fetec@fetecpr.com.br | (41) 3322-9885 | (41) 3324-5636

Por 09:45 Notícias

EMPRESAS ESTRANGEIRAS RECEBEM MENOS DINHEIRO DO BNDES

15/9/2003 09:13:12
CHICO SANTOS
da Folha de S.Paulo, no Rio
A participação das empresas de capital estrangeiro instaladas no Brasil nos financiamentos aprovados nos sete primeiros meses da atual gestão do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) caiu drasticamente em relação a 2002.
O total aprovado passou de R$ 5,475 bilhões de janeiro a julho de 2002 para R$ 2,597 bilhões em igual período deste ano. Confrontados os valores, constata-se redução de 52,6%.
Já para as micro, pequenas e médias empresas, a situação é inversa. Os dados referentes aos primeiros sete meses deste ano mostram que houve crescimento de 36,6% nas aprovações de novos empréstimos em relação ao mesmo período do ano passado. O volume de janeiro a julho chegou a R$ 6,06 bilhões.
A queda nas aprovações para as empresas estrangeiras foi maior (exatamente o dobro) do que a verificada no total de empréstimos aprovados pelo banco.
De janeiro a julho de 2002, as aprovações totais somaram R$ 19,01 bilhões, contra R$ 14,13 bilhões no mesmo período deste ano _redução de 26%.
A participação das empresas estrangeiras no total aprovado nos sete primeiros meses de 2002 foi de 28,6%. No mesmo período deste ano, foi de 18,3%.
Procura menor
A direção do banco estatal, encabeçada pelo presidente, Carlos Lessa, e pelo vice, Darc Costa, ambos declaradamente nacionalistas, afirma que a queda nas aprovações para as empresas de capital estrangeiro instaladas no Brasil decorre da redução da busca de financiamentos por essas empresas, e não de algum tipo de atitude discriminatória por parte do banco contra elas.
De acordo com o BNDES, a retração do capital estrangeiro vem se configurando desde o segundo semestre do ano passado, período que coincide com o auge da crise de confiança vivida pela economia brasileira por causa da eleição presidencial.
Os analistas e investidores temiam uma mudança brusca na política econômica do país com a possível vitória de Luiz Inácio Lula da Silva. A vitória aconteceu; a mudança, não.
Pedidos até agosto
Dados relativos aos pedidos de novos financiamentos por empresas de capital estrangeiro fornecidos à Folha pela assessoria de imprensa do BNDES revelam que em setembro do ano passado, às vésperas do primeiro turno das eleições (6 de outubro), as empresas estrangeiras pediram apenas R$ 53 milhões em novos financiamentos, contra R$ 111 milhões em setembro de 2001.
Em dezembro do ano passado, os pedidos das empresas estrangeiras somaram R$ 282 milhões, contra R$ 439 milhões em dezembro do ano anterior. No total, os pedidos de empréstimos das empresas estrangeiras no segundo semestre do ano passado somaram R$ 1,723 bilhão.
No período de janeiro a agosto de 2002, os pedidos somaram R$ 3,308 bilhões, contra R$ 1,150 bilhão no mesmo período deste ano. A queda de um período para o outro foi de 65,2%.
Segundo a assessoria de imprensa do BNDES, os analistas do banco entendem que o número de pedidos revela que as empresas de capital estrangeiro são ainda mais cautelosas do que as de capital nacional nos momentos em que percebem que o cenário macroeconômico não está suficientemente claro.
Os analistas estariam avaliando também, com base nos números dos pedidos dos oito primeiros meses deste ano, que as empresas estrangeiras estariam resistindo à retomada dos investimentos por causa da retração geral das atividades econômicas no país.

Por 09:45 Sem categoria

EMPRESAS ESTRANGEIRAS RECEBEM MENOS DINHEIRO DO BNDES

15/9/2003 09:13:12
CHICO SANTOS
da Folha de S.Paulo, no Rio

A participação das empresas de capital estrangeiro instaladas no Brasil nos financiamentos aprovados nos sete primeiros meses da atual gestão do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) caiu drasticamente em relação a 2002.

O total aprovado passou de R$ 5,475 bilhões de janeiro a julho de 2002 para R$ 2,597 bilhões em igual período deste ano. Confrontados os valores, constata-se redução de 52,6%.

Já para as micro, pequenas e médias empresas, a situação é inversa. Os dados referentes aos primeiros sete meses deste ano mostram que houve crescimento de 36,6% nas aprovações de novos empréstimos em relação ao mesmo período do ano passado. O volume de janeiro a julho chegou a R$ 6,06 bilhões.

A queda nas aprovações para as empresas estrangeiras foi maior (exatamente o dobro) do que a verificada no total de empréstimos aprovados pelo banco.

De janeiro a julho de 2002, as aprovações totais somaram R$ 19,01 bilhões, contra R$ 14,13 bilhões no mesmo período deste ano _redução de 26%.

A participação das empresas estrangeiras no total aprovado nos sete primeiros meses de 2002 foi de 28,6%. No mesmo período deste ano, foi de 18,3%.

Procura menor

A direção do banco estatal, encabeçada pelo presidente, Carlos Lessa, e pelo vice, Darc Costa, ambos declaradamente nacionalistas, afirma que a queda nas aprovações para as empresas de capital estrangeiro instaladas no Brasil decorre da redução da busca de financiamentos por essas empresas, e não de algum tipo de atitude discriminatória por parte do banco contra elas.

De acordo com o BNDES, a retração do capital estrangeiro vem se configurando desde o segundo semestre do ano passado, período que coincide com o auge da crise de confiança vivida pela economia brasileira por causa da eleição presidencial.

Os analistas e investidores temiam uma mudança brusca na política econômica do país com a possível vitória de Luiz Inácio Lula da Silva. A vitória aconteceu; a mudança, não.

Pedidos até agosto

Dados relativos aos pedidos de novos financiamentos por empresas de capital estrangeiro fornecidos à Folha pela assessoria de imprensa do BNDES revelam que em setembro do ano passado, às vésperas do primeiro turno das eleições (6 de outubro), as empresas estrangeiras pediram apenas R$ 53 milhões em novos financiamentos, contra R$ 111 milhões em setembro de 2001.

Em dezembro do ano passado, os pedidos das empresas estrangeiras somaram R$ 282 milhões, contra R$ 439 milhões em dezembro do ano anterior. No total, os pedidos de empréstimos das empresas estrangeiras no segundo semestre do ano passado somaram R$ 1,723 bilhão.

No período de janeiro a agosto de 2002, os pedidos somaram R$ 3,308 bilhões, contra R$ 1,150 bilhão no mesmo período deste ano. A queda de um período para o outro foi de 65,2%.

Segundo a assessoria de imprensa do BNDES, os analistas do banco entendem que o número de pedidos revela que as empresas de capital estrangeiro são ainda mais cautelosas do que as de capital nacional nos momentos em que percebem que o cenário macroeconômico não está suficientemente claro.

Os analistas estariam avaliando também, com base nos números dos pedidos dos oito primeiros meses deste ano, que as empresas estrangeiras estariam resistindo à retomada dos investimentos por causa da retração geral das atividades econômicas no país.

Close