José Genoino defende uma espécie de controle de qualidade de neo-companheiros
Belisa Ribeiro
RECIFE – Otimismo com pés no chão. Este é o estado de espírito atual do PT e deve nortear o comportamento partidário nos preparativos para as eleições do ano que vem, de acordo com o presidente da legenda, José Genoino. Na capital pernambucana, para prestigiar a chegada do presidente da Infraero, Carlos Wilson, (ex-senador pelo PTB e há quaro meses sem partido) à legenda, o líder petista colocou panos quentes nas queixas de correligionários em torno de alianças em formação país afora. Como no Rio de Janeiro, onde o partido aprovou recentemente a filiação da prefeita de Magé, Narriman Zito, egressa do PSDB. Não fugiu, contudo, de reafirmar a tese:
– Somos seletivos e temos critérios. Vamos, sim, ampliar, em termos de alianças. Em termos de filiações, não, porque se não der certo, depois dá trabalho tirar do partido.
Até agora, o PT filiou só três prefeitos, mas Genoino aposta alto nas eleições municipais que, segundo ele, estarão ancoradas na figura e no desempenho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, como estiveram as anteriores no candidato Lula.
– Vamos ter um grande desempenho. O governo Lula melhorou muito e vai melhorar mais. O PT já está bem avançado – avaliou.
Carlos Wilson assinou a ficha de filiação ao partido com que mantém uma espécie de namoro há mais de dez anos num bar na areia da praia, entre caldinhos de peixe e feijão, roscas (batidas de vodka) de mangaba e acerola. De camisa vermelha combinando com as bolas e bandeiras da decoração, mostrava-se muito à vontade. Não renegou o passado, criticou as freqüentes trocas partidárias e defendeu urgência e rigor na reforma política.
– Os partidos têm de deixar de ser legendas de aluguel. Trocas sucessivas de sigla são muito ruins para a democracia. Defendo que, na reforma, o mandato seja do partido. Quem quiser trocar, devolva o mandato – disse.
O político que começou a vida na Arena, aos 23 anos, em 1974, foi do PMDB, do PSDB e do PPS, antes de integrar o PTB. Desligou-se do último em junho, foi aprovado por unanimidade pela executiva do PT.
– Não tenho nenhum remorso de ter sido da Arena pois foi no partido que viajei o Brasil inteiro defendendo a anistia ao lado do senador Teotônio Vilela. Também estava na Arena quando visitei Lula na cadeia. Agora estou deixando de ser satélite, pelas alianças que sempre fiz, e passando a ser realmente petista – definiu.
Apesar de a filiação ser feita no prazo necessário para que registre candidatura, Carlos Wilson assegurou que permanecerá no comando da Infraero e só voltará a disputar cargo eletivo em 2006.
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Por Mhais• 29 de setembro de 2003• 10:41• Sem categoria
PT FESTEJA NOVAS FILIAÇÕES, MAS IMPÕE CRITÉRIOS PARA ADESÕES
José Genoino defende uma espécie de controle de qualidade de neo-companheiros
Belisa Ribeiro
RECIFE – Otimismo com pés no chão. Este é o estado de espírito atual do PT e deve nortear o comportamento partidário nos preparativos para as eleições do ano que vem, de acordo com o presidente da legenda, José Genoino. Na capital pernambucana, para prestigiar a chegada do presidente da Infraero, Carlos Wilson, (ex-senador pelo PTB e há quaro meses sem partido) à legenda, o líder petista colocou panos quentes nas queixas de correligionários em torno de alianças em formação país afora. Como no Rio de Janeiro, onde o partido aprovou recentemente a filiação da prefeita de Magé, Narriman Zito, egressa do PSDB. Não fugiu, contudo, de reafirmar a tese:
– Somos seletivos e temos critérios. Vamos, sim, ampliar, em termos de alianças. Em termos de filiações, não, porque se não der certo, depois dá trabalho tirar do partido.
Até agora, o PT filiou só três prefeitos, mas Genoino aposta alto nas eleições municipais que, segundo ele, estarão ancoradas na figura e no desempenho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, como estiveram as anteriores no candidato Lula.
– Vamos ter um grande desempenho. O governo Lula melhorou muito e vai melhorar mais. O PT já está bem avançado – avaliou.
Carlos Wilson assinou a ficha de filiação ao partido com que mantém uma espécie de namoro há mais de dez anos num bar na areia da praia, entre caldinhos de peixe e feijão, roscas (batidas de vodka) de mangaba e acerola. De camisa vermelha combinando com as bolas e bandeiras da decoração, mostrava-se muito à vontade. Não renegou o passado, criticou as freqüentes trocas partidárias e defendeu urgência e rigor na reforma política.
– Os partidos têm de deixar de ser legendas de aluguel. Trocas sucessivas de sigla são muito ruins para a democracia. Defendo que, na reforma, o mandato seja do partido. Quem quiser trocar, devolva o mandato – disse.
O político que começou a vida na Arena, aos 23 anos, em 1974, foi do PMDB, do PSDB e do PPS, antes de integrar o PTB. Desligou-se do último em junho, foi aprovado por unanimidade pela executiva do PT.
– Não tenho nenhum remorso de ter sido da Arena pois foi no partido que viajei o Brasil inteiro defendendo a anistia ao lado do senador Teotônio Vilela. Também estava na Arena quando visitei Lula na cadeia. Agora estou deixando de ser satélite, pelas alianças que sempre fiz, e passando a ser realmente petista – definiu.
Apesar de a filiação ser feita no prazo necessário para que registre candidatura, Carlos Wilson assegurou que permanecerá no comando da Infraero e só voltará a disputar cargo eletivo em 2006.
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