10/09/2003 – 15h42
FABIANA FUTEMA
da Folha Online
O presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores), Luiz Marinho, disse hoje que o Brasil é o país que reúne o maior número de centrais sindicais do mundo. Segundo ele, a maioria dos países tem só uma central.
No Brasil, pelo menos seis centrais sindicais disputam a representatividade dos cerca de 40 milhões de trabalhadores com registro em carteira do país.
“Seria bom que a reforma [sindical e trabalhista] reduzisse o número de centrais e de sindicatos existentes hoje”, disse ele após o lançamento da campanha salarial unificada da CUT e Força Sindical.
No entanto, Marinho disse que é cedo para se fazer especulações sobre a possibilidade da Força e da CUT se transformarem numa única central sindical. “Cada país tem sua especificidade. O Brasil comportaria até três sindicais”, afirmou.
O presidente da Força, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, foi mais veemente sobre a impossibilidade de unificação das duas centrais.
“É difícil falar em unificação. Nós [Força e CUT] temos muitas diferenças. Vamos nos unir no que é possível e de interesse do trabalhador. O resto, a história vai contar”, disse.
O presidente estadual da Força Sindical e do Sindicato dos Padeiros de São Paulo, Chiquinho Pereira, afirmou que a redução do número de centrais e sindicatos faz parte do debate sobre os critérios de representatividade da entidade.
“Se o critério for o de preponderância da categoria, muito sindicato de carimbo vai desaparecer”, disse Chiquinho.
Ele citou como exemplo as montadoras, que empregam metalúrgicos, telefonistas, secretárias, seguranças, entre outros profissionais.
“O sindicato mais forte é quem faz a negociação e os demais acabam não representando sua categoria como deveria. Esses sindicatos se formaram em cima da atual estrutura sindical.”
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Por Mhais• 11 de setembro de 2003• 11:02• Sem categoria
BRASIL É CAMPEÃO MUNDIAL EM NÚMERO DE CENTRAIS SINDICAIS, DIZ CUT
10/09/2003 – 15h42
FABIANA FUTEMA
da Folha Online
O presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores), Luiz Marinho, disse hoje que o Brasil é o país que reúne o maior número de centrais sindicais do mundo. Segundo ele, a maioria dos países tem só uma central.
No Brasil, pelo menos seis centrais sindicais disputam a representatividade dos cerca de 40 milhões de trabalhadores com registro em carteira do país.
“Seria bom que a reforma [sindical e trabalhista] reduzisse o número de centrais e de sindicatos existentes hoje”, disse ele após o lançamento da campanha salarial unificada da CUT e Força Sindical.
No entanto, Marinho disse que é cedo para se fazer especulações sobre a possibilidade da Força e da CUT se transformarem numa única central sindical. “Cada país tem sua especificidade. O Brasil comportaria até três sindicais”, afirmou.
O presidente da Força, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, foi mais veemente sobre a impossibilidade de unificação das duas centrais.
“É difícil falar em unificação. Nós [Força e CUT] temos muitas diferenças. Vamos nos unir no que é possível e de interesse do trabalhador. O resto, a história vai contar”, disse.
O presidente estadual da Força Sindical e do Sindicato dos Padeiros de São Paulo, Chiquinho Pereira, afirmou que a redução do número de centrais e sindicatos faz parte do debate sobre os critérios de representatividade da entidade.
“Se o critério for o de preponderância da categoria, muito sindicato de carimbo vai desaparecer”, disse Chiquinho.
Ele citou como exemplo as montadoras, que empregam metalúrgicos, telefonistas, secretárias, seguranças, entre outros profissionais.
“O sindicato mais forte é quem faz a negociação e os demais acabam não representando sua categoria como deveria. Esses sindicatos se formaram em cima da atual estrutura sindical.”
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