FABIANA FUTEMA
da Folha Online
Os funcionários do Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal ameaçam entrar em greve geral a partir de terça-feira da próxima semana.
A CNB (Confederação Nacional dos Bancários) da CUT realiza assembléia um dia antes para colocar a proposta de paralisação em votação.
O presidente da CNB-CUT, Vagner Freitas, espera fechar um acordo com os dois bancos antes do dia marcado para o início da greve dos funcionários do BB e da Caixa.
Freitas vai se reunir em Brasília com os dirigentes das duas instituições. O objetivo é obrigar o BB e a Caixa a cumprir a proposta negociada com a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos), que concedeu aos bancários da iniciativa privada reajuste de 12,6%, além de abono de R$ 1.500 e PLR (participação nos lucros) de 80% do salário mais um valor fixo de R$ 650.
“Se os bancos [BB e Caixa] disserem que não vão cumprir a proposta da Fenaban, a tendência é decretar greve geral a partir do dia 14”, disse Freitas.
Os bancários de São Paulo aprovaram ontem à noite proposta feita pela Fenaban. A assembléia reuniu cerca de 800 funcionários de bancos do setor privado.
Com a aprovação, cerca de 105 mil bancários receberão o reajuste. Até amanhã, serão feitas assembléias em todo o país, que tem 400 mil bancários, com data-base em 1º de setembro.
Perdas salariais
Números do Dieese mostram que de 1994 até agora, os bancários do setor privado receberam um reajuste de 126,6%.
No mesmo período, o BB deu um aumento de 54,7% para 80 mil funcionários. A Caixa reajustou em 45,8% o salário de 55 mil empregados.
Quando a campanha salarial começou, os bancários reivindicavam 21,58% de reajuste e a Fenaban ofereceu 9%. Depois, os bancos subiram a proposta para 10%. Os dois lados acabaram fechando um acordo na semana passada prevendo um aumento de 12,6%.
Somente os bancos privados se comprometeram a cumprir o acordo da Fenaban até agora.
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Por Mhais• 8 de outubro de 2003• 12:21• Sem categoria
FUNCIONÁRIOS DO BB E CAIXA AMEAÇAM ENTRAR EM GREVE NA TERÇA
FABIANA FUTEMA
da Folha Online
Os funcionários do Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal ameaçam entrar em greve geral a partir de terça-feira da próxima semana.
A CNB (Confederação Nacional dos Bancários) da CUT realiza assembléia um dia antes para colocar a proposta de paralisação em votação.
O presidente da CNB-CUT, Vagner Freitas, espera fechar um acordo com os dois bancos antes do dia marcado para o início da greve dos funcionários do BB e da Caixa.
Freitas vai se reunir em Brasília com os dirigentes das duas instituições. O objetivo é obrigar o BB e a Caixa a cumprir a proposta negociada com a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos), que concedeu aos bancários da iniciativa privada reajuste de 12,6%, além de abono de R$ 1.500 e PLR (participação nos lucros) de 80% do salário mais um valor fixo de R$ 650.
“Se os bancos [BB e Caixa] disserem que não vão cumprir a proposta da Fenaban, a tendência é decretar greve geral a partir do dia 14”, disse Freitas.
Os bancários de São Paulo aprovaram ontem à noite proposta feita pela Fenaban. A assembléia reuniu cerca de 800 funcionários de bancos do setor privado.
Com a aprovação, cerca de 105 mil bancários receberão o reajuste. Até amanhã, serão feitas assembléias em todo o país, que tem 400 mil bancários, com data-base em 1º de setembro.
Perdas salariais
Números do Dieese mostram que de 1994 até agora, os bancários do setor privado receberam um reajuste de 126,6%.
No mesmo período, o BB deu um aumento de 54,7% para 80 mil funcionários. A Caixa reajustou em 45,8% o salário de 55 mil empregados.
Quando a campanha salarial começou, os bancários reivindicavam 21,58% de reajuste e a Fenaban ofereceu 9%. Depois, os bancos subiram a proposta para 10%. Os dois lados acabaram fechando um acordo na semana passada prevendo um aumento de 12,6%.
Somente os bancos privados se comprometeram a cumprir o acordo da Fenaban até agora.
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