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PT DEFINE OS PRÉ-CANDIDATOS A PREFEITO DE 12 CAPITAIS

10:43 15/09
Valor Online
SÃO PAULO – O PT entrará 2004 com o mapa dos pré-candidatos praticamente fechado e preparado para negociar as alianças para a sucessão nas 26 capitais. Nos últimos dias, o partido definiu quem será cabeça-de-chapa de 12 capitais, que deverá apoiar o PCdoB em duas e que não lançará candidato em outras duas. Em dez, o nome vai ser definido nas prévias internas, que vão acontecer entre novembro e abril do próximo ano.
A cúpula do partido considera excessiva a realização de dez prévias e quer reduzir ao máximo este número. “Disputa interna não faz bem e acaba desgastando o candidato. Veja o que aconteceu em Porto Alegre no ano passado: Olívio (Dutra) e Tarso (Genro) foram para o confronto. O processo foi desgastante e o partido acabou perdendo a eleição. Vamos trabalhar para que não haja prévias em nenhuma capital”, afirmou Sílvio Pereira, secretário de Organização do PT nacional.
A meta do PT para 2004 é ambiciosa: reeleger os cinco prefeitos que vão enfrentar uma nova disputa majoritária no próximo ano, manter Belém e Porto Alegre e, no mínimo, conquistar Salvador e Rio de Janeiro.
O projeto nacional é ainda mais ousado: se for bem na disputa, o partido quer fazer 500 prefeitos. Se o resultado for ruim, o PT acha que apenas dobrará o número de cidades conquistadas. Hoje, o partido comanda 189 municípios.
Para atingir a meta, o PT fez um contrato com o marqueteiro Duda Mendonça, no valor de R$ 3 milhões, e irá investir outros R$ 500 mil em peças publicitárias dirigidas aos grotões. Neste orçamento não estão incluídas as despesas com “outdoors” . As inserções na TV serão feitas no horário da propaganda partidária e, portanto, não haverá custo com mídia. A campanha será veiculada durante um ano.
Com a caminhada rumo aos grotões, o PT pretende triplicar o número de filiados, que hoje varia em torno de 400 mil. “O PT nunca olhou para os pequenos municípios, mas agora queremos chegar às cidades que têm até 20 mil eleitores. Estas cidades representam 88% do total de municípios do país. É uma tendência natural de todos os partidos que chegam ao poder” , explicou Pereira. O PT criou um setor no partido exclusivamente para tratar da investida nos grotões.
Nas prévias eleitorais, a cúpula do partido apoiará os pré-candidatos “disciplinados” . Os deputados federais Walter Pinheiro (BA), Mauro Passos (SC) e Chico Alencar (RJ), por exemplo, não deverão contar com a ” torcida ” da cúpula nas disputas internas. Paulo Rubem Santiago (PE) não deve figurar na lista porque irá disputar uma prefeitura periférica, em Jaboatão dos Guararapes. Além disso, o PT não tem nenhum outro nome forte para a disputa no município.
No primeiro turno da votação da reforma da Previdência, os quatro se abstiveram da votação. No segundo turno, o deputado baiano votou contra e os outros três se abstiveram novamente. Em Salvador, o comando petista apoiará o deputado federal Nelson Pellegrino; em Florianópolis, Afrânio Boppre; e no Rio, Jorge Bittar, que além de ser do campo majoritário também integra a Executiva do partido.
“Essa situação está, de fato, colocada, mas considero que a votação da Previdência já é página virada. Espero que o partido tenha sensibilidade e maturidade para apoiar o candidato que tem viabilidade eleitoral. Não podemos ficar marcados e carregar eternamente este caso em nosso currículo” , disse Mauro Passos.
O deputado catarinense sustentou ser contrário às prévias, por considerar que o processo “estilhaça o partido. “Para acabar com o último reduto do PP no país, comandando pela família Amin, não podemos entrar na disputa divididos. Isso não ajudará” , completou Passos.
Chico Alencar disse achar “normal” que a cúpula do partido apóie Bittar nas prévias. “Bittar também é do campo majoritário. Por eles, eu nem estaria na disputa” , destacou. Fazem parte do campo majoritário o presidente Lula, os ministros José Dirceu (Casa Civil), Antonio Palocci (Fazenda) e o presidente do PT, José Genoino. A prévia no Rio deve ser realizada ainda este ano.
O deputado pernambucano Paulo Rubem não acredita que a direção do PT tenha intenção de rifar nenhum dos quatro deputados federais. “Seria muita estreiteza se a direção seguisse por este caminho”, declarou.
Resolvidas as pendências internas, o PT também quer estar preparado para sentar à mesa com os aliados e discutir a política de alianças já no início do próximo ano. O partido quer manter os aliados em nível nacional e trazer o PMDB para perto.
“Teremos dificuldades pontuais com o PMDB” , assegurou Pereira. O secretário de Organização acredita que o PT não conseguirá compor com o PMDB no bloco de cidades mineiras, gaúchas e catarinenses. Também não deverá fechar aliança no Recife, Goiânia e Rio Branco.
Com o PL, do vice-presidente José Alencar, o PT deverá ter dificuldades de fechar aliança em São Paulo, cidade onde os liberais se recusam a apoiar a reeleição da prefeita Marta Suplicy (PT). “Fora as capitais, o PL está resistente em São Bernardo do Campo”, completou Pereira. Não estão descartadas alianças pontuais com o PSDB e com o PFL.

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PT DEFINE OS PRÉ-CANDIDATOS A PREFEITO DE 12 CAPITAIS

10:43 15/09
Valor Online

SÃO PAULO – O PT entrará 2004 com o mapa dos pré-candidatos praticamente fechado e preparado para negociar as alianças para a sucessão nas 26 capitais. Nos últimos dias, o partido definiu quem será cabeça-de-chapa de 12 capitais, que deverá apoiar o PCdoB em duas e que não lançará candidato em outras duas. Em dez, o nome vai ser definido nas prévias internas, que vão acontecer entre novembro e abril do próximo ano.

A cúpula do partido considera excessiva a realização de dez prévias e quer reduzir ao máximo este número. “Disputa interna não faz bem e acaba desgastando o candidato. Veja o que aconteceu em Porto Alegre no ano passado: Olívio (Dutra) e Tarso (Genro) foram para o confronto. O processo foi desgastante e o partido acabou perdendo a eleição. Vamos trabalhar para que não haja prévias em nenhuma capital”, afirmou Sílvio Pereira, secretário de Organização do PT nacional.

A meta do PT para 2004 é ambiciosa: reeleger os cinco prefeitos que vão enfrentar uma nova disputa majoritária no próximo ano, manter Belém e Porto Alegre e, no mínimo, conquistar Salvador e Rio de Janeiro.

O projeto nacional é ainda mais ousado: se for bem na disputa, o partido quer fazer 500 prefeitos. Se o resultado for ruim, o PT acha que apenas dobrará o número de cidades conquistadas. Hoje, o partido comanda 189 municípios.

Para atingir a meta, o PT fez um contrato com o marqueteiro Duda Mendonça, no valor de R$ 3 milhões, e irá investir outros R$ 500 mil em peças publicitárias dirigidas aos grotões. Neste orçamento não estão incluídas as despesas com “outdoors” . As inserções na TV serão feitas no horário da propaganda partidária e, portanto, não haverá custo com mídia. A campanha será veiculada durante um ano.

Com a caminhada rumo aos grotões, o PT pretende triplicar o número de filiados, que hoje varia em torno de 400 mil. “O PT nunca olhou para os pequenos municípios, mas agora queremos chegar às cidades que têm até 20 mil eleitores. Estas cidades representam 88% do total de municípios do país. É uma tendência natural de todos os partidos que chegam ao poder” , explicou Pereira. O PT criou um setor no partido exclusivamente para tratar da investida nos grotões.

Nas prévias eleitorais, a cúpula do partido apoiará os pré-candidatos “disciplinados” . Os deputados federais Walter Pinheiro (BA), Mauro Passos (SC) e Chico Alencar (RJ), por exemplo, não deverão contar com a ” torcida ” da cúpula nas disputas internas. Paulo Rubem Santiago (PE) não deve figurar na lista porque irá disputar uma prefeitura periférica, em Jaboatão dos Guararapes. Além disso, o PT não tem nenhum outro nome forte para a disputa no município.

No primeiro turno da votação da reforma da Previdência, os quatro se abstiveram da votação. No segundo turno, o deputado baiano votou contra e os outros três se abstiveram novamente. Em Salvador, o comando petista apoiará o deputado federal Nelson Pellegrino; em Florianópolis, Afrânio Boppre; e no Rio, Jorge Bittar, que além de ser do campo majoritário também integra a Executiva do partido.

“Essa situação está, de fato, colocada, mas considero que a votação da Previdência já é página virada. Espero que o partido tenha sensibilidade e maturidade para apoiar o candidato que tem viabilidade eleitoral. Não podemos ficar marcados e carregar eternamente este caso em nosso currículo” , disse Mauro Passos.

O deputado catarinense sustentou ser contrário às prévias, por considerar que o processo “estilhaça o partido. “Para acabar com o último reduto do PP no país, comandando pela família Amin, não podemos entrar na disputa divididos. Isso não ajudará” , completou Passos.

Chico Alencar disse achar “normal” que a cúpula do partido apóie Bittar nas prévias. “Bittar também é do campo majoritário. Por eles, eu nem estaria na disputa” , destacou. Fazem parte do campo majoritário o presidente Lula, os ministros José Dirceu (Casa Civil), Antonio Palocci (Fazenda) e o presidente do PT, José Genoino. A prévia no Rio deve ser realizada ainda este ano.

O deputado pernambucano Paulo Rubem não acredita que a direção do PT tenha intenção de rifar nenhum dos quatro deputados federais. “Seria muita estreiteza se a direção seguisse por este caminho”, declarou.

Resolvidas as pendências internas, o PT também quer estar preparado para sentar à mesa com os aliados e discutir a política de alianças já no início do próximo ano. O partido quer manter os aliados em nível nacional e trazer o PMDB para perto.

“Teremos dificuldades pontuais com o PMDB” , assegurou Pereira. O secretário de Organização acredita que o PT não conseguirá compor com o PMDB no bloco de cidades mineiras, gaúchas e catarinenses. Também não deverá fechar aliança no Recife, Goiânia e Rio Branco.

Com o PL, do vice-presidente José Alencar, o PT deverá ter dificuldades de fechar aliança em São Paulo, cidade onde os liberais se recusam a apoiar a reeleição da prefeita Marta Suplicy (PT). “Fora as capitais, o PL está resistente em São Bernardo do Campo”, completou Pereira. Não estão descartadas alianças pontuais com o PSDB e com o PFL.

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