Mirian Gasparin – Colaborou Sônia Mendonça
Grevistas falam em 80% de adesão e empresa admite 18%
Os trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos começaram ontem uma greve por tempo indeterminado e prejudicaram a entrega de correspondência em todo o país. Segundo os grevistas, 80% dos quase 100 mil empregados pararam. Os Correios disseram que só 18% aderiram à greve. Ao todo, os Correios entregam em todo o país 34 milhões de objetos e correspondências por dia, conforme o site da empresa.
No Paraná, os Correios tem cinco mil funcionários. A assessoria de imprensa da empresa informou que a adesão à greve foi de apenas 6% e que a entrega das correspondências não foi prejudicada. Porém, o presidente da Federação Nacional dos Correios e diretor do Sindicato dos Trabalhadores nos Correios do Paraná, Ivan Carlos Pinheiro, disse que 80% a 90% dos funcionários não trabalharam e o serviço de Sedex parou completamente.
Em Curitiba, a distribuição de cartas e volumes é feita por 17 centros de distribuição domiciliar, dos quais 10 não funcionaram ontem, segundo o comando grevista. As lojas franqueadas permaneceram abertas, mas elas apenas fazem a postagem. Segundo apurou a reportagem da Gazeta do Povo, a maioria dos bairros de Curitiba não recebeu correspondência ontem.
Os funcionários das agências dos Correios de Curitiba centralizaram o movimento no edifício da Rua João Negrão, esquina com a Rua XV de Novembro. Às 18 horas de ontem, realizaram assembléia e como não receberam uma proposta da empresa decidiram que não voltam ao trabalho hoje, informou Pinheiro. Eles permaneceram durante todo o dia de ontem e a madrugada de hoje eles acamparam em frente à agência do Correio da Rua João Negrão.
A greve dos Correios atingiu 19 estados brasileiros. No Paraná, a mobilização atingiu a capital e Foz do Iguaçu. A data-base dos funcionários dos Correios é julho. A categoria está pedindo reajuste de 69%, referente às perdas acumuladas nos governos anteriores, vale alimentação de R$ 18,00 (hoje é de R$ 10,50), redução da jornada de trabalho para 35 horas, sem perda salarial. Os Correios oferecem reajustes que variam entre 4%, 9,20%, 14,66% e 20,39%, dependendo da referência salarial e elevam o valor do vale refeição de R$ 10,50 para R$ 11,00.
O salário de um carteiro, segundo informou a assessoria de imprensa dos Correios é de R$ 400,00. A categoria recebe ainda R$ 300,00 entre vale refeição e vale mercado, assistência médica e auxílio creche.
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Por Mhais• 12 de setembro de 2003• 11:19• Sem categoria
GREVE NOS CORREIOS IMPEDE ENTREGA DE CORRESPONDÊNCIA
Mirian Gasparin – Colaborou Sônia Mendonça
Grevistas falam em 80% de adesão e empresa admite 18%
Os trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos começaram ontem uma greve por tempo indeterminado e prejudicaram a entrega de correspondência em todo o país. Segundo os grevistas, 80% dos quase 100 mil empregados pararam. Os Correios disseram que só 18% aderiram à greve. Ao todo, os Correios entregam em todo o país 34 milhões de objetos e correspondências por dia, conforme o site da empresa.
No Paraná, os Correios tem cinco mil funcionários. A assessoria de imprensa da empresa informou que a adesão à greve foi de apenas 6% e que a entrega das correspondências não foi prejudicada. Porém, o presidente da Federação Nacional dos Correios e diretor do Sindicato dos Trabalhadores nos Correios do Paraná, Ivan Carlos Pinheiro, disse que 80% a 90% dos funcionários não trabalharam e o serviço de Sedex parou completamente.
Em Curitiba, a distribuição de cartas e volumes é feita por 17 centros de distribuição domiciliar, dos quais 10 não funcionaram ontem, segundo o comando grevista. As lojas franqueadas permaneceram abertas, mas elas apenas fazem a postagem. Segundo apurou a reportagem da Gazeta do Povo, a maioria dos bairros de Curitiba não recebeu correspondência ontem.
Os funcionários das agências dos Correios de Curitiba centralizaram o movimento no edifício da Rua João Negrão, esquina com a Rua XV de Novembro. Às 18 horas de ontem, realizaram assembléia e como não receberam uma proposta da empresa decidiram que não voltam ao trabalho hoje, informou Pinheiro. Eles permaneceram durante todo o dia de ontem e a madrugada de hoje eles acamparam em frente à agência do Correio da Rua João Negrão.
A greve dos Correios atingiu 19 estados brasileiros. No Paraná, a mobilização atingiu a capital e Foz do Iguaçu. A data-base dos funcionários dos Correios é julho. A categoria está pedindo reajuste de 69%, referente às perdas acumuladas nos governos anteriores, vale alimentação de R$ 18,00 (hoje é de R$ 10,50), redução da jornada de trabalho para 35 horas, sem perda salarial. Os Correios oferecem reajustes que variam entre 4%, 9,20%, 14,66% e 20,39%, dependendo da referência salarial e elevam o valor do vale refeição de R$ 10,50 para R$ 11,00.
O salário de um carteiro, segundo informou a assessoria de imprensa dos Correios é de R$ 400,00. A categoria recebe ainda R$ 300,00 entre vale refeição e vale mercado, assistência médica e auxílio creche.
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