fetec@fetecpr.com.br | (41) 3322-9885 | (41) 3324-5636

Por 13:04 Notícias

SEM SALÁRIOS, EMBAIXADAS PODEM PARAR

Estadão
REALI JÚNIOR
Correspondente
PARIS – Centenas de funcionários locais das embaixadas e consulados brasileiros no exterior, especialmente nos Estados Unidos e na Europa, poderão paralisar a qualquer momento suas atividades por não estarem recebendo regularmente seus salários. Ontem, cerca de 60 funcionários contratados em Paris já haviam decidido suspender suas atividades, a partir de hoje, pelo não pagamento do mês de setembro.
No fim da tarde, eles mantiveram uma reunião com o embaixador brasileiro em Paris, Sérgio Amaral, que prometeu se empenhar junto a Brasília para que essa situação seja rapidamente regularizada, levando os funcionários a suspender por uns dias a deflagração do movimento.
Essa é a primeira vez que o governo brasileiro atrasa o pagamento dos salários dos funcionários locais de suas embaixadas e consulados, a maior parte agentes consulares, mas uma maioria de assalariados mais modestos como contínuos, motoristas e telefonistas. Normalmente, o salário desses funcionários depende de um repasse de verba do Ministério da Fazenda para o Ministério do Exterior, o que não foi feito até agora, em Brasília.
Até ontem, os funcionários não haviam recebido nenhuma informação sobre quando poderiam ser pagos, nem mesmo sobre a perspectiva de quando seria feito esse repasse de verbas entre os dois ministérios, o que os levou a precipitar o movimento pela paralisação.
Essa seria também a primeira greve deflagrada em embaixadas brasileiras no exterior por falta de pagamento dos funcionários. O problema está ocorrendo em numerosas outras capitais, entre elas Washington, Londres, Berlim e Roma, e os funcionários já falam em partir para uma paralisação geral dos trabalhos nas embaixadas e consulados, prejudicando numerosos serviços que dependem do funcionalismo local, fora dos quadros do Ministério das Relações Exteriores.
Despejo – A Assessoria de Imprensa do Itamaraty informou ontem que, por falta de recursos, nenhum funcionário das embaixadas brasileiras no exterior recebeu salário em setembro. O Itamaraty já pediu socorro à área econômica do governo, mas, segundo a assessoria, não há data prevista para a liberação de verbas adicionais.
O embaixador brasileiro em Paris, Sérgio Amaral, já informou ao chanceler Celso Amorim da ameaça dos funcionários locais de entrarem em greve, caso os salários continuem atrasados. “Esse não é um problema só do Itamaraty. Todo mundo sabe qual é a situação orçamentária do Brasil”, disse um diplomata.
No Itamaraty, a falta de dinheiro para pagamento de salários não é a única dificuldade. Diplomatas e funcionários em serviço no exterior também não estão recebendo regularmente o auxílio-moradia, uma ajuda importante principalmente para os servidores que ganham menos. Alguns deles estariam inclusive ameaçados de despejo, por estarem com o aluguel atrasado.
Dívidas – Há informações, não confirmadas oficialmente, de que o problema de falta de recursos não atinge apenas as embaixadas lá fora. Dentro do Brasil, o Itamaraty também estaria atrasando o pagamento de diárias aos diplomatas que viajam em missão ao exterior, além de acumular dívidas com empresas aéreas. (Colaboraram Odail Figueiredo e Leonencio Nossa)

Por 13:04 Sem categoria

SEM SALÁRIOS, EMBAIXADAS PODEM PARAR

Estadão
REALI JÚNIOR
Correspondente

PARIS – Centenas de funcionários locais das embaixadas e consulados brasileiros no exterior, especialmente nos Estados Unidos e na Europa, poderão paralisar a qualquer momento suas atividades por não estarem recebendo regularmente seus salários. Ontem, cerca de 60 funcionários contratados em Paris já haviam decidido suspender suas atividades, a partir de hoje, pelo não pagamento do mês de setembro.

No fim da tarde, eles mantiveram uma reunião com o embaixador brasileiro em Paris, Sérgio Amaral, que prometeu se empenhar junto a Brasília para que essa situação seja rapidamente regularizada, levando os funcionários a suspender por uns dias a deflagração do movimento.

Essa é a primeira vez que o governo brasileiro atrasa o pagamento dos salários dos funcionários locais de suas embaixadas e consulados, a maior parte agentes consulares, mas uma maioria de assalariados mais modestos como contínuos, motoristas e telefonistas. Normalmente, o salário desses funcionários depende de um repasse de verba do Ministério da Fazenda para o Ministério do Exterior, o que não foi feito até agora, em Brasília.

Até ontem, os funcionários não haviam recebido nenhuma informação sobre quando poderiam ser pagos, nem mesmo sobre a perspectiva de quando seria feito esse repasse de verbas entre os dois ministérios, o que os levou a precipitar o movimento pela paralisação.

Essa seria também a primeira greve deflagrada em embaixadas brasileiras no exterior por falta de pagamento dos funcionários. O problema está ocorrendo em numerosas outras capitais, entre elas Washington, Londres, Berlim e Roma, e os funcionários já falam em partir para uma paralisação geral dos trabalhos nas embaixadas e consulados, prejudicando numerosos serviços que dependem do funcionalismo local, fora dos quadros do Ministério das Relações Exteriores.

Despejo – A Assessoria de Imprensa do Itamaraty informou ontem que, por falta de recursos, nenhum funcionário das embaixadas brasileiras no exterior recebeu salário em setembro. O Itamaraty já pediu socorro à área econômica do governo, mas, segundo a assessoria, não há data prevista para a liberação de verbas adicionais.

O embaixador brasileiro em Paris, Sérgio Amaral, já informou ao chanceler Celso Amorim da ameaça dos funcionários locais de entrarem em greve, caso os salários continuem atrasados. “Esse não é um problema só do Itamaraty. Todo mundo sabe qual é a situação orçamentária do Brasil”, disse um diplomata.

No Itamaraty, a falta de dinheiro para pagamento de salários não é a única dificuldade. Diplomatas e funcionários em serviço no exterior também não estão recebendo regularmente o auxílio-moradia, uma ajuda importante principalmente para os servidores que ganham menos. Alguns deles estariam inclusive ameaçados de despejo, por estarem com o aluguel atrasado.

Dívidas – Há informações, não confirmadas oficialmente, de que o problema de falta de recursos não atinge apenas as embaixadas lá fora. Dentro do Brasil, o Itamaraty também estaria atrasando o pagamento de diárias aos diplomatas que viajam em missão ao exterior, além de acumular dívidas com empresas aéreas. (Colaboraram Odail Figueiredo e Leonencio Nossa)

Close