Janes Rocha, De São Paulo
Lima Filho, da Cosesp: “Balcão da Nossa Caixa passa a ser mais importante”
O Banco Nossa Caixa e a Cosesp Seguros, ambos controlados pelo governo do Estado de São Paulo, vão operar juntos em previdência privada complementar. A partir de dezembro, começam a ser distribuídos nos balcões de 800 agências e postos de atendimento da Nossa Caixa em todo Estado os planos PGBL do banco e VGBL da seguradora.
A parceria, que marca a estréia das duas instituições no mercado de previdência complementar, foi viabilizada com o registro da Nossa Caixa Previdência, empresa criada em 2001 dentro do programa de privatização aprovado na Assembléia Legislativa.
O programa previa a venda a investidores privados de 51% do capital do banco e de subsidiárias nas áreas de seguros, previdência, cartão de crédito, leasing e gestão de recursos de terceiros. Mas o processo foi interrompido por ações judiciais no ano passado e até agora não foi retomado.
Tanto para a Cosesp quanto para a Nossa Caixa a entrada no mercado de previdência tem um sentido estratégico. Ambas estão se preparando para quando a folha de pagamento dos servidores de São Paulo (aproximadamente 1 milhão de pessoas) deixar o Banespa em 2007. Pelo acordo fechado quando da venda do Banespa para o Santander, a Cosesp garantiu as vendas de seguros pelo balcão do Banespa até o final de 2006.
Ciente de que vai perder seu maior canal de distribuição (80% das vendas de apólices da seguradora saem pelo Banespa), a Cosesp está fechando esse primeiro acordo com a Nossa Caixa para diminuir o impacto. Já a Nossa Caixa quer poder concorrer em igualdade de oferta de produtos com o Banespa.
Segundo Geraldo Mafra, diretor técnico da Cosesp, a Nossa Caixa responde atualmente por cerca de 25%, ou R$ 8 milhões mensais, do total de R$ 100 milhões em prêmios arrecadados pela Cosesp por mês. No ano passado, a seguradora faturou R$ 500 milhões em prêmios, sendo 75% com seguros de vida, 15% em seguros habitacionais e o restante na linhas de acidentes pessoais e outros ramos elementares. De janeiro a agosto deste ano, a Cosesp faturou R$ 362 milhões em prêmios.
Lima Filho explica que, uma vez constituída a empresa de previdência da Nossa Caixa, este passa a ser “o balcão mais importante” para o incremento das vendas de seguros da Cosesp.
Os planos de previdência têm o formato tradicional, de fundos e renda fixa e compostos. A aplicação mínima no PGBL será de R$ 50 e no VGBL será de R$ 100, ambos com carência de 12 meses para resgate. A taxa de carregamento dos planos PGBL será de 5% e a de administração, 3,5%, segundo Lucietto. No VGBL, o investidor poderá adquirir por R$ 15 uma cobertura de seguro de vida em grupo.
No futuro, diz Edson Tomaz de Lima Filho, também serão oferecidas coberturas de acidentes pessoais, atendimento 24 horas para assistência funeral e descontos em medicamentos.
A expectativa, segundo Odair Lucietto, presidente da Nossa Caixa Previdência, é vender cerca de 3 mil planos por mês, atingindo pouco menos de 10% da base de clientes do banco, que é de 3,2 milhões de pessoas, sendo 400 mil funcionários públicos.
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Por Mhais• 15 de outubro de 2003• 11:14• Sem categoria • One Comment
NOSSA CAIXA E COSESP VÃO VENDER PLANOS
Janes Rocha, De São Paulo
Lima Filho, da Cosesp: “Balcão da Nossa Caixa passa a ser mais importante”
O Banco Nossa Caixa e a Cosesp Seguros, ambos controlados pelo governo do Estado de São Paulo, vão operar juntos em previdência privada complementar. A partir de dezembro, começam a ser distribuídos nos balcões de 800 agências e postos de atendimento da Nossa Caixa em todo Estado os planos PGBL do banco e VGBL da seguradora.
A parceria, que marca a estréia das duas instituições no mercado de previdência complementar, foi viabilizada com o registro da Nossa Caixa Previdência, empresa criada em 2001 dentro do programa de privatização aprovado na Assembléia Legislativa.
O programa previa a venda a investidores privados de 51% do capital do banco e de subsidiárias nas áreas de seguros, previdência, cartão de crédito, leasing e gestão de recursos de terceiros. Mas o processo foi interrompido por ações judiciais no ano passado e até agora não foi retomado.
Tanto para a Cosesp quanto para a Nossa Caixa a entrada no mercado de previdência tem um sentido estratégico. Ambas estão se preparando para quando a folha de pagamento dos servidores de São Paulo (aproximadamente 1 milhão de pessoas) deixar o Banespa em 2007. Pelo acordo fechado quando da venda do Banespa para o Santander, a Cosesp garantiu as vendas de seguros pelo balcão do Banespa até o final de 2006.
Ciente de que vai perder seu maior canal de distribuição (80% das vendas de apólices da seguradora saem pelo Banespa), a Cosesp está fechando esse primeiro acordo com a Nossa Caixa para diminuir o impacto. Já a Nossa Caixa quer poder concorrer em igualdade de oferta de produtos com o Banespa.
Segundo Geraldo Mafra, diretor técnico da Cosesp, a Nossa Caixa responde atualmente por cerca de 25%, ou R$ 8 milhões mensais, do total de R$ 100 milhões em prêmios arrecadados pela Cosesp por mês. No ano passado, a seguradora faturou R$ 500 milhões em prêmios, sendo 75% com seguros de vida, 15% em seguros habitacionais e o restante na linhas de acidentes pessoais e outros ramos elementares. De janeiro a agosto deste ano, a Cosesp faturou R$ 362 milhões em prêmios.
Lima Filho explica que, uma vez constituída a empresa de previdência da Nossa Caixa, este passa a ser “o balcão mais importante” para o incremento das vendas de seguros da Cosesp.
Os planos de previdência têm o formato tradicional, de fundos e renda fixa e compostos. A aplicação mínima no PGBL será de R$ 50 e no VGBL será de R$ 100, ambos com carência de 12 meses para resgate. A taxa de carregamento dos planos PGBL será de 5% e a de administração, 3,5%, segundo Lucietto. No VGBL, o investidor poderá adquirir por R$ 15 uma cobertura de seguro de vida em grupo.
No futuro, diz Edson Tomaz de Lima Filho, também serão oferecidas coberturas de acidentes pessoais, atendimento 24 horas para assistência funeral e descontos em medicamentos.
A expectativa, segundo Odair Lucietto, presidente da Nossa Caixa Previdência, é vender cerca de 3 mil planos por mês, atingindo pouco menos de 10% da base de clientes do banco, que é de 3,2 milhões de pessoas, sendo 400 mil funcionários públicos.
nao faça seeguro com a cosesp para receber prescisa entrar na justiça e demora muitos tempo de oito a dez anos