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ESTUDO DESTACA O POTENCIAL DA ECONOMIA BRASILEIRA

Valor Econômico – Raquel Balarin
A economia brasileira tem potencial para superar a da Itália, uma das seis maiores do mundo, em 2025. A projeção pode parecer sonho num momento em que o Brasil amarga uma queda da posição de 8ª economia mundial para a 15ª em poucos anos e deve encerrar o ano com crescimento do PIB inferior a 1%. Mas, para o banco de investimento americano Goldman Sachs, não só o Brasil pode superar a economia italiana, como também a francesa, em 2031, e a de Reino Unido e Alemanha, em 2036.
Os economistas Roopa Purushothaman e Sandra Lawson, do Goldman Sachs, fizeram um exercício comparando o potencial de crescimento de cinco países – Brasil, Rússia, Índia e China (batizados de BRICs) – ao das seis nações mais desenvolvidas (Estados Unidos, Alemanha, Japão, Reino Unido, França e Itália – o G6) até 2050. A conclusão é de que, juntos, os BRICs poderão ser maiores que as economias do G6 em 2039. E a China superaria os Estados Unidos como a maior economia mundial em 2041(e já em 2016 a segunda maior).
O Goldman Sachs admite que muitas das previsões podem não se concretizar e informa que, no exercício, considerou que a principal premissa foi a de manutenção de políticas saudáveis e de instituições que promovam o desenvolvimento. Dos quatro países, apenas o Brasil não vêm apresentando crescimento elevado nos últimos anos.
Para os economistas, quanto mais um país em desenvolvimento cresce, maior seu potencial para taxas ainda mais altas de crescimento. Isso ocorre por dois motivos. O primeiro é que economias menos desenvolvidas permitem gerar maiores retornos sobre o capital investido, porque geralmente recebem um volume de investimentos (por trabalhador) menor do que o de economias desenvolvidas. Além disso, países em desenvolvimento podem usar as tecnologias disponíveis para reduzir a distância com relação aos países desenvolvidos, com grandes ganhos de produtividade.
Em conseqüência, afirmam os economistas, as moedas desses países tendem a se valorizar com o aumento da produtividade. “Se uma economia apresenta um crescimento de produtividade maior do que o dos Estados Unidos, a taxa de câmbio de equilíbrio tende a se valorizar”, explica o estudo, distribuído a clientes de todo o mundo.
Nos números obtidos pelo Goldman Sachs, cerca de um terço do crescimento em dólar do PIB dos BRICs veio da apreciação das moedas desses países e outros dois terços por uma maior taxa de crescimento econômico. O relatório também apresenta números de crescimento forte da demanda entre os BRICs.
Segundo o levantamento, o Brasil deverá apresentar uma taxa de crescimento média de 2,7% entre 2000 e 2005 e de 4,2% entre 2005 e 2010. A partir daí, apresentaria taxas declinantes até chegar a 3,4% entre 2045 e 2050. A China apresentaria taxas de 8% no período 2000-2005, caindo para 2,9% entre 2045 e 2050.
Apesar do tom otimista do relatório sobre Brasil, Rússia, Índia e China, o banco Goldman Sachs ressalta que o crescimento não fará com que a renda per capita nesses países supere a do países do G-6, à exceção da Rússia. A renda per capita da China pode chegar a ser similar à registrada hoje por economias desenvolvidas (US$ 30 mil) e, em 2030, chegaria perto da apresentada pela Coréia hoje. Já a renda per capita dos Estados Unidos alcançaria US$ 80 mil em 2050.

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ESTUDO DESTACA O POTENCIAL DA ECONOMIA BRASILEIRA

Valor Econômico – Raquel Balarin

A economia brasileira tem potencial para superar a da Itália, uma das seis maiores do mundo, em 2025. A projeção pode parecer sonho num momento em que o Brasil amarga uma queda da posição de 8ª economia mundial para a 15ª em poucos anos e deve encerrar o ano com crescimento do PIB inferior a 1%. Mas, para o banco de investimento americano Goldman Sachs, não só o Brasil pode superar a economia italiana, como também a francesa, em 2031, e a de Reino Unido e Alemanha, em 2036.

Os economistas Roopa Purushothaman e Sandra Lawson, do Goldman Sachs, fizeram um exercício comparando o potencial de crescimento de cinco países – Brasil, Rússia, Índia e China (batizados de BRICs) – ao das seis nações mais desenvolvidas (Estados Unidos, Alemanha, Japão, Reino Unido, França e Itália – o G6) até 2050. A conclusão é de que, juntos, os BRICs poderão ser maiores que as economias do G6 em 2039. E a China superaria os Estados Unidos como a maior economia mundial em 2041(e já em 2016 a segunda maior).

O Goldman Sachs admite que muitas das previsões podem não se concretizar e informa que, no exercício, considerou que a principal premissa foi a de manutenção de políticas saudáveis e de instituições que promovam o desenvolvimento. Dos quatro países, apenas o Brasil não vêm apresentando crescimento elevado nos últimos anos.

Para os economistas, quanto mais um país em desenvolvimento cresce, maior seu potencial para taxas ainda mais altas de crescimento. Isso ocorre por dois motivos. O primeiro é que economias menos desenvolvidas permitem gerar maiores retornos sobre o capital investido, porque geralmente recebem um volume de investimentos (por trabalhador) menor do que o de economias desenvolvidas. Além disso, países em desenvolvimento podem usar as tecnologias disponíveis para reduzir a distância com relação aos países desenvolvidos, com grandes ganhos de produtividade.

Em conseqüência, afirmam os economistas, as moedas desses países tendem a se valorizar com o aumento da produtividade. “Se uma economia apresenta um crescimento de produtividade maior do que o dos Estados Unidos, a taxa de câmbio de equilíbrio tende a se valorizar”, explica o estudo, distribuído a clientes de todo o mundo.

Nos números obtidos pelo Goldman Sachs, cerca de um terço do crescimento em dólar do PIB dos BRICs veio da apreciação das moedas desses países e outros dois terços por uma maior taxa de crescimento econômico. O relatório também apresenta números de crescimento forte da demanda entre os BRICs.

Segundo o levantamento, o Brasil deverá apresentar uma taxa de crescimento média de 2,7% entre 2000 e 2005 e de 4,2% entre 2005 e 2010. A partir daí, apresentaria taxas declinantes até chegar a 3,4% entre 2045 e 2050. A China apresentaria taxas de 8% no período 2000-2005, caindo para 2,9% entre 2045 e 2050.

Apesar do tom otimista do relatório sobre Brasil, Rússia, Índia e China, o banco Goldman Sachs ressalta que o crescimento não fará com que a renda per capita nesses países supere a do países do G-6, à exceção da Rússia. A renda per capita da China pode chegar a ser similar à registrada hoje por economias desenvolvidas (US$ 30 mil) e, em 2030, chegaria perto da apresentada pela Coréia hoje. Já a renda per capita dos Estados Unidos alcançaria US$ 80 mil em 2050.

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