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Por 10:19 Notícias

DESEMPREGO RECUA PARA A 12,8% EM JULHO, DIZ IBGE

EDUARDO CUCOLO
da Folha Online
A taxa de desemprego interrompeu em julho uma sequência de seis meses de crescimento e ficou em 12,8%, informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
O desemprego vinha crescendo desde dezembro do ano passado, quando estava em 10,5%, e chegou a 13% em junho deste ano, quando atingiu a maior taxa já registrada pela Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE.
Apesar da queda, na comparação com julho de 2002, o indicador cresceu 0,9 ponto percentual. Nos últimos 12 meses, a população desocupada aumentou 13,4% — o equivalente a 318 mil pessoas.
Segundo o IBGE, o número de pessoas procurando trabalho (a chamada população desocupada) caiu 1,9% em relação ao mês passado. As maiores quedas se deram nas regiões metropolitanas de Belo Horizonte (-7,1%) e de Porto Alegre (-8,8%).
Nas outras, houve as seguintes variações: Recife (-4,1%), Rio de Janeiro (-2,8), Salvador (-1,6%) e São Paulo (0,7%).
O contingente de pessoas trabalhando não apresentou variação significativa na comparação mensal. Em relação a junho de 2002, houve aumento de 4,3%.
Na comparação com julho de 2002, cresceu o número de trabalhadores por conta própria (9,6%) e de empregados sem carteira de trabalho assinada (5,7%), enquanto o dos empregados com carteira de trabalho assinada manteve-se constante.
O número de pessoas não economicamente ativas (fora do mercado de trabalho) aumentou 1% em relação a junho e caiu 2,3% na comparação com julho do ano passado. Neste período, as regiões metropolitanas de Recife, Salvador e São Paulo apresentaram quedas (-5,8%, -3,7%, -5,3%, respectivamente).
Semestre
Nos seis primeiros meses do ano, o desemprego havia fechado com uma taxa média de 12,2% da PEA (População Economicamente Ativa). Foram 2,735 milhões de desempregados que procuraram por trabalho no mês de junho –um acréscimo de 449 mil pessoas no grupo de desempregados em relação a janeiro.
Entretanto, no período, houve um aumento de apenas 98 mil pessoas no grupo de empregados. De acordo com o IBGE, o mercado de trabalho não está conseguindo absorver as pessoas que estão procurando emprego.
Junto com o desemprego em alta, piorou a situação de quem conseguiu se manter trabalhando. A renda do trabalhador caiu 3,8% na comparação com janeiro deste ano.
Ainda em relação a julho do ano passado, o rendimento médio teve queda de 16,4%.

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DESEMPREGO RECUA PARA A 12,8% EM JULHO, DIZ IBGE

EDUARDO CUCOLO
da Folha Online

A taxa de desemprego interrompeu em julho uma sequência de seis meses de crescimento e ficou em 12,8%, informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O desemprego vinha crescendo desde dezembro do ano passado, quando estava em 10,5%, e chegou a 13% em junho deste ano, quando atingiu a maior taxa já registrada pela Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE.

Apesar da queda, na comparação com julho de 2002, o indicador cresceu 0,9 ponto percentual. Nos últimos 12 meses, a população desocupada aumentou 13,4% — o equivalente a 318 mil pessoas.

Segundo o IBGE, o número de pessoas procurando trabalho (a chamada população desocupada) caiu 1,9% em relação ao mês passado. As maiores quedas se deram nas regiões metropolitanas de Belo Horizonte (-7,1%) e de Porto Alegre (-8,8%).

Nas outras, houve as seguintes variações: Recife (-4,1%), Rio de Janeiro (-2,8), Salvador (-1,6%) e São Paulo (0,7%).

O contingente de pessoas trabalhando não apresentou variação significativa na comparação mensal. Em relação a junho de 2002, houve aumento de 4,3%.

Na comparação com julho de 2002, cresceu o número de trabalhadores por conta própria (9,6%) e de empregados sem carteira de trabalho assinada (5,7%), enquanto o dos empregados com carteira de trabalho assinada manteve-se constante.

O número de pessoas não economicamente ativas (fora do mercado de trabalho) aumentou 1% em relação a junho e caiu 2,3% na comparação com julho do ano passado. Neste período, as regiões metropolitanas de Recife, Salvador e São Paulo apresentaram quedas (-5,8%, -3,7%, -5,3%, respectivamente).

Semestre

Nos seis primeiros meses do ano, o desemprego havia fechado com uma taxa média de 12,2% da PEA (População Economicamente Ativa). Foram 2,735 milhões de desempregados que procuraram por trabalho no mês de junho –um acréscimo de 449 mil pessoas no grupo de desempregados em relação a janeiro.

Entretanto, no período, houve um aumento de apenas 98 mil pessoas no grupo de empregados. De acordo com o IBGE, o mercado de trabalho não está conseguindo absorver as pessoas que estão procurando emprego.

Junto com o desemprego em alta, piorou a situação de quem conseguiu se manter trabalhando. A renda do trabalhador caiu 3,8% na comparação com janeiro deste ano.

Ainda em relação a julho do ano passado, o rendimento médio teve queda de 16,4%.

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