O Globo
Indicador recuou para 633 pontos, em meio a rumores de que o rating brasileiro poderá subir
O risco país caiu ontem 2,62%, para 633 pontos, o nível mais baixo desde 28 de março de 2000. O C-Bond valorizou-se 0,14%, vendido a 93% do valor de face, enquanto o dólar comercial caiu pelo quarto dia consecutivo, desta vez 0,14%, para R$ 2,86, o Ibovespa subiu 1,14% e os juros futuros recuaram um pouco. Confirmando as suspeitas do mercado, o Banco Central decidiu não rolar a dívida de títulos cambiais do dia 15, que soma US$ 1,135 bilhão.
Um dos motivos para a queda do risco foi a conversa mantida por Luiz Augusto Candiota, diretor de Política Monetária do BC, em Nova York, com as agências classificadoras de risco de crédito, que ele considerou “muito boa”. Surgiu então a expectativa de uma elevação do rating do País. Uma nova emissão do México, confirmada ontem, estimulou o rumor de que o Brasil também estaria se preparando para fazer outra captação ou operação de troca de dívida.
A decisão do BC de não rolar a dívida do dia 15 reduz a exposição cambial da dívida mobiliária brasileira. No último vencimento, o BC rolou apenas 12,8% do total da dívida cambial, não provocando estresse entre os investidores, uma vez que a demanda por proteção é quase inexistente. De manhã, o dólar subiu para R$ 2,882, mas acompanhando o comportamento positivo dos demais mercados, encerrou o dia em mais uma queda.
Operadores atribuíram a pequena e inconsistente elevação da moeda americana a dois motivos: a expectativa com a decisão do BC sobre a rolagem de títulos cambiais; uma grande estatal teria cotado compra de moeda para operações específicas.
Na BM&F, com exceção do contrato futuro de abril, todos os demais projetaram queda. O dólar paralelo fechou em R$ 2,96, com queda de 0,67% e ágio de 3,50%.
Na Bovespa, Embraer PN teve a maior alta, 9,03%, porque o BNDES aprovou a liberação de US$ 770 milhões para a companhia. Embraer ON foi a terceira colocada, com avanço de 6,67%. Usiminas PNA ficou em segundo lugar, com alta de 7,87%, na esteira da incipiente recuperação econômica do País. Tubarão PN valorizou-se 6,38% e Eletrobrás PNB 5,52%.
A lista das maiores quedas incluiu empresas que sofreram o baque da decisão dos fundos de pensão Previ, Petros e Funcef de destituir o Banco Opportunity da gestão do fundo CVC Opportunity Equity Partners. Telemig Celular PN caiu 3,89%, Brasil Telecom PN 3,78% e Brasil Telecom PN 3,46%.
O mercado de juros ensaiou um movimento de realização de lucros, que não vingou. As taxas encerraram o dia muito perto do nível do fechamento da véspera ou em tímida queda. (André Palhano, Márcia Pinheiro e Lucinda Pinto)
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Por Mhais• 8 de outubro de 2003• 11:05• Sem categoria
RISCO PAÍS CAI PARA O NÍVEL DE MARÇO DE 2000
O Globo
Indicador recuou para 633 pontos, em meio a rumores de que o rating brasileiro poderá subir
O risco país caiu ontem 2,62%, para 633 pontos, o nível mais baixo desde 28 de março de 2000. O C-Bond valorizou-se 0,14%, vendido a 93% do valor de face, enquanto o dólar comercial caiu pelo quarto dia consecutivo, desta vez 0,14%, para R$ 2,86, o Ibovespa subiu 1,14% e os juros futuros recuaram um pouco. Confirmando as suspeitas do mercado, o Banco Central decidiu não rolar a dívida de títulos cambiais do dia 15, que soma US$ 1,135 bilhão.
Um dos motivos para a queda do risco foi a conversa mantida por Luiz Augusto Candiota, diretor de Política Monetária do BC, em Nova York, com as agências classificadoras de risco de crédito, que ele considerou “muito boa”. Surgiu então a expectativa de uma elevação do rating do País. Uma nova emissão do México, confirmada ontem, estimulou o rumor de que o Brasil também estaria se preparando para fazer outra captação ou operação de troca de dívida.
A decisão do BC de não rolar a dívida do dia 15 reduz a exposição cambial da dívida mobiliária brasileira. No último vencimento, o BC rolou apenas 12,8% do total da dívida cambial, não provocando estresse entre os investidores, uma vez que a demanda por proteção é quase inexistente. De manhã, o dólar subiu para R$ 2,882, mas acompanhando o comportamento positivo dos demais mercados, encerrou o dia em mais uma queda.
Operadores atribuíram a pequena e inconsistente elevação da moeda americana a dois motivos: a expectativa com a decisão do BC sobre a rolagem de títulos cambiais; uma grande estatal teria cotado compra de moeda para operações específicas.
Na BM&F, com exceção do contrato futuro de abril, todos os demais projetaram queda. O dólar paralelo fechou em R$ 2,96, com queda de 0,67% e ágio de 3,50%.
Na Bovespa, Embraer PN teve a maior alta, 9,03%, porque o BNDES aprovou a liberação de US$ 770 milhões para a companhia. Embraer ON foi a terceira colocada, com avanço de 6,67%. Usiminas PNA ficou em segundo lugar, com alta de 7,87%, na esteira da incipiente recuperação econômica do País. Tubarão PN valorizou-se 6,38% e Eletrobrás PNB 5,52%.
A lista das maiores quedas incluiu empresas que sofreram o baque da decisão dos fundos de pensão Previ, Petros e Funcef de destituir o Banco Opportunity da gestão do fundo CVC Opportunity Equity Partners. Telemig Celular PN caiu 3,89%, Brasil Telecom PN 3,78% e Brasil Telecom PN 3,46%.
O mercado de juros ensaiou um movimento de realização de lucros, que não vingou. As taxas encerraram o dia muito perto do nível do fechamento da véspera ou em tímida queda. (André Palhano, Márcia Pinheiro e Lucinda Pinto)
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