apenas 2,2%, segundo o índice do PIB anualizado até junho.
Os dados de algumas empresas variaram muito acima da média. A química Ciquine, que foi comprada recentemente pela Elekeiroz, e a Petroflex são exemplos. A primeira fechou o balanço do segundo trimestre com patrimônio líquido de R$ 47,4 milhões. Nos quatro trimestres anteriores a empresa tinha patrimônio a descoberto. Com o lucro de R$ 40,9 milhões obtido no segundo trimestre, alcançou rentabilidade de 86%. A Petroflex, que teve lucro no trimestre de R$ 50 milhões, viu a rentabilidade do seu patrimônio de R$ 171 milhões passar dos 29%.
Fatores conjunturais como a valorização do câmbio de abril a junho e a elevação das exportações deram um empurrão aos números, mas há casos de quem se beneficiou de ganhos extraordinários. A Klabin, que vendeu a Riocell para a Aracruz por cerca de US$ 570 milhões, teve rentabilidade de 50%.
Maurício Capela e Nelson Rocco, De São Paulo
Fonte: Valor Econômico
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