12/09/2003
Correio Braziliense – Felipe Campbell
A paralisação-relâmpago dos bancários atingiu, ontem, sete bancos em várias cidades brasileiras. Em Brasília, três agências do Banco do Brasil, uma do HSBC, uma do Itaú e uma do Santander fecharam as portas por duas horas, das 10h às 12h, em protesto contra o reajuste de 10% oferecido pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). Os bancários querem um aumento de 21,58% e já avisaram que não aceitam negociar por valores inferiores ao da inflação medida até 1º de setembro (data-base da categoria), que ficou em 18%.
Existem na capital federal cerca de 16 mil bancários, dos quais 8.600 trabalham no Banco do Brasil (BB). Ontem, no começo da tarde, os sindicalistas paralisaram as atividades no Centro de Tecnologia e nos edifícios sede 1 e 4 do BB. Para a próxima quinta-feira, dia 18, está agendada uma paralisação geral nas atividades do banco em Brasília, caso não haja acordo com os patrões. O sindicato se reúne na quarta-feira com os funcionários da Caixa Econômica Federal (CEF). No encontro, os sindicalistas esperam estender a greve do dia 18 a outros bancos.
A principal reivindicação dos bancários do BB é que as rodas de negociações com os patrões dos bancos oficiais sejam feitas de forma conjunta com as instituições financeiras privadas. ‘‘Esse governo veio com discurso de valorizar os servidores não está sendo visto na prática. Não tem crise financeira que justifique não fazer uma política de valorizar os funcionários. O Banco do Brasil ostentou milhões em lucro. A paralisação é justa e democrática’’, disse o deputado distrital e ex-presidente do sindicato dos bancários Augusto Carvalho.
Segundo dados do sindicato, nos últimos sete anos os bancos privados deram reajustes de mais de 40% a seus funcionários. Já quem trabalho para instituições financeiras federais só teve aumento de 9%. ‘‘Também queremos isonomia nos direitos para os funcionários novos e antigos’’, afirma José Wilson da Silva, presidente do sindicato dos bancários do Distrito Federal.
Em outro setor, o petrolífero, funcionários e a Petrobras acertaram ontem um calendário de negociações. O índice de reajuste salarial da categoria deve ser definido na próxima segunda-feira.
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Por Mhais• 12 de setembro de 2003• 10:55• Sem categoria
FUNCIONÁRIOS DO BANCO DO BRASIL QUEREM PARAR NO DIA 18
12/09/2003
Correio Braziliense – Felipe Campbell
A paralisação-relâmpago dos bancários atingiu, ontem, sete bancos em várias cidades brasileiras. Em Brasília, três agências do Banco do Brasil, uma do HSBC, uma do Itaú e uma do Santander fecharam as portas por duas horas, das 10h às 12h, em protesto contra o reajuste de 10% oferecido pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). Os bancários querem um aumento de 21,58% e já avisaram que não aceitam negociar por valores inferiores ao da inflação medida até 1º de setembro (data-base da categoria), que ficou em 18%.
Existem na capital federal cerca de 16 mil bancários, dos quais 8.600 trabalham no Banco do Brasil (BB). Ontem, no começo da tarde, os sindicalistas paralisaram as atividades no Centro de Tecnologia e nos edifícios sede 1 e 4 do BB. Para a próxima quinta-feira, dia 18, está agendada uma paralisação geral nas atividades do banco em Brasília, caso não haja acordo com os patrões. O sindicato se reúne na quarta-feira com os funcionários da Caixa Econômica Federal (CEF). No encontro, os sindicalistas esperam estender a greve do dia 18 a outros bancos.
A principal reivindicação dos bancários do BB é que as rodas de negociações com os patrões dos bancos oficiais sejam feitas de forma conjunta com as instituições financeiras privadas. ‘‘Esse governo veio com discurso de valorizar os servidores não está sendo visto na prática. Não tem crise financeira que justifique não fazer uma política de valorizar os funcionários. O Banco do Brasil ostentou milhões em lucro. A paralisação é justa e democrática’’, disse o deputado distrital e ex-presidente do sindicato dos bancários Augusto Carvalho.
Segundo dados do sindicato, nos últimos sete anos os bancos privados deram reajustes de mais de 40% a seus funcionários. Já quem trabalho para instituições financeiras federais só teve aumento de 9%. ‘‘Também queremos isonomia nos direitos para os funcionários novos e antigos’’, afirma José Wilson da Silva, presidente do sindicato dos bancários do Distrito Federal.
Em outro setor, o petrolífero, funcionários e a Petrobras acertaram ontem um calendário de negociações. O índice de reajuste salarial da categoria deve ser definido na próxima segunda-feira.
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