fetec@fetecpr.com.br | (41) 3322-9885 | (41) 3324-5636

Por 11:18 Notícias

TAXA DE INVESTIMENTO É A MENOR DESDE 93

Folha de S. Paulo – Chico Santos
A taxa de investimentos da economia brasileira, que é o valor do PIB (Produto Interno Bruto) dividido pelo valor dos investimentos, foi de 17,88% no segundo trimestre deste ano, o pior resultado trimestral desde os primeiros três meses de 1993 (17,64%).
Se a comparação das taxas de investimentos englobar apenas o segundo trimestre de cada ano, a taxa de abril a junho deste ano foi a menor desde o segundo trimestre de 1991 (17,11%).
Essa forma de comparação é a que o IBGE (Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), responsável pelo cálculo do PIB, considera mais adequada, por eliminar os efeitos típicos de cada período do ano (sazonais).
O PIB é a soma de todas as riquezas produzidas pelo país em um determinado período.
“A taxa de investimentos há anos gira entre 18% e 19%. É baixa para o crescimento que o país precisa. Para que o país cresça entre 4% e 5% ao ano, é necessário que a taxa de investimentos gire entre 25% e 26% do PIB”, disse Carlos Cesar Sobral, gerente da equipe das Contas Financeiras Trimestrais do IBGE.
Para o economista Paulo Levy, diretor de Estudos Macroeconômicos do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), “o número é preocupante, mas é um espelho retrovisor, é um olhar sobre o passado”.
Segundo Levy, os setores ligados às exportações, como o siderúrgico e o de papel e celulose, já começam a anunciar investimentos importantes.
Levy disse que “a percepção de melhoria [no quadro econômico] é inequívoca” e que os setores voltados para o mercado interno também irão retomar os investimentos gradativamente.
“Com a recuperação da demanda, mas não à frente da demanda”, acrescentou.
Queda semestral
Os investimentos na economia brasileira caíram 5,4% no primeiro semestre deste ano, após terem caído 4% no ano passado. No segundo trimestre deste ano, o valor total dos investimentos somou R$ 65,58 bilhões.
Em termos nominais (sem descontar a inflação acumulada no período), o valor foi ligeiramente menor que os R$ 65,86 bilhões investidos no primeiro trimestre do ano, quando a taxa em relação ao PIB foi de 19,13%. Na soma do primeiro semestre do ano, os investimentos foram de R$ 131,44 bilhões.
Poupança
A taxa de investimento no trimestre de abril a junho deste ano ficou 3,25 ponto percentuais abaixo da taxa de poupança da economia, que alcançou 21,13%, a maior desde os 22,01% do quarto trimestre de 1997.
Segundo o IBGE, como o consumo interno (consumo das famílias mais consumo do governo) está em queda, e a poupança é a diferença entre a renda nacional bruta e e as despesas de consumo, é normal que a taxa de poupança cresça. No primeiro trimestre deste ano, a taxa de poupança havia sido de 20,38%.
De acordo com os dados do IBGE, a poupança bruta somou R$ 77,49 bilhões no segundo trimestre deste ano e R$ 147,67 bilhões ao longo dos seis primeiros meses do ano.

Por 11:18 Sem categoria

TAXA DE INVESTIMENTO É A MENOR DESDE 93

Folha de S. Paulo – Chico Santos

A taxa de investimentos da economia brasileira, que é o valor do PIB (Produto Interno Bruto) dividido pelo valor dos investimentos, foi de 17,88% no segundo trimestre deste ano, o pior resultado trimestral desde os primeiros três meses de 1993 (17,64%).
Se a comparação das taxas de investimentos englobar apenas o segundo trimestre de cada ano, a taxa de abril a junho deste ano foi a menor desde o segundo trimestre de 1991 (17,11%).
Essa forma de comparação é a que o IBGE (Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), responsável pelo cálculo do PIB, considera mais adequada, por eliminar os efeitos típicos de cada período do ano (sazonais).
O PIB é a soma de todas as riquezas produzidas pelo país em um determinado período.
“A taxa de investimentos há anos gira entre 18% e 19%. É baixa para o crescimento que o país precisa. Para que o país cresça entre 4% e 5% ao ano, é necessário que a taxa de investimentos gire entre 25% e 26% do PIB”, disse Carlos Cesar Sobral, gerente da equipe das Contas Financeiras Trimestrais do IBGE.
Para o economista Paulo Levy, diretor de Estudos Macroeconômicos do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), “o número é preocupante, mas é um espelho retrovisor, é um olhar sobre o passado”.
Segundo Levy, os setores ligados às exportações, como o siderúrgico e o de papel e celulose, já começam a anunciar investimentos importantes.
Levy disse que “a percepção de melhoria [no quadro econômico] é inequívoca” e que os setores voltados para o mercado interno também irão retomar os investimentos gradativamente.
“Com a recuperação da demanda, mas não à frente da demanda”, acrescentou.

Queda semestral
Os investimentos na economia brasileira caíram 5,4% no primeiro semestre deste ano, após terem caído 4% no ano passado. No segundo trimestre deste ano, o valor total dos investimentos somou R$ 65,58 bilhões.
Em termos nominais (sem descontar a inflação acumulada no período), o valor foi ligeiramente menor que os R$ 65,86 bilhões investidos no primeiro trimestre do ano, quando a taxa em relação ao PIB foi de 19,13%. Na soma do primeiro semestre do ano, os investimentos foram de R$ 131,44 bilhões.

Poupança
A taxa de investimento no trimestre de abril a junho deste ano ficou 3,25 ponto percentuais abaixo da taxa de poupança da economia, que alcançou 21,13%, a maior desde os 22,01% do quarto trimestre de 1997.
Segundo o IBGE, como o consumo interno (consumo das famílias mais consumo do governo) está em queda, e a poupança é a diferença entre a renda nacional bruta e e as despesas de consumo, é normal que a taxa de poupança cresça. No primeiro trimestre deste ano, a taxa de poupança havia sido de 20,38%.
De acordo com os dados do IBGE, a poupança bruta somou R$ 77,49 bilhões no segundo trimestre deste ano e R$ 147,67 bilhões ao longo dos seis primeiros meses do ano.

Close