(Salvador) Os cerca de 1.500 funcionários terceirizados do antigo Banco Bilbao Vizcaya (BBV) na Bahia estão ameaçados de perder o emprego a qualquer momento. Internamente já foi anjunciado o fechamento do Centro de Processamento de Dados do BBV para os próximos dois meses. Somente nesta unidade, trabalham 600 funcionários fixos e outros 900 terceirizados.
Das 38 agências do antigo BBV, 30 já foram fechadas, inclusive as de Vitória da Conquista e Itapetinga. A instituição bancária foi adquirida pelo grupo Bradesco (maior banco privado do País) este ano. Na última segunda-feira, o presidente do Bradesco, Márcio Cypriano, anunciou o fechamento de 420 agências dos bancos BBV e Mercantil de São Paulo e incorporação de 260 outras no país.
“A promessa da diretoria do Bradesco é de que os profissionais contratados do ex-BBV serão relocados para outras agências ou para São Paulo, mas sabemos que, na verdade, a qualquer momento pode estourar uma demissão em massa”, denuncia Henrique.
De acordo com o diretor do Sindicato, a proposta do Bradesco para os funcionários que concordem em mudar para a capital paulista prevê o pagamento da passagem de avião e apenas três meses de aluguel de um imóvel. “Isso é um absurdo. Sabemos que o custo de vida em São Paulo é muito maior do que aqui. Além disso, as pessoas já estão com suas vidas estabilizadas, têm família”.
A preocupação do Sindicato também diz respeito à economia do Estado. O salário dos profissionais ameaçados varia de R$ 600 a R$ 5 mil. “Imagine o abalo deste contingente de pessoas que deixará de consumir no Estado e que passará a engrossar a fila dos desempregados”, afirma Henrique.
“O problema é que não há uma preocupação com a manutenção dos empregos quando há incorporação e compra de instituições bancárias”, critica Euclides Fagundes, presidente do Sindicato dos Bancários. Ele acrescenta que dos 2.600 ex-funcionários do Baneb (instituição também adquirida pelo Bradesco), cerca de mil já foram demitidos após a mudança do controlador. “Por qualquer motivo, o mais banal possível, o Bradesco está demitindo os funcionários”, denuncia.
A assessoria de imprensa do Bradesco disse que os funcionários do BBV serão incorporados pela instituição. Informou ainda que a instituição possui, atualmente, 552 pontos de atendimento no Estado e prevê a abertura de outros 278 nos próximos seis meses. O atual BBV foi o Banco Econômico, que sofreu intervenção do Banco Central no dia 11 de agosto de 1995. Logo depois, a parte considerada “boa” do Banco foi vendida para o Excel, do empresário Ezequiel Nasser, passando a se chamar Excel Econômico. Em maio de 1998, foi a vez do Banco Bilbao Vizcaya (BBV) comprar o Excel Econômico. Este ano, o BBV acabou sob o controle do Bradesco.
A assessoria da presidência do Banco do Brasil, em Brasília, confirmou o interesse em ter o Governo da Bahia como cliente. Até abril do próximo ano, a conta pertence ao Bradesco. “Não podemos adiantar muito”, desconversou o assessor de imprensa, Carlos Alberto Carvalho.
Fonte: jornal A TARDE – BA
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Por Mhais• 1 de outubro de 2003• 15:26• Sem categoria
BRADESCO PODE DEMITIR CERCA DE 1.500 BANCÁRIOS DO BBV
(Salvador) Os cerca de 1.500 funcionários terceirizados do antigo Banco Bilbao Vizcaya (BBV) na Bahia estão ameaçados de perder o emprego a qualquer momento. Internamente já foi anjunciado o fechamento do Centro de Processamento de Dados do BBV para os próximos dois meses. Somente nesta unidade, trabalham 600 funcionários fixos e outros 900 terceirizados.
Das 38 agências do antigo BBV, 30 já foram fechadas, inclusive as de Vitória da Conquista e Itapetinga. A instituição bancária foi adquirida pelo grupo Bradesco (maior banco privado do País) este ano. Na última segunda-feira, o presidente do Bradesco, Márcio Cypriano, anunciou o fechamento de 420 agências dos bancos BBV e Mercantil de São Paulo e incorporação de 260 outras no país.
“A promessa da diretoria do Bradesco é de que os profissionais contratados do ex-BBV serão relocados para outras agências ou para São Paulo, mas sabemos que, na verdade, a qualquer momento pode estourar uma demissão em massa”, denuncia Henrique.
De acordo com o diretor do Sindicato, a proposta do Bradesco para os funcionários que concordem em mudar para a capital paulista prevê o pagamento da passagem de avião e apenas três meses de aluguel de um imóvel. “Isso é um absurdo. Sabemos que o custo de vida em São Paulo é muito maior do que aqui. Além disso, as pessoas já estão com suas vidas estabilizadas, têm família”.
A preocupação do Sindicato também diz respeito à economia do Estado. O salário dos profissionais ameaçados varia de R$ 600 a R$ 5 mil. “Imagine o abalo deste contingente de pessoas que deixará de consumir no Estado e que passará a engrossar a fila dos desempregados”, afirma Henrique.
“O problema é que não há uma preocupação com a manutenção dos empregos quando há incorporação e compra de instituições bancárias”, critica Euclides Fagundes, presidente do Sindicato dos Bancários. Ele acrescenta que dos 2.600 ex-funcionários do Baneb (instituição também adquirida pelo Bradesco), cerca de mil já foram demitidos após a mudança do controlador. “Por qualquer motivo, o mais banal possível, o Bradesco está demitindo os funcionários”, denuncia.
A assessoria de imprensa do Bradesco disse que os funcionários do BBV serão incorporados pela instituição. Informou ainda que a instituição possui, atualmente, 552 pontos de atendimento no Estado e prevê a abertura de outros 278 nos próximos seis meses. O atual BBV foi o Banco Econômico, que sofreu intervenção do Banco Central no dia 11 de agosto de 1995. Logo depois, a parte considerada “boa” do Banco foi vendida para o Excel, do empresário Ezequiel Nasser, passando a se chamar Excel Econômico. Em maio de 1998, foi a vez do Banco Bilbao Vizcaya (BBV) comprar o Excel Econômico. Este ano, o BBV acabou sob o controle do Bradesco.
A assessoria da presidência do Banco do Brasil, em Brasília, confirmou o interesse em ter o Governo da Bahia como cliente. Até abril do próximo ano, a conta pertence ao Bradesco. “Não podemos adiantar muito”, desconversou o assessor de imprensa, Carlos Alberto Carvalho.
Fonte: jornal A TARDE – BA
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