São Paulo (AF) – Metalúrgicos de todo o país vão reivindicar a criação de um contrato coletivo nacional. A proposta faz parte das definições do Encontro Nacional dos Trabalhadores do Setor Automotivo, encerrado no sábado em São Bernardo (ABC paulista). Para negociar o contrato coletivo nacional único, a Confederação Nacional dos Metalúrgicos (CNM) da CUT defende a unificação das datas–base da categoria do país. A idéia é que a unificação entre em vigor a partir de setembro de 2004.
Também foi definido que a categoria vai defender a eliminação de diferenças salariais regionais. De acordo com uma pesquisa do Dieese, a diferença pode chegar a 338% dependendo do local onde a montadora está instalada. Para reduzí-las, os trabalhadores reivindicam um piso salarial nacional de R$ 1.200.
Os sindicalistas também defendem a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, num primeiro momento, e depois para 36 horas, sem diminuição de salário. A categoria definiu também que deverá ocorrer negociação prévia quando as montadoras apresentarem um plano de terceirização dos serviços. As reivindicações serão apresentados no Fórum de Competitividade do Setor Automotivo e para as entidades patronais.
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