da Folha de S.Paulo, em Brasília
O ato público que será promovido hoje pelo PFL contra o aumento da carga tributária, batizado de “O Dia da Forca”, terá como ponto alto em Brasília a encenação de uma peça mostrando contribuintes sendo enforcados por um carrasco, em frente ao Congresso Nacional, por um grupo de teatro de rua da capital federal.
Nos demais Estados, as manifestações pelo “Dia da Forca” foram realizadas ontem.
No evento, que está marcado para as 15h, será distribuída uma cartilha mostrando os pontos da reforma tributária que implicam aumento de impostos.
Também serão espalhados panfletos classificando o PT de “Partido dos Tributos”.
Discursando sobre a manifestação do PFL, o líder do partido no Senado, José Agripino (RN), acusou ontem o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de propor a reforma tributária raciocinando que “governar é aumentar impostos”.
De acordo com Agripino, o governo federal deveria reduzir a carga tributária para combater a recessão e o desemprego, mas faz exatamente o contrário.
“O cidadão está aflito, com seu poder econômico reduzido e temendo a falta de emprego. Todos estão quebrados, principalmente os pequenos”, afirmou o líder do PFL no Senado.
“Perversidade”
“Economistas do Brasil inteiro sabem que há condições para baixar a taxa de juros, mas o PT não o fez. Não entendo como o governo tem coragem de crescer a carga tributária nesse momento de tamanha retração. Isso é perversidade”, disse Agripino.
Empresários e profissionais liberais foram convidados a participar do evento pelo senador Paulo Octávio e pelo deputado federal José Roberto Arruda, ambos do PFL do Distrito Federal.
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