Atendimento dos caixas eletrônicos será interligado
Luiz Queiroz
luiz.queiroz@jb.com.br
BRASÍLIA – Com a possibilidade de implantação em breve da segunda versão do Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB-2) pelo Banco Central, os bancos de grande e médio portes estão buscando saídas para otimizar custos e investimentos no atendimento online aos clientes. Essas instituições vêm mantendo contatos com a rede Verde Amarela, sistema interligado pelos antigos bancos estaduais – hoje quase todos privatizados -, cujo valor médio mensal de transações chega a R$ 80 milhões. O objetivo é aderir a essa rede e garantir maior abrangência nos serviços interbancários.
A idéia dos grandes bancos seria incorporar a infra-estrutura computadorizada, já estabelecida, da rede Verde Amarela, composta por 12 instituições financeiras, cujos carros-chefe são o Banespa/Santander e a Nossa Caixa. A rede Verde Amarela tem 5 mil pontos de atendimento e 20 mil terminais. Opera 5 mil terminais de horário estendido (além do horário bancário) e 10 milhões de cartões magnéticos.
O assunto vem sendo tratado em sigilo pelos grandes bancos com a Asbace, o nó central da rede Verde Amarela, para onde convergem e são processadas todas as transações bancárias e o roteamento delas para todo o país. Segundo Juarez Cançado, diretor-executivo da Asbace, o fechamento de pelo menos um desses acordos deve ser anunciado durante o 3º Telecom – Fórum de Telecomunicações para Instituições Financeiras – que ocorrerá entre os dias 30 de setembro e 1º de outubro em Brasília.
– Ainda não podemos anunciar por uma razão meramente comercial, ou mesquinhamente comercial – brincou o executivo.
A rede funciona desde 1992 e foi criada para potencializar os serviços das instituições na época ainda estatais. Por meio dela, o cliente do Banespa/Santander pode acessar sua conta e fazer operações corriqueiras numa agência do Banco de Brasília (BRB).
A operação é em tempo real. Ao procurar um terminal de auto-atendimento do BRB, esse cliente do Banespa é automaticamente ligado com a sua instituição. Tendo saldo, qualquer cliente de um banco da rede pode sacar o dinheiro no terminal de um banco conveniado, sem nenhum problema por não estar numa agência do banco onde tem conta-corrente.
Em tese, esse procedimento seria muito parecido com o que é feito pelo cliente da rede 24 Horas. A diferença é que a transação é confirmada diretamente entre os bancos, não havendo uma empresa terceirizada na operação. Embora a Asbace faça o papel de roteador das transações, não tem gerenciamento direto sobre elas, pois não interfere na operação diária dos 12 bancos conveniados.
– Nós não somos proprietários dos equipamentos, nem decidimos as regras de operação de cada instituição. Para participar da rede, um banco tem que aderir a um padrão mínimo de transações que são: saque, saldo, cobrança e ordem de pagamento, mas a relação comercial é com eles – disse.
Além de aceitar novos parceiros, a rede Verde Amarela quer ampliar os serviços oferecidos.
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Por Mhais• 29 de setembro de 2003• 10:49• Sem categoria
BANCOS PREPARAM MUDANÇAS
Atendimento dos caixas eletrônicos será interligado
Luiz Queiroz
luiz.queiroz@jb.com.br
BRASÍLIA – Com a possibilidade de implantação em breve da segunda versão do Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB-2) pelo Banco Central, os bancos de grande e médio portes estão buscando saídas para otimizar custos e investimentos no atendimento online aos clientes. Essas instituições vêm mantendo contatos com a rede Verde Amarela, sistema interligado pelos antigos bancos estaduais – hoje quase todos privatizados -, cujo valor médio mensal de transações chega a R$ 80 milhões. O objetivo é aderir a essa rede e garantir maior abrangência nos serviços interbancários.
A idéia dos grandes bancos seria incorporar a infra-estrutura computadorizada, já estabelecida, da rede Verde Amarela, composta por 12 instituições financeiras, cujos carros-chefe são o Banespa/Santander e a Nossa Caixa. A rede Verde Amarela tem 5 mil pontos de atendimento e 20 mil terminais. Opera 5 mil terminais de horário estendido (além do horário bancário) e 10 milhões de cartões magnéticos.
O assunto vem sendo tratado em sigilo pelos grandes bancos com a Asbace, o nó central da rede Verde Amarela, para onde convergem e são processadas todas as transações bancárias e o roteamento delas para todo o país. Segundo Juarez Cançado, diretor-executivo da Asbace, o fechamento de pelo menos um desses acordos deve ser anunciado durante o 3º Telecom – Fórum de Telecomunicações para Instituições Financeiras – que ocorrerá entre os dias 30 de setembro e 1º de outubro em Brasília.
– Ainda não podemos anunciar por uma razão meramente comercial, ou mesquinhamente comercial – brincou o executivo.
A rede funciona desde 1992 e foi criada para potencializar os serviços das instituições na época ainda estatais. Por meio dela, o cliente do Banespa/Santander pode acessar sua conta e fazer operações corriqueiras numa agência do Banco de Brasília (BRB).
A operação é em tempo real. Ao procurar um terminal de auto-atendimento do BRB, esse cliente do Banespa é automaticamente ligado com a sua instituição. Tendo saldo, qualquer cliente de um banco da rede pode sacar o dinheiro no terminal de um banco conveniado, sem nenhum problema por não estar numa agência do banco onde tem conta-corrente.
Em tese, esse procedimento seria muito parecido com o que é feito pelo cliente da rede 24 Horas. A diferença é que a transação é confirmada diretamente entre os bancos, não havendo uma empresa terceirizada na operação. Embora a Asbace faça o papel de roteador das transações, não tem gerenciamento direto sobre elas, pois não interfere na operação diária dos 12 bancos conveniados.
– Nós não somos proprietários dos equipamentos, nem decidimos as regras de operação de cada instituição. Para participar da rede, um banco tem que aderir a um padrão mínimo de transações que são: saque, saldo, cobrança e ordem de pagamento, mas a relação comercial é com eles – disse.
Além de aceitar novos parceiros, a rede Verde Amarela quer ampliar os serviços oferecidos.
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