Correio Braziliense
O mercado brasileiro viveu ontem um dia de euforia, com a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) batendo recordes, o dólar caindo 0,45% e o risco-Brasil atingindo o menor nível desde julho de 1998. Analistas apontam a recuperação da economia em agosto e a expectativa de queda no risco-país do Brasil como as causas pelo bom desempenho do mercado financeiro.
A Bovespa registrou a sexta alta seguida, acumulando valorização de 101% nos últimos 12 meses. Além disso, o volume movimentado chegou a R$ 1,594 bilhão, o maior desde 13 de janeiro de 2000, quando a bolsa paulista negociou R$ 1,760 bilhão, sem considerar os pregões com exercícios de opções.
Em nível de pontos, o fechamento de ontem também bateu recordes. O Ibovespa, principal índice da bolsa, fechou em alta pelo sexto dia seguido, subindo 1,92% e atingindo a casa dos 17.804 pontos, a maior marca desde 29 de janeiro de 2001, quando a bolsa fechou em 17.883 pontos. A última vez que o Ibovespa atingiu 18 mil pontos foi em 29 de março de 2000. O recorde histórico de pontuação da Bolsa também não está longe: foi atingido em 27 de março de 2000, data em que chegou a 18.951 pontos.
Para analistas, o mercado acionário paulista vem sendo favorecido pela entrada de dinheiro estrangeiro e pela migração de recursos da renda fixa (títulos públicos) para as ações. Os quatro cortes na taxa básica de juros (Selic) promovidos pelo Banco Central (BC) nos últimos quatro meses, de 26,5% para os atuais 20% ao ano, diminuíram a remuneração paga pelos títulos públicos. Por outro lado, os juros menores favorecem os investimentos e a rolagem de dívidas das empresas, impulsionando o valor de suas ações.
Dois outros fatores também contribuem para a euforia na Bovespa. O primeiro foi a divulgação, na terça-feira, de que a produção industrial registrou a maior alta do ano em agosto (1,5%), segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os números mostram que a economia brasileira está saindo da recessão vivida no primeiro semestre.
O outro motivo para o otimismo dos investidores são os rumores de que a nota de classificação de risco Brasil pode ser melhorada em breve. Esses rumores elevaram a cotação dos C-Bonds, principais títulos da dívida soberana do Brasil, e derrubaram o risco-país, medido pelo JP Morgan. Na manhã de ontem, o C-Bond registra alta superior a 1%, cotado a 93,93% do seu valor de face.
O risco Brasil atingiu seu nível mais baixo desde 23 de julho de 1998. Naquela data, o Embi do Brasil estava no mesmo nível: 613 pontos-base. No dia 22 de julho daquele ano, o Embi registrou um de seus níveis mais baixos desde que começou a ser calculado pela atual metodologia, em janeiro de 1998, encerrando o dia em 588 pontos-base. Estrategistas de renda fixa e gestores de fundos acreditam que a barreira dos 600 pontos-base — ontem o Embi chegou a bater os 603 pontos — será facilmente rompida até o fim do ano.
Dólar
A euforia dos mercados foi completada pelo desempenho do dólar comercial, que registrou ontem sua quinta queda consecutiva. A moeda norte-americana recuou 0,45% e fechou a R$ 2,847 na venda, rompendo uma nova barreira. Desde 4 de julho deste ano o dólar não fechava abaixo de R$ 2,850. Naquela dada, a moeda encerrou o dia cotada a R$ 2,840.
A queda também é motivada pela expectativa de redução do risco Brasil. Segundo analistas, esses rumores foram intensificados após encontros do diretor de Política Monetária do Banco Central, Luiz Augusto Candiota, com agências de classificação de risco. ‘‘Algumas agências de risco comentam que a conversa com Candiota foi positiva’’, disse a diretora da corretora AGK, Miriam Tavares.
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Por Mhais• 9 de outubro de 2003• 11:19• Sem categoria
BOLSA DE VALORES BATE RECORDES
Correio Braziliense
O mercado brasileiro viveu ontem um dia de euforia, com a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) batendo recordes, o dólar caindo 0,45% e o risco-Brasil atingindo o menor nível desde julho de 1998. Analistas apontam a recuperação da economia em agosto e a expectativa de queda no risco-país do Brasil como as causas pelo bom desempenho do mercado financeiro.
A Bovespa registrou a sexta alta seguida, acumulando valorização de 101% nos últimos 12 meses. Além disso, o volume movimentado chegou a R$ 1,594 bilhão, o maior desde 13 de janeiro de 2000, quando a bolsa paulista negociou R$ 1,760 bilhão, sem considerar os pregões com exercícios de opções.
Em nível de pontos, o fechamento de ontem também bateu recordes. O Ibovespa, principal índice da bolsa, fechou em alta pelo sexto dia seguido, subindo 1,92% e atingindo a casa dos 17.804 pontos, a maior marca desde 29 de janeiro de 2001, quando a bolsa fechou em 17.883 pontos. A última vez que o Ibovespa atingiu 18 mil pontos foi em 29 de março de 2000. O recorde histórico de pontuação da Bolsa também não está longe: foi atingido em 27 de março de 2000, data em que chegou a 18.951 pontos.
Para analistas, o mercado acionário paulista vem sendo favorecido pela entrada de dinheiro estrangeiro e pela migração de recursos da renda fixa (títulos públicos) para as ações. Os quatro cortes na taxa básica de juros (Selic) promovidos pelo Banco Central (BC) nos últimos quatro meses, de 26,5% para os atuais 20% ao ano, diminuíram a remuneração paga pelos títulos públicos. Por outro lado, os juros menores favorecem os investimentos e a rolagem de dívidas das empresas, impulsionando o valor de suas ações.
Dois outros fatores também contribuem para a euforia na Bovespa. O primeiro foi a divulgação, na terça-feira, de que a produção industrial registrou a maior alta do ano em agosto (1,5%), segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os números mostram que a economia brasileira está saindo da recessão vivida no primeiro semestre.
O outro motivo para o otimismo dos investidores são os rumores de que a nota de classificação de risco Brasil pode ser melhorada em breve. Esses rumores elevaram a cotação dos C-Bonds, principais títulos da dívida soberana do Brasil, e derrubaram o risco-país, medido pelo JP Morgan. Na manhã de ontem, o C-Bond registra alta superior a 1%, cotado a 93,93% do seu valor de face.
O risco Brasil atingiu seu nível mais baixo desde 23 de julho de 1998. Naquela data, o Embi do Brasil estava no mesmo nível: 613 pontos-base. No dia 22 de julho daquele ano, o Embi registrou um de seus níveis mais baixos desde que começou a ser calculado pela atual metodologia, em janeiro de 1998, encerrando o dia em 588 pontos-base. Estrategistas de renda fixa e gestores de fundos acreditam que a barreira dos 600 pontos-base — ontem o Embi chegou a bater os 603 pontos — será facilmente rompida até o fim do ano.
Dólar
A euforia dos mercados foi completada pelo desempenho do dólar comercial, que registrou ontem sua quinta queda consecutiva. A moeda norte-americana recuou 0,45% e fechou a R$ 2,847 na venda, rompendo uma nova barreira. Desde 4 de julho deste ano o dólar não fechava abaixo de R$ 2,850. Naquela dada, a moeda encerrou o dia cotada a R$ 2,840.
A queda também é motivada pela expectativa de redução do risco Brasil. Segundo analistas, esses rumores foram intensificados após encontros do diretor de Política Monetária do Banco Central, Luiz Augusto Candiota, com agências de classificação de risco. ‘‘Algumas agências de risco comentam que a conversa com Candiota foi positiva’’, disse a diretora da corretora AGK, Miriam Tavares.
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