Gazeta do Povo
Notas terão dispositivos que oferecerão mais segurança para inibir ação de falsificadores
São Paulo (AF) – Lançadas em julho de 1994, com o início do Plano Real, as cédulas do real devem começar a ser substituídas a partir de 2004. O Banco Central já estuda a troca, com o lançamento de uma nova família de cédulas, que deverá ser mais segura e inibir a ação dos falsários. A idéia é substituir gradativamente todas as cédulas, iniciando pela cédula de R$ 50, que é hoje uma das mais falsificadas no país.
O chefe do Departamento do Meio Circulante do Banco Central, José dos Santos Barbosa, disse que o objetivo é dotar as cédulas de dispositivos variados de segurança. De acordo com Barbosa, apesar de o BC estar trabalhando no projeto da nova família do real de forma célere, é preciso ter calma na mudança pois não é possível colocar qualquer coisa nas cédulas.
Problemas
O técnico conta que, quando o real estava para ser lançado, o BC teve um prazo de apenas cinco meses para fazer a família de cédulas e de moedas. Desde então, vários problemas surgiram, como em 1996, quando a marca dágua das cédulas de R$ 1, R$ 5 e R$ 10 teve que ser mudada porque os falsários estavam lavando cédulas de menor valor para falsificar cédulas maiores.
Em razão dessas ações, em 1996, a cédula de R$ 100 era a que tinha maior índice de falsificação e hoje é uma das menos usadas pelos falsários. Um dos problemas da família do real está no tamanho das cédulas, que é igual para todos os valores. Por isso, ao longo dos anos, segundo Barbosa, o BC vem criando novos mecanismos de segurança, como a banda holográfica (aquela fita prateada) da cédula de R$ 20, a implantação de marcas d’água diferentes e até mesmo a escolha de material plástico para confecção das cédulas. Além disso, o BC vem, desde 2001, colocando funcionários nas ruas para tentar mostrar aos comerciantes e bancários e às demais pessoas como identificar cédulas falsas.
Neste ano, no lançamento do filme brasileiro O Homem que Copiava, o BC aproveitou para divulgar folhetos informativos de como reconhecer uma cédula falsa. Para identificar uma cédula de R$ 50 verdadeira, é preciso observar, por exemplo, a marca d’água com a efígie da República, o fio de segurança ao longo da nota, e se há o registro coincidente das armas nacionais.
Segundo Barbosa, essas iniciativas são positivas, mas ainda representam pouco. Por isso, a solução para o problema está na nova família do real. O projeto ainda deve ser apresentado ao Conselho Monetário Nacional (CMN), para que seja aprovado. A estimativa, no entanto, é de que o processo de substituição só comece em 2004.
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Por Mhais• 29 de setembro de 2003• 10:36• Sem categoria
NOVAS CÉDULAS SERÃO LANÇADAS EM 2004
Gazeta do Povo
Notas terão dispositivos que oferecerão mais segurança para inibir ação de falsificadores
São Paulo (AF) – Lançadas em julho de 1994, com o início do Plano Real, as cédulas do real devem começar a ser substituídas a partir de 2004. O Banco Central já estuda a troca, com o lançamento de uma nova família de cédulas, que deverá ser mais segura e inibir a ação dos falsários. A idéia é substituir gradativamente todas as cédulas, iniciando pela cédula de R$ 50, que é hoje uma das mais falsificadas no país.
O chefe do Departamento do Meio Circulante do Banco Central, José dos Santos Barbosa, disse que o objetivo é dotar as cédulas de dispositivos variados de segurança. De acordo com Barbosa, apesar de o BC estar trabalhando no projeto da nova família do real de forma célere, é preciso ter calma na mudança pois não é possível colocar qualquer coisa nas cédulas.
Problemas
O técnico conta que, quando o real estava para ser lançado, o BC teve um prazo de apenas cinco meses para fazer a família de cédulas e de moedas. Desde então, vários problemas surgiram, como em 1996, quando a marca dágua das cédulas de R$ 1, R$ 5 e R$ 10 teve que ser mudada porque os falsários estavam lavando cédulas de menor valor para falsificar cédulas maiores.
Em razão dessas ações, em 1996, a cédula de R$ 100 era a que tinha maior índice de falsificação e hoje é uma das menos usadas pelos falsários. Um dos problemas da família do real está no tamanho das cédulas, que é igual para todos os valores. Por isso, ao longo dos anos, segundo Barbosa, o BC vem criando novos mecanismos de segurança, como a banda holográfica (aquela fita prateada) da cédula de R$ 20, a implantação de marcas d’água diferentes e até mesmo a escolha de material plástico para confecção das cédulas. Além disso, o BC vem, desde 2001, colocando funcionários nas ruas para tentar mostrar aos comerciantes e bancários e às demais pessoas como identificar cédulas falsas.
Neste ano, no lançamento do filme brasileiro O Homem que Copiava, o BC aproveitou para divulgar folhetos informativos de como reconhecer uma cédula falsa. Para identificar uma cédula de R$ 50 verdadeira, é preciso observar, por exemplo, a marca d’água com a efígie da República, o fio de segurança ao longo da nota, e se há o registro coincidente das armas nacionais.
Segundo Barbosa, essas iniciativas são positivas, mas ainda representam pouco. Por isso, a solução para o problema está na nova família do real. O projeto ainda deve ser apresentado ao Conselho Monetário Nacional (CMN), para que seja aprovado. A estimativa, no entanto, é de que o processo de substituição só comece em 2004.
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