Quarta, 10 de Setembro de 2003, 7h51
Fonte: JB Online
Atualizada às 9h59
Os petroleiros de todo o País realizam uma paralisação de 24 horas nesta quarta-feira. A decisão foi tomada em assembléia realizada ontem, no Rio de Janeiro, pelo Sindicato dos Petroleiros do Rio de Janeiro (Sindipetro-RJ) e pela Federação Única dos Petroleiros (FUP).
Os funcionários da Petrobras que trabalham na sede da estatal, no Centro do Rio, e em Angra dos Reis optaram por parar as atividades por apenas duas horas agora pela manhã, segundo o Sindipetro-RJ. Nas refinarias e principais terminais, a rendição nos turnos foi suspensa, mantendo-se em atividade somente os trabalhadores do turno do dia anterior, que já estavam nas unidades. Nas áreas de produção de petróleo, os trabalhadores estão realizando atrasos e operações padrão.
Na Bacia de Campos, no Norte Fluminense, principal área produtora da Petrobras, trabalhadores de 17 plataformas aderiram à mobilização e cortaram todas as atividades, com exceção da produção.
A categoria reivindica reajuste salarial de 23,35%, reposição das perdas passadas para os aposentados, a reintegração dos funcionários demitidos durante os governos Collor e FHC, além de um acordo coletivo.
Com a greve, a idéia é pressionar a Petrobras para que a estatal apresente uma contraproposta aos trabalhadores.
Os aposentados também participam da mobilização. Segundo a FUP, um mês após receber a pauta de reivindicações dos petroleiros, a Petrobras e as subsidiárias apresentaram, no último dia 3, à entidade e aos sindicatos uma contraproposta “sem nenhum avanço para os trabalhadores” e sem proposta alguma de reajuste salarial.
No dia 4 de agosto, a categoria entregou à direção da Petrobras a pauta de reivindicações e, de acordo com a Federação Única dos Petroleiros, a contraproposta apresentada pela empresa no último dia 3 não atende nenhuma das reivindicações dos trabalhadores. Entre outros itens, os petroleiros querem reajuste salarial de 23,35%.
Ainda de acordo com balanço da FUP, a paralisação das atividades atinge as seguintes unidades: Refinaria Duque de Caxias, em Duque de Caxias (RJ); Refinaria de Paulínia, em Campinas (SP); Refinaria Presidente Bernardes, em Cubatão (SP); Refinaria de Capuava, em Mauá (SP); Refinaria do Vale do Paraíba, em São José dos Campos (SP); Refinaria Landulpho Alves, na Bahia; Refinaria de Manaus, em Manaus (AM); Refinaria de Araucária, no Paraná; Refinaria Alberto Pasqualine, No Rio Grande do Sul; Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados, em Sergipe, e a Superintendência da Industrialização do Xisto, no Paraná, além dos terminais de distribuição de Alemoa, São Sebastião, Pilöes e Barueri (SP), Terminal Madre de Deus (Bahia) e Terminal de Paranaguá (Paraná).
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