PAULO PEIXOTO
da Agência Folha, em Belo Horizonte
O ministro Luiz Dulci (Secretaria Geral da Presidência) afirmou ontem que “é possível” que o PMDB fique com dois ministérios na reforma ministerial que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fará até dezembro.
Dulci disse que, embora não exista “debate generalizado no ministério” acerca disso, “o que há de certo mesmo é que, até o final do ano, o PMDB será incorporado ao ministério”. Mas afirmou que a decisão compete ao presidente Lula.
“Era uma vontade nossa, uma vontade do presidente desde o início do ano. Acabou não sendo possível mais por divisões internas no próprio PMDB. Agora o PMDB está unido, já integra a base aliada nos Estados, e até o final do ano fará parte do ministério. Se a reforma vai ser mais ampla do que isso ou não, o presidente não tomou decisão a respeito, ainda”, afirmou.
Dulci deu entrevista, ao vivo de Brasília, para o programa “Primeira Página”, do jornal “Estado de Minas” e da TV Alterosa, de Belo Horizonte.
Questionado se ao PMDB caberia um ministério para um representante do partido na Câmara e outro para um do Senado, disse que ainda não há decisão. “É possível que o PMDB tenha dois ministérios, isso fará parte da negociação”.
E concluiu: “E se for mesmo dois, nada exclui… O PMDB tem 20 senadores, mais de 70 deputados, é um dos grandes partidos do Congresso, tem governadores importantes. Mas a decisão quanto a nomes, a pastas será tomada em última instância pelo presidente, ouvindo o PMDB, depois das duas reformas [da Previdência e tributária]”.
Além do PMDB, o mineiro Dulci disse que, “até onde” pode observar, “não há nenhuma intenção de substituir ministros mineiros”.
Salário mínimo
Sobre a promessa do PT de dobrar o valor do salário mínimo, ele disse que os próximos reajustes dependerão da economia do país, mas reafirmou a promessa.
“É claro que para que o presidente cumpra a sua promessa, e ela está de pé, dobrar o valor real do salário mínimo em quatro anos, a economia precisa voltar a crescer. A economia voltando a crescer, o país terá recursos para de fato ampliar em um ritmo muito maior do que foi até agora o salário mínimo.”
Segundo ele, sem a desvinculação do salário mínimo com “certas limitações do sistema previdenciário”, isso também ficará mais fácil.
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Por Mhais• 26 de agosto de 2003• 21:25• Sem categoria
DULCI DISSE SER “POSSÍVEL” O PMDB TER 2 MINISTÉRIOS NO GOVERNO LULA
PAULO PEIXOTO
da Agência Folha, em Belo Horizonte
O ministro Luiz Dulci (Secretaria Geral da Presidência) afirmou ontem que “é possível” que o PMDB fique com dois ministérios na reforma ministerial que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fará até dezembro.
Dulci disse que, embora não exista “debate generalizado no ministério” acerca disso, “o que há de certo mesmo é que, até o final do ano, o PMDB será incorporado ao ministério”. Mas afirmou que a decisão compete ao presidente Lula.
“Era uma vontade nossa, uma vontade do presidente desde o início do ano. Acabou não sendo possível mais por divisões internas no próprio PMDB. Agora o PMDB está unido, já integra a base aliada nos Estados, e até o final do ano fará parte do ministério. Se a reforma vai ser mais ampla do que isso ou não, o presidente não tomou decisão a respeito, ainda”, afirmou.
Dulci deu entrevista, ao vivo de Brasília, para o programa “Primeira Página”, do jornal “Estado de Minas” e da TV Alterosa, de Belo Horizonte.
Questionado se ao PMDB caberia um ministério para um representante do partido na Câmara e outro para um do Senado, disse que ainda não há decisão. “É possível que o PMDB tenha dois ministérios, isso fará parte da negociação”.
E concluiu: “E se for mesmo dois, nada exclui… O PMDB tem 20 senadores, mais de 70 deputados, é um dos grandes partidos do Congresso, tem governadores importantes. Mas a decisão quanto a nomes, a pastas será tomada em última instância pelo presidente, ouvindo o PMDB, depois das duas reformas [da Previdência e tributária]”.
Além do PMDB, o mineiro Dulci disse que, “até onde” pode observar, “não há nenhuma intenção de substituir ministros mineiros”.
Salário mínimo
Sobre a promessa do PT de dobrar o valor do salário mínimo, ele disse que os próximos reajustes dependerão da economia do país, mas reafirmou a promessa.
“É claro que para que o presidente cumpra a sua promessa, e ela está de pé, dobrar o valor real do salário mínimo em quatro anos, a economia precisa voltar a crescer. A economia voltando a crescer, o país terá recursos para de fato ampliar em um ritmo muito maior do que foi até agora o salário mínimo.”
Segundo ele, sem a desvinculação do salário mínimo com “certas limitações do sistema previdenciário”, isso também ficará mais fácil.
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