Brasília (AF) – A ampliação do programa de microcrédito irá garantir que a sociedade “deixe de ser vítima da agiotagem estabelecida neste país”. A afirmação é do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que participou ontem de solenidade comemorativa à abertura de 500 mil contas simplificadas pela Caixa Econômica Federal. Lula também criticou o sistema financeiro que, segundo o presidente, só se preocupa com os “10% da população que detém 50% da renda do país”.
Lula lembrou que o governo superou as expectativas de que só no fim do ano a conta Caixa Aqui chegaria ao número 500 mil e explicou que o correntista não precisa apresentar nenhum documento para ter uma dessas contas. “Os bancos se acomodaram e preferiam concentrar a clientela no filé mignon da sociedade. Permitir que o pobre tenha uma conta é ter uma cidadania por inteiro, e não pela metade”, disse o presidente, que tirou fotos e deu beijos na agricultora aposentada Maria das Neves Mendes da Silva, de 68 anos, dona da conta de número 500 mil.
O presidente Lula criticou, ainda, o fato de o Estado não ter percebido até agora que o pobre tem ojeriza à palavra calote e que por isso não é responsável pelos rombos bilionários dos bancos públicos. Lula também criticou o fato de bancos privados só começarem agora a viabilizar contas para as pessoas mais pobres. “Se pegarem a dívida de bancos públicos estaduais que foram privatizados não tem um único pobre que deve ao banco. O pobre tem ojeriza à palavra calote e o estado, de certa forma, desconfiava do povo porque levava calotes bilionários dos grandes, tomava tombos de milhões de reais, mas não emprestavam duzentos, trezentos ou quinhentos reais aos pobres por pura desconfiança”, disse Lula.
O presidente afirmou que o comércio já havia percebido que o pobre é um bom pagador e só o Estado não sabia disso. Lula disse ainda que há uma agiotagem estabelecida no país e que a decisão de bancos públicos, como a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil, e de alguns privados oferecerem esse tipo de crédito especial para as classes mais pobres vai permitir que a sociedade deixe de ser vitima da agiotagem.
O presidente acrescentou que não há truques na política econômica. “Na economia não existe panacéia, truque ou carta na manga, existe o compromisso de promover a justiça social, democratizando as oportunidades”, disse Lula, ao lado do ministro da Fazenda, Antônio Palocci.
O presidente Lula anunciou, então, a meta de duplicar a abertura de contas simplificadas até o fim do ano, atingindo 1 milhão em todo o país, com 150 mil contas por mês ou 7 mil por dia.
Notícias recentes
- CUT Paraná participa do Coletivo Regional Sul de Formação
- Acesso à internet cresce entre classes sociais, mas ainda é desigual
- Minha Casa, Minha Vida deverá contratar 3 milhões de moradias até 2026
- STF começa a julgar réus do Núcleo 2 nesta terça-feira
- Assembleia aprova, por unanimidade, Previsão Orçamentária do Sindicato
Comentários
Por Mhais• 10 de setembro de 2003• 14:18• Sem categoria
LULA CRITICA BANCOS E DIZ QUE POBRE TEM OJERIZA A CALOTE
Brasília (AF) – A ampliação do programa de microcrédito irá garantir que a sociedade “deixe de ser vítima da agiotagem estabelecida neste país”. A afirmação é do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que participou ontem de solenidade comemorativa à abertura de 500 mil contas simplificadas pela Caixa Econômica Federal. Lula também criticou o sistema financeiro que, segundo o presidente, só se preocupa com os “10% da população que detém 50% da renda do país”.
Lula lembrou que o governo superou as expectativas de que só no fim do ano a conta Caixa Aqui chegaria ao número 500 mil e explicou que o correntista não precisa apresentar nenhum documento para ter uma dessas contas. “Os bancos se acomodaram e preferiam concentrar a clientela no filé mignon da sociedade. Permitir que o pobre tenha uma conta é ter uma cidadania por inteiro, e não pela metade”, disse o presidente, que tirou fotos e deu beijos na agricultora aposentada Maria das Neves Mendes da Silva, de 68 anos, dona da conta de número 500 mil.
O presidente Lula criticou, ainda, o fato de o Estado não ter percebido até agora que o pobre tem ojeriza à palavra calote e que por isso não é responsável pelos rombos bilionários dos bancos públicos. Lula também criticou o fato de bancos privados só começarem agora a viabilizar contas para as pessoas mais pobres. “Se pegarem a dívida de bancos públicos estaduais que foram privatizados não tem um único pobre que deve ao banco. O pobre tem ojeriza à palavra calote e o estado, de certa forma, desconfiava do povo porque levava calotes bilionários dos grandes, tomava tombos de milhões de reais, mas não emprestavam duzentos, trezentos ou quinhentos reais aos pobres por pura desconfiança”, disse Lula.
O presidente afirmou que o comércio já havia percebido que o pobre é um bom pagador e só o Estado não sabia disso. Lula disse ainda que há uma agiotagem estabelecida no país e que a decisão de bancos públicos, como a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil, e de alguns privados oferecerem esse tipo de crédito especial para as classes mais pobres vai permitir que a sociedade deixe de ser vitima da agiotagem.
O presidente acrescentou que não há truques na política econômica. “Na economia não existe panacéia, truque ou carta na manga, existe o compromisso de promover a justiça social, democratizando as oportunidades”, disse Lula, ao lado do ministro da Fazenda, Antônio Palocci.
O presidente Lula anunciou, então, a meta de duplicar a abertura de contas simplificadas até o fim do ano, atingindo 1 milhão em todo o país, com 150 mil contas por mês ou 7 mil por dia.
Deixe um comentário